Universidade Federal do Rio Grande do Sul

universidade pública federal em Porto Alegre, Rio Grande do Sul
(Redirecionado de UFRGS)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRGS
Lema “Educar com Excelência”
Nomes anteriores Universidade de Porto Alegre, Universidade do Rio Grande do Sul
Fundação 29 de setembro de 1895 (125 anos) (Escola de Farmácia, Química e Engenharia)
28 de novembro de 1934 (85 anos) (Universidade de Porto Alegre)
Tipo de instituição Pública
Localização Porto Alegre, Brasão do Rio Grande do Sul.svg Rio Grande do Sul
Reitor(a) Carlos André Bulhões
Vice-reitor(a) Patricia Pranke
Cores da escola      Carmesim
     Azul meia-noite
Afiliações CRUB, RENEX[1]
Orçamento anual 1.851.030.801,48 (2019)[2]
Página oficial www.ufrgs.br

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)[nota 1] é uma instituição de ensino superior pública brasileira, mantida pelo Governo Federal do Brasil. Fundada em 1934, situa-se em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, com uma área de aproximadamente 22 km2. Em 2019, contava com mais de 29 mil alunos de graduação e foi eleita pelo 8º ano consecutivo a melhor universidade federal do Brasil.[3]

A UFRGS mantém centros de graduação e pós-graduação nas áreas de ciências exatas, humanas, da saúde, entre outras. Em 2012, figurava na 5a posição nacional na Classificação Acadêmica das Universidades Mundiais elaborada pela Shanghai Jiao Tong University[4] e na 4a posição nacional no QS World University Rankings publicado pela Quacquarelli Symonds do Reino Unido. Em um ranking organizado pelo Ministério da Educação da Espanha, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul aparece em 152° lugar, entre 17 mil instituições pesquisadas, e na 3ª posição entre as melhores da América Latina.[5]

De 2012 a 2019 a UFRGS foi a melhor universidade federal do Brasil, com o maior IGC-Contínuo na avaliação do MEC, tendo sido, também, a melhor entre todas as universidades nos anos de 2012, 2013 e 2014.[6] Junto com a Universidade Federal de São Paulo, é a universidade que mais vezes obteve o primeiro lugar na referida avaliação. A avaliação leva em conta o desempenho dos estudantes na prova do Enade, a infraestrutura, a formação dos professores e os indicadores da pós-graduação. Das 22 universidades e institutos gaúchos avaliados, a UFRGS é a única instituição que alcançou o indicador mais alto, o conceito 5.[7]

A UFRGS mantém-se como a melhor universidade federal do Brasil na mais recente avaliação da qualidade da educação superior realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do MEC, divulgada em Dezembro de 2019. Mais uma vez, a UFRGS alcançou a maior pontuação entre todas as universidades federais do País, com Índice Geral de Cursos (IGC) de 4,29, na escala que vai de 1 a 5. A avaliação corresponde ao ano de 2018. Na listagem geral, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ocupa o primeiro lugar, com IGC de 4,39. A terceira instituição da listagem geral é a Universidade Federal de Minas Gerais, seguida pela Universidade Federal de São Paulo. A quinta melhor avaliação é da Universidade Federal de Santa Catarina.[8]

HistóriaEditar

A história do surgimento da UFRGS remonta à fundação da Escola de Farmácia e Química, em 29 de setembro de 1895, e da Escola de Engenharia. Esse foi o início da educação de nível superior no Estado do Rio Grande do Sul. Em 1900 foram fundadas a Faculdade de Medicina de Porto Alegre e a Faculdade Livre de Direito.

Em 28 de novembro de 1934, foi criada a Universidade de Porto Alegre, composta inicialmente pelas seguintes Faculdades:

 
Reitoria UFRGS

Em 1947, a universidade recebeu uma nova denominação: Universidade do Rio Grande do Sul (URGS), passando a incorporar as Faculdades de Direito e de Odontologia de Pelotas e a Faculdade de Farmácia de Santa Maria. Posteriormente, essas unidades se emanciparam da URGS, com a criação da Universidade Federal de Pelotas e da Universidade Federal de Santa Maria. Em dezembro de 1950, a universidade foi federalizada e, em 1968, passou a ser denominada Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

BrasãoEditar

O brasão oficial da UFRGS, que não deve ser confundido com sua "marca promocional", foi criado em uma sessão do Conselho Universitário, em 27 de dezembro de 1951. O projeto do escudo foi elaborado por uma comissão, em conformidade com os escudos de outras universidades, e foi aprovado em votação depois que os conselheiros discutiram as sugestões feitas. Desse modo, dividiu-se o escudo escolhido, de tipo "normando", em dois campos: no superior, em azul celeste, um livro aberto com as letras gregas alfa e ômega em cada página; no inferior, o território do Rio Grande do Sul em cor verde, com linhas horizontais ao fundo. Acima do escudo, há uma tocha acesa com labaredas em amarelo, vermelho e branco.[9]

 
Visão Interna Reitoria da UFRGS
 
O prédio da escola de engenharia.

Em números[10]Editar

Indicadores 2020[11]

