Soro antilonômico

soro utilizado no tratamento de acidentes causados pela taturana (Lonomia obliqua)

O soro antilonômico é um soro utilizado no tratamento de acidentes causados pela taturana (Lonomia obliqua) e produzido pelo Instituto Butantan[1][2].

A taturana oblíqua, assim como outras taturanas, possui cerdas pontiagudas e venenosas. Quando uma pessoa toca a taturana com uma parte descoberta do corpo pode sofrer queimaduras com inchaço e vermelhidão local. Acidentes com a taturana oblíqua são mais graves, podendo causar hemorragia e insuficiência renal[3] e levar à morte[4].

Os sintomas do contato com o veneno da Lonomia obliqua foram descritos em 1989 após a ocorrência de diversos acidentes em Passo Fundo - RS[1]. O soro foi desenvolvido em 1994 por uma equipe do Instituto Butantan e desde que começou a ser utilizado não foram registrados casos de óbito[4][2]. Para a produção do soro antilonômico, o Instituto Butantan utiliza as lagartas vivas, que são anestesiadas em gelo seco para se conservar as proteínas. Com o inseto anestesiado, as cerdas são retiradas com uma tesoura pequena e pontiaguda. É nas cerdas que está a toxina utilizada na produção do soro. As cerdas também devem ser conservadas à temperatura mínima de 0º, em gelo. São necessárias 200 lagartas para se conseguir 50 ml de extrato bruto. Após a obtenção, o extrato é dosado e aplicado em cavalos, seguindo a mesma metodologia da produção de outros soros[1].

Referências

  1. a b c Furtado, Thaís (1997). «Não me toque!». Revista Superinteressante. Consultado em 25 de outubro de 2012. Arquivado do original em 3 de abril de 2009 
  2. a b Caovilla, Jairo José (2003). «Avaliação da eficácia do soro antilonômico na reversão da síndrome hemorrágica causada por contato com lagartas da Lonomia obliqua (Lepidoptera, Saturniidae (PDF). UFRGS - Repositório digital. Consultado em 25 de outubro de 2012 
  3. «Acidentes com animais peçonhentos». Instituto Butantan. Consultado em 25 de outubro de 2012 
  4. a b Camargo, Beatriz (2003). «Pesquisa identifica motivos da expansão populacional da Lonomia obliqua». USP Notícias. Consultado em 25 de outubro de 2012