Televisão da Guiné-Bissau

empresa televisiva pública da Guiné-Bissau

A Televisão da Guiné-Bissau (TGB) é um canal de televisão guineense. A sede da estação é na capital guineense, Bissau.

TGB
Televisão da Guiné-Bissau
Tipo Rede de Televisão Pública
País  Guiné-Bissau
Fundação 19 de outubro de 1987 (34 anos)[1][2]
Pertence a Governo da Guiné-Bissau
Proprietário Governo da Guiné-Bissau
Cobertura Bissau, Catió, Gabu e arredores.
Nome(s) anterior(es) Televisão Experimental da Guiné-Bissau
Radio e Televisão da Guiné-Bissau

Na atualidade, a rede de emissão conta com um emissor principal de 10 KW, instalado no Centro Emissor de Nhacra (que cobre a Região Metropolitana de Bissau), e dois retransmissores: um no leste, em Gabu, e outro no sul, em Catió.[3]

HistóriaEditar

A instalação da televisão na Guiné-Bissau iniciou-se após a finalização de um concurso público para a criação de uma televisão estatal no país, contando com participação de um concorrente cubano, um francês e um português. O concorrente português foi o escolhido e implementado em diversas etapas experimentais a partir de 19 de outubro de 1987, quando o contrato foi assinado. A proposta previa uma cobertura nacional, que nunca ocorreu.[3]

A televisão finalizou seu período experimental e entrou no ar de maneia oficial a partir em 14 de novembro de 1989,[1][2] com o nome de "Televisão Experimental da Guiné-Bissau" (TEGB), através do contrato-parceria com a Radiotelevisão Portuguesa (actual Rádio e Televisão de Portugal, RTP), que foi a gestora indicada do lado português. Desde que o canal estatal foi inaugurado, a RTP continua a apoiar a estação guineense, mesmo com mudanças de governos, diretores e até mesmo de nome da empresa.[1]

Na época, o país era governado por João Bernardo "Nino" Vieira e o dia escolhido para a abertura oficial dos trabalhos coincidiu com a comemoração dos 9 anos do Golpe Militar de 14 de novembro de 1980. Naquela data, tornava-se a primeira emissora de televisão no país, que até então contava somente com serviços de radiofusão.[3]

Em 1995, o nome da emissora passou a ser "Rádio e Televisão da Guiné-Bissau" (RTGB) para agregar a então Rádio Nacional.[1]

Entre 1998 a 1999, quase teve suas emissões interrompidas devido à Guerra Civil do País, que derrubou Nino Vieira.[3]

Desde a queda de Nino Vieira, em 1999, a emissora começou a ter dificuldades, sobretudo financeiras, face à pouca atenção dada pelo poder político à estação.[1]

Em 2003 seu nome mudou mais uma vez, chamando-se "Televisão da Guiné-Bissau" (TGB), passando a secção midiática de radiofusão a autonomia e a denominar-se Radiodifusão Nacional da Guiné-Bissau (RNGB).

Em 2006, a TGB, em parceria com o governo guineense, adquiriu os direitos de transmissão dos 64 jogos do Campeonato do Mundo de futebol na Alemanha.[4] Tratava-se da primeira vez na história da televisão do país uma empresa midiática guineense adquiria os direitos de transmissão de um campeonato mundial de futebol; também, pela primeira vez, estavam três selecções nacionais que falavam português: Angola, Brasil e Portugal.[4] A emissora comprou os direitos de transmissão por 16 mil dólares (12,3 mil euros).[4]

Em 15 de novembro de 2006, um dia depois de completar 17 anos,[1] a programação da TGB, que sempre começava às 18 horas e a encerrar às 22 horas, passou começar às 10 horas, a maior mudança na história da televisão do país, desde a fundação em 1989.[1]

Em junho de 2010, ficou fora do ar por falta de material, já que os equipamentos usados pela emissora são ultrapassados.[5] Em 23 de setembro do mesmo ano, a ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Comunicação Social e Assuntos Parlamentares, Maria Adiato Nandigna (representando a emissora), pediu o apoio do Governo de Angola para a retomada do funcionamento da emissora durante sessão de abertura da Assembleia Geral da Associação das Rádios e Televisões da África Austral (SABA), realizada em Luanda, capital angolana.[5]

Referências

  1. a b c d e f g «Guiné-Bissau: Televisão celebra 17º aniversário com 14 horas de emissão». Agência Angola Press. 15 de novembro de 2006. Consultado em 9 de outubro de 2015 
  2. a b LUSA (Agência de Notícias de Portugal, S.A.) (14 de novembro de 2007). «Único canal de televisão da Guiné-Bissau comemora 18 anos». Rádio e Televisão de Portugal. Consultado em 9 de outubro de 2015 
  3. a b c d Lopes, António Soares. (Agosto de 2015). Os media na Guiné-Bissau (PDF). Bissau: Europress / Edições Corubal 
  4. a b c «Mundial: Televisão Guiné-Bissau compra direitos dos 64 jogos». Diário Digital. 8 de junho de 2006. Consultado em 9 de outubro de 2015 
  5. a b O País (23 de Setembro de 2010). «Guiné Bissau há dois meses sem televisão». AngoNotícias. Consultado em 9 de Outubro de 2015 

Ligações ExternasEditar