  • Primeiras escolas fundadas em 1895
  • Ano da Fundação: 1934 (como Universidade de Porto Alegre)
  • Área Territorial: 22.005.051,71 m2
    • Porto Alegre: 6.246.66 m2
    • Imbé: 151,713 m2
    • Imbé (imóveis de terceiros): 95.924 m2
    • Eldorado do Sul: 15.566.000 m2
    • Outras Unidades: 38.590 m2
  • Área Construída: 397.389,41 m2
  • Graduação (4-6 anos de curso):
    • Cursos oferecidos: 84 (presenciais) e 2 (EAD)
    • Total de estudantes: (Segundo semetre de 2019) 29.190 alunos matriculados, sendo '15.031 mulheres e 14.159 homens.
  • Pós-graduação (Mestrado: 2 anos de curso; Doutorado: 4 anos de curso):
    • Cursos de Mestrado Acadêmico: 74
    • Cursos de Mestrado Profissional: 9
    • Cursos de Doutorado: 71
    • Cursos de Especialização (Lato sensu): 208 (160 em andamento; 48 concluídos)
    • Estudantes de Mestrado Acadêmico: 5.368
    • Estudantes de Mestrado Profissional: 384
    • Estudantes de Doutorado: 5.575
    • Estudantes de Especialização: 11.971
  • Colaboradores:
    • Professores: 2.749, dos quais 2.586 (94,13%) têm Doutorado e/ou Pós-Doutorado
    • Professores permanentes: 2.677
    • Professores substitutos/temporários: 72
    • Professores em regime de dedicação exclusiva: 2.318
    • Técnicos-administrativos: 2.731
    • Total de colaboradores: 5.480
  • Pesquisa:
    • Grupos de pesquisa: 900
    • Professores com participação registrada em projetos de pesquisa: 2.184
    • Técnicos com participação registrada em projetos de pesquisa: 290
    • Alunos de graduação com bolsas de iniciação científica: 2.945
    • Projetos em andamento: 5.036

EstruturaEditar

 
Museu da UFRGS, no Campus Central.

Com mais de 300 prédios, 29 unidades de ensino, nos quais se distribuem 94 departamentos e são ministradas as aulas dos cursos de graduação e pós-graduação, a UFRGS é a maior universidade do Rio Grande do Sul.

A área física da Universidade é de 2.185 ha, com 10.607 m² de área construída, divididas, além de unidades dispersas, em cinco campi:

O sistema que é disponibilizado aos aproximadamente 26 mil alunos de graduação, 12 mil de pós-graduação e 1.300 de ensino fundamental, médio e técnico pós-médio possui ainda mais de 500 laboratórios, 33 bibliotecas, 37 auditórios, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Editora, Museu, Jardim Botânico, Centro de Teledifusão, Observatório Astronômico, CPD, 3 Casas do Estudante, 6 Restaurantes Universitários, 2 Colônias de Férias e diversos outros centros.

 
Prédio Engenharia (Nova)


Unidades de ensino universitárioEditar

Unidades de ensino não-universitárioEditar

Hospital de Clínicas de Porto AlegreEditar

 
Hospital de Clínicas Blocos B e C
 
Hospital de Clínicas de Porto Alegre

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) faz parte da rede de hospitais universitários do Ministério da Educação e é vinculado academicamente à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O Hospital é referência em todo Brasil e está localizado na região central de Porto Alegre. A busca por melhorias na saúde é uma constante que, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), abrange os três pilares de sua missão: assistência, ensino e pesquisa.

Na área da pesquisa, a instituição é um polo de produção e disseminação de conhecimentos e de inovação, sendo reconhecida no cenário científico nacional e internacional. Pesquisadores dos diversos cursos de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) realizam suas pesquisas no hospital, colocando a ciência a serviço da transformação de realidades. Grupo de Pesquisa e Pós-graduação (GPPG), criado em 1989, é o órgão responsável pela definição e implementação das políticas de pesquisa no Hospital de Clínicas.

Atuando desde 1971, é um dos principais esteios da assistência pública à saúde da população gaúcha, oferecendo atendimento de excelência e alta complexidade em amplo rol de especialidades. As atividades de ensino de graduação e pós-graduação, lado a lado com a UFRGS, formam gerações de profissionais familiarizados e comprometidos com as melhores práticas e a humanização da assistência. A pesquisa produzida no HCPA, por sua vez, introduz novos conhecimentos, técnicas e tecnologias que beneficiam toda a sociedade, além de formar novas gerações de pesquisadores, alimentando um ciclo de renovação e evolução permanentes. [12]

Cerca de 1,5 mil alunos de diversos cursos de graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) exercem atividades acadêmicas no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Os estudantes adquirem conhecimentos a partir da prática assistencial e convívio com equipes profissionais qualificadas, em um ambiente onde prevalece a assistência humanizada e baseada nas melhores práticas.

Em prédios próprios junto ao edifício- sede ou próximos a ele, estão instalados:

  • Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
  • Unidade Básica de Saúde
  • Banco de Sangue
  • Unidades de Radioterapia e Quimioterapia
  • Centro de Pesquisa Clínica
  • Centro de Pesquisa Experimental
  • Casa de Apoio para familiares de pacientes
  • Lavanderia
  • Creche para filhos de funcionários

Estão disponíveis áreas de apoio a atividades acadêmicas e institucionais:

  • Anfiteatro
  • 9 auditórios
  • 38 salas de aula
Indicadores do HCPA - Assistência
2018 2019
Consultas 569,359 567,784
Exames 3,122,562 3,215,319
Cirurgias 47,546 49,218
Transplantes 429 407
Indicadores do HCPA - RH
2018 2019
Funcionários 6,061 6,096
Docentes 354 546
Residentes 573 560
Alunos de Graduação 1.535 1.589
Alunos de Mestrado 494 508
Alunos de Doutorado 684 695
Horas Treinamento 200.162 214.576


Escola de EngenhariaEditar

 
Escola Centenária de Engenharia da UFRGS

A Escola de Engenharia é uma das mais antigas e maiores Unidades da UFRGS. Fundada ainda no século XIX, a mesma se consolidou ao longo do Século XX, e hoje se caracteriza como uma unidade pujante, dotada de um corpo docente altamente qualificado e diversificado, com reconhecida competência, elevada competitividade acadêmica e notável inserção internacional. Em suas diferentes dimensões, a comunidade da Escola de Engenharia da UFRGS desenvolve uma atuação marcante e dinâmica que contempla uma visão sinérgica de como fomentar as três pernas da tripla hélice representadas pelo ensino, pesquisa e extensão. Sua atuação como centro gerador de recursos humanos de excelência e de produção de conhecimentos avançados tem repercussão regional, nacional e mundial, se consolidando através de convênios, cooperações, mobilidade acadêmica e programas dupla diplomação dos alunos.

