Abrir menu principal
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações (desde novembro de 2019). Ajude a melhorar este artigo inserindo fontes.
Dança dos Tarairiú, por Albert Eckhout
Aldeia dos Tapuias, por J. M. Rugendas

Tapuia é um termo que foi utilizado no Brasil para designar os indígenas que não falavam a língua tupi. No período colonial, existiam dois grandes troncos linguísticos na atual região do Brasil: o tupi e o macro-jê. Os falantes do primeiro habitavam principalmente o litoral da América, enquanto que os do segundo habitavam regiões mais interiores. A predominância da distribuição geográfica deste último tronco se encontra no território que, atualmente, corresponde ao estado de Goiás.[1]

Portanto, os falantes do tronco linguístico macro-jê eram considerados pelos tupis (e depois por seus aliados europeus) como tapuias.

EtimologiaEditar

Há diversos entendimentos das origens do termo, mas, em geral, observa-se que seria de procedência tupi e que teria significado semelhante a "forasteiro", "bárbaro", "aquele que não fala nossa língua", "inimigo".

HistóricoEditar

 
Homem tarairiú - pintura do século XVII do holandês Albert Eckhout retratando um indígena do então Brasil Holandês

Autores quinhentistas como Gabriel Soares de Sousa já utilizavam o termo "tapuia", contrastando os índios dessa estirpe com os tupi-guaranis (tupinambás). No entanto, muitos cronistas coloniais consideravam os diferentes grupos indígenas como parte de uma única e grande nação, resultando no engano de caracterizar grupos tupis como tapuias.[2] Sobre a origem dos aimorés, Soares Sousa escreveu:

Os tupi-guaranis marcavam presença no litoral, enquanto os tapuias predominavam no interior. Grupos tapuias incluem, por exemplo os botocudos e muitos do nordeste do Brasil, como os tarairus e os cariris.[3]

Segundo os neerlandesesEditar

Referências

  1. NAZÁRIO, MARIA DE LURDES (2016). «ATITUDESETNOLINGUÍSTICAS DOPOVO TAPUIA» (PDF). Tese. Consultado em 27 de abril de 2019 
  2. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. (2013). Metamorfoses indígenas: identidade e cultura nas aldeias coloniais do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: FGV 
  3. Dirceu Lindoso (2008). Lições de etnologia geral: introdução ao estudo de seus princípios : seguido de dois estudos de etnologia brasileira. [S.l.]: UFAL. 234 páginas. ISBN 9788571774261 

BibliografiaEditar

Ver tambémEditar