Trote telefônico

Trote telefônico é uma espécie de pegadinha que se concretiza mediante uma ligação feita com o intuito de satirizar alguém, geralmente de desconhecidos que estão do outro lado da linha.

Citizen Kane-4.JPG

A brincadeira teve origem no estouro das telecomunicações do final da Guerra Fria que transformou o telefone de utilidade doméstica em ícone da cultura pop.

Na internetEditar

É comum na internet, através de sites como YouTube, 4shared entre outros, a divulgação de trotes telefônicos amadores.

No Brasil, o caso mais conhecido é do advogado Luiz Pareto, que caiu em um trote ao tentar ligar para a extinta companhia telefônica do Rio de Janeiro, a TELERJ. O trote da TELERJ foi um notório trote telefônico que se popularizou em todo o Brasil no final da década de 1990 através de um arquivo MP3 que circulava pela internet. Na gravação, realizada ainda na década de de 1980, o advogado Luiz Pareto, acreditando ligar para a TELERJ, então operadora telefônica do estado do Rio de Janeiro, foi vítima de um trote no qual um grupo de jovens dizia que sua voz era fina, que ele tinha voz de "veado".[1]

RádioEditar

No Brasil, existem três programas de rádio de grande audiência que realizam trotes telefônicos ao vivo. Na rádio Metropolitana FM de São Paulo, o programa Chupim realiza trotes telefônicos ao vivo ligando para anúncios de jornais ou para artistas famosos.

Tal e qual as atuais "pegadinhas" na da televisão, onde as pessoas se divertem com o equívoco e ridículo dos outros o rádio sempre manteve tais programas. Pode-se citar ainda o quadro "171 do ouvinte" do programa Algazarra da Educadora FM, em que os ouvintes tem que passar um trote por 1 minuto, sem que a pessoa que recebe o trote desligue.

No Nordeste, o programa Mução realiza os trotes através de ouvintes que enviam apelidos e telefones das "vítimas" para o apresentador telefonar e chamá-las de apelidos nada amistosos como "Orelha Seca", "Chico Butico", "Cagadinho", "Chico Tuíta", "João Boquinha", "Boca de Cavalo", "Furunco", entre outros.

TelevisãoEditar

Na televisão O mais conhecido é o Trote do Santos no Programa do Ratinho que atua no SBT.

LegalidadeEditar

No Brasil, segundo o Código Penal é considerado crime nas seguintes hipóteses:

  • Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico ou telefônico;
  • Art. 266 - Interromper ou perturbar serviço telegráfico, radio-telegráfico ou telefônico, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento;[3]
  • Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.

Parágrafo único - Aplicam-se as penas em dobro, se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública.

Comunicação falsa de crime ou de contravenção

Referências

  1. TechTudo: Top 6: Os melhores webhits da Web 1.0
  2. «Revista E-"Fanzine: O mundo de Pareto». Consultado em 10 de dezembro de 2002. Cópia arquivada em 10 de dezembro de 2002 
  3. «L12737». www.planalto.gov.br. Consultado em 3 de novembro de 2015