 
Centro Cultural da Escola de Engenharia

A EE conta com uma equipe altamente qualificada, formada por 238 professores, com a maioria deles trabalhando em tempo integral e possuindo título de doutor obtido nas melhores universidades de 16 diferentes países. Seu corpo administrativo, que também é qualificado, é formado por 128 técnicos administrativos de diferentes formações. Atualmente a Unidade conta com aproximadamente 6000 alunos de graduação; cerca de 2000 alunos de Pós-Graduação Strictu-Sensu (mestrado e doutorado); e mais de 1500 alunos de Especialização. A mesma oferece 13 cursos de graduação e 10 programas de Pós-Graduação, e conta com uma infraestrutura física de 18 prédios, distribuídos em 3 campi (Centro, Vale e Saúde). A estrutura de interações acadêmicas é formada por: 9 Laboratórios de Ensino; 72 laboratórios de Pesquisa; 15 Grupos de Pesquisa; e 5 Laboratórios Multiusuários que fazem parte do Programa Premium. [13]

Em seu Planejamento Estratégico, a Escola de Engenharia estabeleceu as seguintes diretrizes para orientar sua atuação:

Missão: “O propósito fundamental da Escola de Engenharia é formar e qualificar recursos humanos, estabelecendo uma cultura de excelência e geração de novos conhecimentos através da pesquisa, em todas as áreas da Engenharia, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade com ampla interação com os setores produtivos públicos e privados”.

Visão: “Uma unidade dinâmica, que acompanha as mudanças do setor tecnológico, renovando cursos de graduação e pós-graduação e mantendo atividades regulares de pesquisa e extensão em todos os seus departamentos. Em função dessas atividades, relevantes para a sociedade e o para o setor produtivo nacional, a Escola pretende tornar-se um centro de referência de expressão internacional”.

Valores: Liderança / Interações qualificadas com a sociedade / Equilíbrio ensino-pesquisa-extensão / Crescimento e colaboração / Melhoria contínua / Sustentabilidade e responsabilidade / Desburocratização / Contribuição para o desenvolvimento nacional.

GraduaçãoEditar

As atividades da Escola de Engenharia estão distribuídas nas três pernas da tripla hélice representadas pelo ensino, pesquisa e extensão. No ensino de graduação, são ofertadas anualmente mais de 800 vagas, distribuídas em 13 cursos que abrangem desde as áreas mais clássicas da engenharia até áreas emergentes e de alta relevância para o desenvolvimento nacional.

A Escola de Engenharia possui um total de 13 cursos de graduação, em que 10 engenharias são ofertadas nessa Unidade: Civil, Mecânica, Elétrica, Química, de Energia, de Minas, de Materiais, de Metalurgia, de Produção e de Controle e Automação.

Além desses cursos, há também os de caráter interdisciplinar, que abrangem mais de uma Unidade Acadêmica, como a Engenharia Ambiental, que é ofertada em parceria da Escola de Engenharia e o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH); a Engenharia de Computação, em parceria com o Instituto de Informática e a Engenharia Física, em parceria com o Instituto de Física.

Pós-GraduaçãoEditar

O ensino de Pós-Graduação está dividido em oito programas que ofertam cursos de doutorado, mestrado acadêmico e mestrado profissional. O conjunto de programas é um dos mais qualificados do país, sendo seis cursos como de nível de excelência internacional, recebendo notas 6 ou 7 (nota máxima) na última avaliação da CAPES. Para formação continuada a EE conta com seis cursos de Especialização nas diversas Engenharias.

Sendo uma instituição focada na pesquisa, a Escola de Engenharia possui mais de 100 grupos de pesquisa, distribuídos em mais de 80 laboratórios. Esses grupos de pesquisa são reconhecidos não apenas pelo alto nível dos resultados de suas pesquisas científicas, mas também pela extensiva interação com importantes indústrias e pela sua contribuição no desenvolvimento de inovação de base tecnológica e na criação de empresas spin-off. As atividades de extensão dividem-se entre consultoria e assessoria, eventos e cursos presenciais e a distância que são desenvolvidas através das empresas juniores e do escritório de projetos da EE e fundações de apoio da universidade.

Sistemas de Avaliação dos Programas de Pós-GraduaçãoEditar

Os programas de pós-graduação são avaliados com conceitos que variam de 3 a 7 . Nos parâmetros da CAPES, a nota 5 é atribuída a cursos de excelência em nível nacional e as notas 6 e 7 correspondem a cursos de qualidade internacional. A nota mínima 3 é atribuída a cursos novos no momento de sua implantação, em instituições ainda sem muita tradição em pós-graduação.

Objetivo do conceito CAPES: reconhecimento e recomendação de cursos de pós-graduação;

Critérios avaliados pelo CAPES: (i) proposta do programa; (ii) corpo docente; (ii) corpo discente, (iii) teses e dissertações; (iv) produção intelectual e (v) inserção social.[14]

Avaliação trienal da CAPES é referente aos 3 anos anteriores. Ex: Trienal 2013 (2010, 2011, e 2012). A partir de 2017 a avaliação passou a ser quadrienal. Quadrienal 2017 (2013, 2014, 2015 e 2016).

Inovação Científica e TecnológicaEditar

Sendo uma unidade com forte ênfase em pesquisas básicas e aplicadas, a Escola possui mais de 100 grupos de pesquisa cadastrados no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, cujas pesquisas incluem, além dos alunos de mestrado e doutorado, uma forte participação de alunos de graduação. Esses grupos de pesquisa são reconhecidos não apenas pelo alto nível dos resultados de suas pesquisas científicas, mas também pela extensiva interação com importantes indústrias e pela sua contribuição na criação de empresas spin-off. A ação destes grupos, com produção científica de nível internacional, é essencial para a geração de conhecimento e para a permanente atualização dos docentes, com a consequente qualificação da formação de recursos humanos na graduação e na pós-graduação. As atividades de extensão tem sido uma plataforma fundamental para transferir, de forma rápida e focada, o conhecimento gerado. Essa dimensão de atuação, no âmbito da engenharia, inclui desde ações de solidariedade, empreendedorismo e resolução de problemas emergenciais, até a geração de novos produtos e transferência de conceitos e tecnologias mais competitivas, ambientalmente e socialmente responsáveis, para entidades industriais e governamentais.

