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União dos Escoteiros do Brasil

A União dos Escoteiros do Brasil, ou apenas Escoteiros do Brasil, fundada em 4 de novembro de 1924, é uma sociedade civil de âmbito nacional, de direito privado e sem fins lucrativos, de caráter educacional, cultural, beneficente e filantrópico, reconhecida de utilidade pública federal, que congrega mais de 1.265[1] Grupos Escoteiros no Brasil. Em 20 de Outubro de 2017, o movimento escoteiro brasileiro atingiu o número de 100.000[1] associados. A UEB é a única associação de escoteiros brasileiros filiada à Organização Mundial do Movimento Escoteiro.

Organização Escoteira
Dados da Organização WikiProject Scouting fleur-de-lis transparent.png
Nome Escoteiros do Brasil
País Brasil
Sede Curitiba
Localização Por todo o território brasileiro
Data de Fundação 4 de novembro de 1924
Fundador Benjamin Sodré
Membros 100.000 associados[1]
Scouting

Promessa escoteira brasileira - UEBEditar

A Promessa do Lobinho[2]
Prometo fazer o melhor possível para: Cumprir meus deveres para com Deus e a minha pátria, obedecer a Lei do Lobinho e praticar todos os dias uma boa ação.


A Promessa Escoteira (para os ramos Escoteiro[3], Sênior[4] e Pioneiro[5])
Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para: Cumprir meus deveres para com Deus e a minha Pátria, ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião e obedecer à Lei Escoteira.


A Promessa Escoteira para os Escotistas[nota 1] [6]
Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para: Cumprir meus deveres para com Deus e a minha pátria, ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião, obedecer à Lei Escoteira e servir à União dos Escoteiros do Brasil.


A Promessa Escoteira para estrangeiros[7]
Promessa do Lobinho:
“Prometo fazer o melhor possível para: cumprir meus deveres para com Deus, minha Pátria e o Brasil; obedecer à Lei do Lobinho e fazer todos os dias uma boa ação.”
Promessa Escoteira:
“Prometo, pela minha honra, fazer o melhor possível para: cumprir meus deveres para com Deus, minha Pátria e o Brasil; ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião; e obedecer à Lei Escoteira.”
Promessa de Adultos:
“Prometo, pela minha honra, fazer o melhor possível para: cumprir meus deveres para com Deus, minha Pátria e o Brasil; ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião; obedecer à Lei Escoteira, e servir à União dos Escoteiros do Brasil”.

Lei dos Escoteiros do BrasilEditar

 
Busto de Baden-Powell em homenagem ao fundador do Escotismo, na Praça de Paris, Avenida Beira Mar, no Rio de Janeiro
Lei do Lobinho[8]
  1. O Lobinho ouve sempre os Velhos Lobos.
  2. O Lobinho pensa primeiro nos outros.
  3. O Lobinho abre os olhos e os ouvidos.
  4. O Lobinho é limpo e está sempre alegre.
  5. O Lobinho diz sempre a verdade.
Lei Escoteira[9]
  1. O Escoteiro é honrado e digno de confiança.[10]
  2. O Escoteiro é leal.
  3. O Escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação.
  4. O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros.
  5. O Escoteiro é cortês.
  6. O Escoteiro é bom para os animais e as plantas.
  7. O Escoteiro é obediente e disciplinado.
  8. O Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades.
  9. O Escoteiro é econômico e respeita o bem alheio.
  10. O Escoteiro é limpo de corpo e alma.

OrganizaçãoEditar

Os Escoteiros do Brasil estão organizados em 3 níveis:

  • O Nacional, com autoridade em todo o Território brasileiro;
  • O Regional, denominado Região Escoteira, podendo abranger uma ou mais unidades da federação, ou parte delas, com autoridade sobre a área que lhe for fixada - normalmente compreende os Estados da Federação;
  • O Local, constituído pelos Grupos Escoteiros e Seções Escoteiras Autônomas, que são as organizações locais para a prática do Escotismo