Faculdade de MedicinaEditar

HistóriaEditar

 
Prédio Centenário da Faculdade de Medicina

A Faculdade de Medicina foi fundada em 25 de julho de 1898 e tendo como origem o Curso de Partos da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi a terceira escola médica do país e a primeira criada no período republicano. Sua fundação ocorreu a partir de Protásio Alves, Cristiano Fischer, entre outros. Desde sua fundação tem contribuído decisivamente para o desenvolvimento social e humano, sendo dela originários diversos nomes ilustres da medicina e da cultura brasileira.

Nos seus diversos níveis de atuação, já formou mais de 8000 médicos, 1000 especialistas, 800 Mestres ou Doutores em Medicina. O desempenho profissional de seus formandos tando em nível de graduação como de especialização e pós-graduação pode ser demonstrado pelo reconhecido sucesso profissional alcançado por seus egressos, tanto no país quanto no exterior. Dos diversos grupos de pesquisa tem sido produzidas publicações nacionais e internacionais de impacto, fazendo co que sejam centros de referência na área da saúde.

Em nosso meio é a escola médica com melhor desempenho no Exame da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Exame AMRIGS) desde que o mesmo foi criado, fazendo com que seus formandos alcancem um alto nível de aprovação nos mais diversos Programas de Residência Médica nacionais e internacionais.

Num processo contínuo de atualização, a Faculdade discute intensamente o processo ensino-aprendizagem, tendo conquistado recentemente o Programa de Incentivo às Mudanças Curriculares para as Escolas Médicas (PROMED), do Ministério da Saúde/OPAS.

Infraestrutura da FaculdadeEditar

A Faculdade de Medicina disponibiliza de laboratórios de ensino para as atividades práticas do curso de graduação em Medicina. Nesses laboratórios o ensino é realizado pelo uso de manequins específicos para o desenvolvimento de habilidades clínicas intervencionistas ou não, nas mais diversas disciplinas ao longo do curso. Dessa forma, a Medicina não utiliza animais em atividades de ensino de graduação, porém pode ocorrer o contato do discente com animais quando este estiver envolvido em atividades extracurriculares como através da participação em projetos de pesquisa devidamente aprovados segundo critérios rígidos de conduta e manejo bem estabelecidos junto às Comissões de Ética.

O Serviço de Medicina Intensiva do HCPA ainda dispõe de um manequim que permite a simulação realística de arritmias, variações de medida de Pressão Arterial (PA), ausculta cardíaca, pulmonar e abdominal. Este manequim é usado para o treinamento de reanimação cardiopulmonar avançada durante o internato em terapia intensiva e na residência médica. Em sendo assim, os cenários simulados de treinamento incluem o reconhecimento e tratamento de arritmias específicas, manejo da via aérea, uso de medicamentos e cardioversão elétrica.

Para o desenvolvimento dos alunos em habilidades cirúrgicas, a Faculdade de Medicina, conjuntamente com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, utiliza o Laboratório de Técnica Operatória Prof. Carlos Cuervo Arango, que dispõe de mesas de treinamento com tecidos sintéticos e manequins para treinamento de nós, suturas, anastomoses, punções vasculares, bem como caixas-pretas e torres de videolaparoscopia para treinamento de habilidades básicas em vídeocirurgia. Já em uma parceria com o Instituto Simutec, os alunos podem desenvolver habilidades cirúrgicas em ambiente virtual, com simuladores de cirurgias laparoscópicas, disponibilizando módulos de aquisição de habilidades básicas e essenciais em videocirurgia, bem como noções de diversos procedimentos cirúrgicos. O Instituto Simutec também conta com 5 caixas-pretas com microcâmera para treinamento e aquisição de coordenação motora e adaptação ao uso de instrumentos. Dentro do programa de cirurgia robótica, os alunos de Graduação estão inseridos em atividades com o Simulador Mimic Dvt, em projetos de pesquisa que analisam o desenvolvimento de habilidades na plataforma de treinamento em cirurgia robótica.

A UFRGS possui hospital-escola próprio que é o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). É no HCPA que o curso de Medicina desenvolve a maior parte de suas atividades acadêmicas, cabendo dizer que a Faculdade de Medicina (FAMED) possui convênios com outros hospitais para a realização de atividades práticas específicas, como aqueles que integram o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), o Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica (HSL/PUC), o Grupo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e o Hospital de Pronto Socorro (HPS).

Perfil do CursoEditar

 
Faculdade de Medicina da UFRGS

O curso de graduação em Medicina é inteiramente gratuito ao aluno, havendo duas modalidades de ingresso: uma mediante aprovação no concurso vestibular que anualmente é realizado de maneira unificada pela UFRGS, cujas informações são divulgadas através de edital; outra mediante aprovação no Sistema de Seleção Unificada (SISU), meio do qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem.

O curso de graduação em Medicina é de turno integral, logo os alunos desenvolvem atividades acadêmicas nos turnos manhã, tarde e, em alguns semestres, noite. A organização curricular do curso de Medicina é de modelo tradicional e integra conhecimentos a partir de disciplinas denominadas integradoras. Desse modo, a matriz curricular é dividida em três ciclos: básico (atividades de formação básica como anatomia, histologia, fisiologia, etc) com duração de 3 semestres, clínico (atividades de formação técnica e de estágio clínico como Clínica Médica, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Patologia Aplicada, etc) com duração de 5 semestres, internato (estágios curriculares obrigatórios de treinamento em serviço como Cirurgia, Medicina de Família e Comunidade, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Interna, Emergência, etc) com duração de 24 meses ininterruptos.

O curso de graduação em Medicina tem como objetivo formar médicos capazes de atuar em saúde no seu contexto mais amplo, incluindo a promoção, a prevenção e o tratamento nos mais diversos níveis de atenção à saúde. Espera-se que o egresso da Faculdade de Medicina ingresse na Residência Médica a fim de que possa especializar-se em uma das áreas da Medicina. Desse modo, a estrutura curricular é pensada com o objetivo de formar um médico generalista com alto grau de liderança e preocupado com a saúde e com o paciente, mas que também permita ao egresso de nossa Faculdade concorrer com excelente grau de sucesso a uma vaga na Residência Médica tanto no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, como em qualquer outro programa de Residência Médica no nosso país.

O curso de graduação em Medicina não possui uma metodologia única de ensino, pois objetivando atender as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), desenvolve-se de forma eminentemente prático e visando à formação médica do estudante em caráter geral, humanista, crítica, reflexiva e ética, com capacidade para atuar nos diferentes níveis de atenção à saúde, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, nos âmbitos individual e coletivo, com responsabilidade social e compromisso com a defesa da cidadania, da dignidade humana, da saúde integral do ser humano e tendo como transversalidade em sua prática, sempre, a determinação social do processo de saúde e doença. Desse modo, o curso atende às necessidades de aprendizagem individual e coletiva, promove a construção e a socialização do conhecimento e incentiva e promove o pensamento científico e crítico e apoia à produção de novos conhecimentos. Hoje, a metodologia das diferentes atividades do curso está comprometida de maneira excelente com a interdisciplinaridade, com a articulação ensino-assistência-promoção da saúde, com o desenvolvimento do espírito científico e com a formação de sujeitos autônomos e cidadãos.[15]

InternatoEditar

O internato é realizado a partir do 9º período no Hospital das Clínicas de Porto Alegre, ao lado da Universidade, Grupo Hospitalar Conceição, Santa Casa de Porto Alegre e Postos de Saúde do Sistema Único de Saúde de Porto Alegre. As especialidades praticadas são de Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia-Obstetrícia, Pediatria e Saúde Coletiva. Os alunos são divididos em grupos aleatoriamente e as especialidades são sorteadas. Eles passam 3 meses em cada área.

Nos últimos 18 meses do cursos, os estudantes podem fazer um internato optativo no HCPA ou no Hospital São Lucas.


CampiEditar

Campus do ValleEditar

 
Vista aérea Campus do Valle durante sua construção.

Em colaboração com o arquiteto Arnaldo Gladosh e engenheiros da Prefeitura Municipal, a Reitoria realizou estudos para a localização da Cidade Universitária em uma área de aproximadamente 400 hectares entre as avenidas Bento Gonçalves e Protásio Alves, distante 5 km do centro da cidade. A idéia não era a ocupação imediata, mas sim a necessidade de prevenir o futuro, segundo a justificativa do reitor Ary, garantir o espaço, a fim de que naquela área não se permitisse nenhum empreendimento público ou particular que pudesse impossibilitar a implantação da Cidade Universitária e a expansão da área física da Universidade com a construção de novos prédios.

O reitor empenhou-se em reduzir taxas e emolumentos escolares: Apologista da gratuidade do ensino, pregava a necessidade da rigorosa seleção dos candidatos a futuros técnicos. “Ninguém na escola superior deve pagar; mas não se deve deixar frequentar quem, mesmo tendo recursos, não souber ou não quiser aproveitar os sacrifícios feitos pelo Estado”.

Era reitor o professor Edgar Luis Schneider quando, em junho de 1942, foi instalada a Faculdade de Filosofia. Inicialmente com os cursos de Matemática, Física, Química e História Natural, e no ano seguinte com os cursos de Filosofia, Geografia e História, Letras Clássicas Neolatinas, Letras Anglo-Germânicas, Pedagogia e Didática. Com a instalação da nova unidade, a Universidade de Porto Alegre passa a constituir um conjunto orgânico que correspondia a uma perspectiva integradora.

Em 1961, foi criada a Estação Experimental Agronômica. Com uma área total de 1.560 hectares, o local é utilizado como laboratório de pesquisas de campo e aulas práticas de graduação e pós-graduação dos cursos de Agronomia e de outras unidades da UFRGS, como as Faculdades de Veterinária e Ecologia, o Instituto de Biociências e o de Pesquisas Hidráulicas (IPH).

 
Entrada do Campus do Vale

A existência das pró-reitorias remonta à metade dos anos 70, foi uma das primeiras iniciativas de Homero Só Jobim (1976-1980), como parte de sua ideia de modernizar e adequar a instituição ao espírito da reforma universitária. Em 1977, o Campus do Vale foi inaugurado, quando foram transferidas para o local as atividades do curso de Letras e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. A nova sede da UFRGS, instalada no bairro Agronomia, em Porto Alegre, também passou a contar com um Restaurante Universitário, para atender aos estudantes.

Em 1989, a UFRGS adquiriu seu primeiro servidor de correio eletrônico, tornando-a uma das pioneiras no ingresso à internet. No mesmo ano, teve início o Salão de Iniciação Científica, concebido para que os estudantes de graduação expusessem à comunidade seus trabalhos. Para promover a integração da Universidade com os setores produtivos, foram instalados o Centro de Tecnologia, o Berçário Tecnológico do Centro de Biotecnologia, o Centro de Patologia Aviária e novos laboratórios de Ciências do Solo. Com a aquisição do primeiro supercomputador do hemisfério sul, foi criado, em 1992, o CESUP (Centro Nacional de Supercomputação), pioneiro no acesso aberto a todo o país via rede de computadores.

Essas foram as prioridades da gestão de Gerhard Jacob, que assumiu 1988 e renunciou em março de 1990, ao assumir, em Brasília, o cargo de presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Ao ser conduzido ao cargo, o até então vice-reitor Tuiskon Dick (1990-1992), continuou o trabalho de seu antecessor, ampliando o uso de tecnologia no ambiente acadêmico.

 
Placa da UFRGS

Entre o final dos anos 90 e início dos 2000, foram criados a Casa do Desenvolvimento Tecnológico – CEDETEC, a Pró-reitoria de Infraestrutura e as secretarias de Avaliação Institucional, de Assistência Estudantil, de Ensino a Distância. É do mesmo período a implantação da Biblioteca Virtual da UFRGS, para ampliar e atualizar as fontes de informação científica do Sistema de Bibliotecas.

 
Hospital Veterinário

Atualmente, O campus abriga o Colégio de Aplicação, as faculdades de Agronomia e de Veterinária, o Hospital Veterinário, os institutos de Letras, Geociências, de Matemática, de Química, de Física, de Informática, de Filosofia e Ciências Humanas, de Ciências e Tecnologia de Alimentos, de Pesquisas Hidráulicas, de Biociências e ainda parte da Escola de Engenharia. [16]

Instituto de Matemática pura e AplicadaEditar

O Instituto de Matemática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IM/UFRGS) é a unidade responsável pelo ensino das disciplinas de matemática e estatística aos mais diversos cursos de graduação oferecidos pela UFRGS (Engenharias, Física, Química, Computação e outros). Fundado a 9 de março de 1959, é composto por dois departamentos:

  • Departamento de Matemática Pura e Aplicada (DMPA)
  • Departamento de Estatística (DEST)

os quais têm a responsabilidade de organizar e ministrar as disciplinas da área matemática para mais de dez mil alunos a cada ano letivo. As cadeiras iniciais de Engenharias e Matemática, como Cálculo e Álgebra Linear, são ministradas no Campus do Vale.

Campus CentroEditar

 
Escola de Engenharia anos 60

A história da UFRGS começa com a fundação da Escola de Farmácia e Química, em 1895 e, em seguida, da Escola de Engenharia. Assim iniciava também a educação superior no Rio Grande do Sul. Ainda no século XIX, foram fundadas a Faculdade de Medicina de Porto Alegre e a Faculdade de Direito que, em 1900, marcou o início dos cursos humanísticos no Estado. Mas somente em 28 de novembro de 1934, foi criada a Universidade de Porto Alegre, integrada inicialmente pelas Escola de Engenharia, com os Institutos de Astronomia, Eletrotécnica e Química Industrial; Faculdade de Medicina, com as Escolas de Odontologia e Farmácia; Faculdade de Direito, com sua Escola de Comércio; Faculdade de Agronomia e Veterinária; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e pelo Instituto de Belas Artes. As unidades isoladas Escola de Engenharia, Faculdade de Medicina e Faculdade de Direito, constituem os pilares básicos da Universidade de Porto Alegre que, sob a influência do positivismo imprimiram a identidade diferenciada do ensino superior gaúcho, voltado à pesquisa científica e técnica.

O Professor Aurélio de Lima Py, nomeado pelo Interventor Federal Gen. Daltro Filho, assumiu a Reitoria em 26 de novembro de 1937 em pleno Estado Novo. Professor da Faculdade de Medicina e deputado estadual pelo Partido Republicano Liberal, o reitor Aurélio era perfeitamente integrado à nova administração do Estado e foi responsável pela fase inicial da construção da Universidade de Porto Alegre. Defendia uma maior autonomia e maiores recursos financeiros para a Universidade e lançou a ideia de federalização que só iria se concretizar treze anos depois.

Dentro desses objetivos foram equacionados pelo Reitor e o Conselho Universitário diversos problemas a serem enfrentados:

  • Organização e instalação da Faculdade de Educação, Ciências e Letras (futura Faculdade de Filosofia);
  • Construção e ampliação de prédios para novos cursos e institutos especializados;
  • Localização da Cidade Universitária;
  • Reformulação do corpo docente, seleção de professores, criação do quadro de assistentes e auxiliares de ensino;
  • Equiparação de vencimentos dos professores e servidores aos padrões federais vigentes na Faculdade de Medicina;
  • Autonomia universitária e aprovação do Estatuto da Universidade de Porto Alegre pelo Governo Federal;
  • Ensino gratuito e assistência às organizações acadêmicas;
  • Construção do Hospital de Clínicas;
  • Reincorporação do Instituto de Belas Artes.
     
    Escola de Medicina anos 70

Na área de ensino, a década compreendida entre 1944 e 1953 foi marcada pela abertura de novos cursos. Em 1945, a UFRGS passou a ofertar Ciências Atuariais, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas. Em 1946, foi a vez da graduação em Arquitetura. A Escola de Enfermagem, mais antiga da região Sul do Brasil, iniciou suas atividades em 1950. Em 1952, foi criada a graduação em Jornalismo, vinculada à Faculdade de Filosofia. A Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, entretanto, só foi fundada nos anos 70, como consequência da Reforma Universitária. O curso, então, foi reformulado e tornou-se uma das habilitações no curso de Comunicação Social.

A partir de 1952, teve início a administração de Elyseu Paglioli. Uma das mais marcantes na história da instituição foi também a mais longa. Seja por sua personalidade criativa e ousada, por seu prestígio político em âmbito estadual e nacional, por sua habilidade administrativa ou pelo extenso período em que permaneceu no cargo, Paglioli é lembrado como alguém que liderou uma época de intenso desenvolvimento.

A Secretaria do Patrimônio Histórico foi criada em setembro de 2000, tendo como atribuições planejar e executar a recuperação, revitalização e restauração do conjunto arquitetônico formado pelos doze prédios históricos que fazem parte do Projeto de Recuperação dos Prédios Históricos da UFRGS.

É instituída a Secretaria de Educação a Distância, visando ao desenvolvimento e incremento na utilização de novas tecnológicas nessa modalidade de ensino.

Foi implantada a Biblioteca Virtual da UFRGS com o objetivo de ampliar e atualizar as fontes de informação científica do Sistema de Bibliotecas.

 
Salão de Atos da UFRGS

Atualmente, o Campus Centro abriga as Faculdades de:

  • Escola de Engenharia
  • Faculdade de Direito
  • Faculdade de Educação
  • Faculdade de Arquitetura
  • Departamento de Artes e Música
  • Faculdade de Economia
  • Instituto de Ciências Básicas da Saúde
  • Observatório Astronômico
 
Vista aérea Campus Saúde

Campus SaúdeEditar

O Campus Saúde é um dos quatro campi que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul mantém na cidade de Porto Alegre, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

Em 1943 é lançada a pedra fundamental para o Campus Saúde e para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre cujas obras tiveram início apenas no ano de 1947.

Entre 1943 e 1945, período em que foram reitores os professores Antonio Saint Pastous de Freitas e Egydyo Hervé, a Universidade passou por um período importante de afirmação e expansão do Sistema Universitário Estadual.

 
Mapa Campus Saúde

Em 1944, com o Decreto-Lei 736, do Governo do Estado, a Universidade passa a gozar de ampla autonomia administrativa e didática, com a aplicação integral dos seus Estatutos, na movimentação das verbas e dos saldos orçamentários pela própria Universidade. Ficam sob a responsabilidade do Reitor todos os atos administrativos na área do ensino superior que antes competiam ao secretário da Educação.

A maior parte de sua área está situada no bairro Santa Cecília, estando a outra localizada no bairro Santana. É limitado pela Avenida Protásio Alves, pela Rua São Manoel, pela Avenida Ipiranga, pela Rua Jacinto Gomes, pela Travesa Borges Fortes e pela Rua Ramiro Barcelos.

O campus leva esse nome porque a maioria de suas instituições estão relacionadas com a área da saúde, tais como a Escola de Enfermagem, a Faculdade de Farmácia, a Faculdade de Medicina, a Faculdade de Odontologia, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Instituto de Psicologia. Porém, no campus, também está localizada a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO), o Planetário Professor José Baptista Pereira e a antiga Escola Técnica da Universidade, atualmente unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Fora as unidades de ensino, há a Creche Francesca Zacaro Faraco e o restaurante universitário.

PesquisaEditar

A universidade conta com mais de 700 grupos de pesquisa cadastrados, que atuam em pesquisa básica e/ou aplicada, em todas as áreas do conhecimento. Contando todos envolvidos, incluindo alunos de graduação e pós-graduação, técnicos de laboratório, docentes e visitantes, um conjunto de aproximadamente 14 mil pessoas está envolvido em atividades de pesquisa científica e inovação tecnológica.[17]

A inovação e o desenvolvimento tecnológico são as áreas que mais se destacam na pesquisa por se transformarem em aplicações,[17] principalmente em Química, Física, Biociências, e Engenharias.

A UFRGS tem contribuído para a preservação dos sítios paleontológicos no Rio Grande do Sul, publicando diversos estudos, inclusive internacionalmente. Possui um museu de Paleontologia, que esta localizado no Instituto de Geociências.

Grupos de estudos e outras iniciativasEditar

A UFRGS conta com grupos extracurriculares e iniciativas empreendedoras em todos Campi.

  • Tchê Baja SAE[18]
  • RS Racing UFRGS
  • Pampa Aerodesign

VestibularEditar

O concurso vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ocorre anualmente, em Porto Alegre e em cidades do interior do estado do Rio Grande do Sul. Até o concurso para o ano de 2020, as provas eram aplicadas no mês de janeiro do ano de ingresso, mas foram adiantadas para datas entre o final de novembro e início de dezembro do ano anterior. A Coperse é a comissão responsável pelo vestibular da UFRGS.

Sistema de cotasEditar

Na reunião do Conselho Universitário (Consun) da universidade de 29 de junho de 2007 ,[19] foi aprovado um sistema de cotas para ingresso no vestibular. O sistema reserva 30% das vagas de cada curso da universidade para estudantes de escolas públicas, metade dessas vagas sendo destinadas aos que se auto-declararem negros, pardos ou indígenas. Em Novembro de 2017, frente a denúncias de supostas fraudes no sistema de cotas, a universidade anunciou uma comissão para análise fenotípica dos candidatos às cotas raciais, analisando as características de "cor da pele, o tipo de cabelo, o formato do nariz e dos lábios".[20]

As vagas reservadas são divididas em oito modalidades de cotas, destinadas exclusivamente aos candidatos que se enquadram nos critérios abaixo:

Exame Nacional do Ensino MédioEditar

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul, assim como a maioria das universidades federais do país, passam a adotar a partir de 2010 o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como critério de ingresso em seus cursos.[21] Inicialmente a participação do candidato no exame será optativo, sendo que seu desempenho no ENEM irá somar-se com o desempenho no concurso vestibular, tendo peso proporcional a 10% na pontuação final[22]. Em 2013, foi aprovado o ingresso na universidade por meio do exame, sendo destinado para isso, no concurso de 2015, 30% das vagas.[23] A partir de 2019, a UFRGS decidiu retirar a soma de 10% na pontuação final com a nota do ENEM, dispondo, apenas, de vagas por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (30%) e/ou por meio do Vestibular(70%).

ReitoriaEditar

A escolha do reitor na UFRGS ocorre através de um processo em três etapas. Inicialmente, são submetidas chapas de candidatos ao Conselho Universitário (CONSUN), a instância superior da instituição. Posteriormente, ocorre uma consulta à comunidade acadêmica, que elabora uma lista tríplice, a qual é votada no CONSUN e encaminhada para escolha do presidente da República, conforme decreto de 1996.[24][25] Desde então, o primeiro colocado na consulta à comunidade acadêmica sempre havia sido nomeado reitor, sendo esses os casos de Wrana Panizzi, José Carlos Ferraz Hennemann, Carlos Alexandre Netto e Rui Vicente Oppermann.

Em 2020, após a votação na universidade ter dado vitória para a chapa de Rui Oppermann e Jane Tutikian,[26] o presidente Jair Bolsonaro nomeou Carlos André Bulhões e Patrícia Pranke, os menos votados entre os concorrentes, como reitor e vice-reitora, respectivamente.[27] A decisão foi tomada por pressão dos deputados federais Bibo Nunes, e Ubiratan Sanderson, o deputado estadual Ruy Irigaray, os três do PSL, e do senador Luís Carlos Heinze, filiado ao PP.[28] Conforme Irigaray, a decisão de nomear o menos votado explica-se pelo objetivo de combater um suposto "aparelhamento ideológico" não comprovado pelo deputado.[28] Oppermann e Tutikian divulgaram nota no dia em que Bulhões e Pranke foram oficialmente nomeados, observando que o governo federal havia decidido pela "proposta amplamente derrotada para estar à frente da UFRGS" nos quatro anos seguintes.[29]

A decisão gerou protestos de professores, técnico-administrativos e professores, que qualificaram a nomeação de Bulhões como uma intervenção na universidade.[30] Em resposta, Bulhões afirmou que considera que a sua nomeação se deu seu currículo e sua trajetória acadêmica e administrativa.[31] Ao aceitar a nomeação do governo federal, Bulhões disse ter se "equivocado" quando afirmou, durante a campanha eleitoral, o "desejo de respeitar" o resultado do pleito interno no qual acabou sendo derrotado.[32]

Ver tambémEditar

Notas

  1. pronuncia-se "URGS", pois antes da reforma universitária brasileira de 1968 o nome da instituição era URGS - Universidade do Rio Grande do Sul. Mesmo com a mudança de nome a pronúncia urgs manteve-se devido à sua ampla divulgação entre a população.

Referências

  1. «Instituições». RENEX 
  2. «Portal da Transparência». Consultado em 28 de outubro de 2016. Arquivado do original em 28 de outubro de 2016 
  3. «UFRGS é a melhor universidade federal do Brasil pelo 8º ano consecutivo». www.ufrgs.br. Consultado em 30 de setembro de 2020 
  4. ARWU 2012
  5. «Cópia arquivada». Consultado em 10 de outubro de 2009. Arquivado do original em 6 de outubro de 2014 
  6. «Resultados - INEP». portal.inep.gov.br. Consultado em 30 de setembro de 2020 
  7. «UFRGS obtém nota mais alta entre as universidades avaliadas pelo MEC». UFRGS. 19 de Dezembro de 2014 
  8. «UFRGS é a melhor universidade federal do Brasil pelo 8º ano consecutivo» 
  9. Programa de Identidade Visual da UFRGS - Brasão Oficial e Marca Promocional
  10. «Ranking de universidades - RUF 2019 | Folha» 
  11. UFRGS em Números 2014
  12. «Características - Portal Hospital de Clínicas de Porto Alegre» 
  13. «Escola de Engenharia | Universidade Federal do Rio Grande do Sul» 
  14. «Sistemas de Avaliação dos Programas de Pós-Graduação | Escola de Engenharia» 
  15. «FAMED - Informações Gerais Medicina» 
  16. «Histórico» 
  17. a b «Apresentação (Pesquisa e Inovação)». UFRGS 
  18. «Equipe Tchê de Baja SAE - UFRGS». www.mecanica.ufrgs.br. Consultado em 27 de março de 2016 
  19. «Conselho Universitário aprova sistema de cotas na UFRGS». 29 de junho de 2007. Consultado em 30 de junho de 2007 
  20. Bárbara Müller (25 de setembro de 2017). «Comissão para evitar fraudes no sistema de cotas raciais da UFRGS divide opiniões». Zero Hora. O critério utilizado será o fenótipo, ou seja, os membros da comissão irão avaliar a cor da pele, o tipo de cabelo, o formato do nariz e dos lábios. 
  21. «UFRGS define participação no Enem». 22 de julho de 2009. Consultado em 7 de outubro de 2009 
  22. «Entenda como a nota do Enem será usada no vestibular da UFRGS». 4 de agosto de 2009. Consultado em 7 de outubro de 2009 
  23. «UFRGS aprova adesão parcial ao Sisu». www.ufrgs.br. Consultado em 5 de janeiro de 2016 
  24. «DECRETO Nº 1.916, DE 23 DE MAIO DE 1996». www.planalto.gov.br. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  25. «CONSUN confirma consulta para reitor e aprova calendário eleitoral». www.ufrgs.br. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  26. «Rui Oppermann e Jane Tutikian vencem votação para reitoria da UFRGS | GaúchaZH». GZH. 14 de julho de 2020. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  27. «Bolsonaro escolhe candidato derrotado para reitor e gera crise na Ufrgs». Extra Classe. 16 de setembro de 2020. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  28. a b «Parlamentares bolsonaristas sustentaram nomeação de Bulhões à reitoria da UFRGS | GaúchaZH». GZH. 16 de setembro de 2020. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  29. «Reitoria da UFRGS divulga nota com críticas à nomeação do novo reitor por Bolsonaro | GaúchaZH». GZH. 16 de setembro de 2020. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  30. «Estudantes e entidades protestam contra escolha de Carlos Bulhões para novo reitor da UFRGS | GaúchaZH». GZH. 17 de setembro de 2020. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  31. Comércio, Jornal do. «Reitoria da Ufrgs: Bulhões diz que transição entre gestões começa na segunda-feira». Jornal do Comércio. Consultado em 17 de setembro de 2020 
  32. «Bulhões aceita assumir reitoria da UFRGS e diz que se equivocou sobre "desejo de respeitar" resultado da consulta interna | GaúchaZH». GZH. 17 de setembro de 2020. Consultado em 17 de setembro de 2020 

Ligações externasEditar

 
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