Presidentes da União dos Escoteiros do BrasilEditar

Lista de Presidentes da UEB[11]
Nome Condecorações Duração
Afonso Augusto Moreira Pena Junior Tapir de Prata 1925-1928
Mozart Brasileiro Pereira do Lago (interino) Tapir de Prata 1928-1930
Ignácio Manuel de Azevedo do Amaral Tapir de Prata 1930-1934
Afonso Augusto Moreira Pena Junior 1935
Newtown Cavalcanti (não tomou posse) 1936
Bonifácio Antonio Borba (interino) Tapir de Prata 1936-1937
Ignácio Manuel de Azevedo do Amaral 1937-1938
Bonifácio Antonio Borba (interino) Tapir de Prata 1938-1939
Vaga: comissão dirigida por Heitor Augusto Borges 1939-1940
10º Heitor Augusto Borges Tapir de Prata 1940-1943
11º Napoleão de Alencastro Guimarães 1943
12º Vaga: comissão dirigida por José Moacyr de Andrade Sobrinho 1943-1944
13º Heitor Augusto Borges Tapir de Prata 1944-1946
14º Mozart Brasileiro Pereira do Lago Tapir de Prata 1946-1947
15º João Batista de Mello e Souza (interino) Tapir de Prata 1947-1948
16º João Batista de Mello e Souza Tapir de Prata 1948-1952
17º Victor Coelho Bouças 1952-1956
18º Mauro Joppert 1956-1959
19º Jorge Dodsworth Martins 1959-1962
20º Fernando Mibielli de Carvalho 1962-1963
21º José de Araújo Filho (interino) Tapir de Prata 1964
22º Hélio Jacques da Silva 1964-1965
23º Antônio Salem 1965-1966
24º Oscar de Oliveira 1966-1974
25º Guido Fernando Mondim Tapir de Prata 1974-1979
26º João Faustino Ferreira Neto 1979-1983
27º Rubem Suffert Tapir de Prata 1983-1984
28º Jaire Perez Vasconcellos Tapir de Prata 1984-1989
29º Guido Fernando Mondim 1989-1993
30º Mario Henrique Peters Farinon 1993-1996
31º Renato Bini Tapir de Prata 1997
32º Mario Henrique Peters Farinon 1998
33º Marcos Carvalho Tapir de Prata 1999-2000
34º Rubem Tadeu Cordeiro Perlingeiro 2001
35º Paulo Salamuni Tapir de Prata 2002-2008
36º Rubem Tadeu Cordeiro Perlingeiro 2009-2012
37º Marco Aurélio Romeu Fernandes 2012-2015
38º Alessandro Garcia Vieira 2016-2019
39º Rafael Macedo

ControvérsiaEditar

 Ver artigo principal: Caso Marco Aurélio

Após o Jornal Verdade, da Rádio Mantiqueira de Cruzeiro informar que existia um grande número evasões após o desaparecimento de Marco Aurélio Simon,[12] no dia seguinte, em entrevista a Mário Viana, da Folha de S.Paulo, Antônio Augusto Lopes, chefe da UEB de São Paulo disse que estava fazendo todo o possível para ajudar nas buscas e confirmou a evasão dos escoteiros.[12]

Dois dias após a entrevista, foi enviado da Direção Nacional um comunicado ao chefe dos escoteiros de Piquete, o Gugu, para espalhar uma notícia falsa, que Marco Aurélio Simon tinha sido encontrado.[13] Tal atitude visava diminuir a evasão, segundo o chefe João Correa, de Piquete.[13] Ao saber do fato, Ivo Simon foi à imprensa e desmentiu a UEB.[14]

Porém, a notícia falsa continuou se espalhando pela região.[14] O chefe de escoteiros Gugu foi até a sede regional dos escoteiros, que era representada por Antônio Rodrigues e disse a jornalistas que UEB mentia aos jornais, não tinha ajudado em nada.[14] Gugu apresentou uma conta de telefone, com valor gasto referente às buscas por Marco Aurélio Simon.[15]

Após o protesto, a conta foi paga por um grupo de escoteiros.[15] Um mês após o desaparecimento, com a visão negativa que imperava sobre os escoteiros, Ivo Simon disse em entrevista ao programde de TV "Jota Silvestre" que o movimento do escotismo precisava ser reavaliado.[15] O representante da seção São Paulo, Antônio Augusto Lopes, disse à Folha de S.Paulo que não precisava de novas regras e que elas foram ignoradas no dia do desaparecimento e que foi aberta uma sindicância interna para apurar o caso.[15] [16]

Juan Bernabeu Céspedes disse em entrevista que estava desamparado pela UEB, mas discordava que a mesma estava em "pânico".[16] Dois dias depois, foi informado no Jornal Nacional que Juan Bernabeu Céspedes foi "afastado definitivamente" por "sucessivas infrações na regras que regem o escotismo".[16]

Notas

Referências

  1. a b c Comunicação, Escoteiros do Brasil - Comissão Nacional de Imagem e. «Escoteiros do Brasil». www.escoteiros.org.br. Consultado em 22 de setembro de 2017. Cópia arquivada em 2 de maio de 2019 
  2. UEB, Diretoria Executiva Nacional (2013). POR - Princípios, Organização e Regras (PDF) 10ª ed. [S.l.]: União dos Escoteiros do Brasil. 182 páginas. Consultado em 11 de abril de 2019 
  3. UEB, Diretoria Executiva Nacional (2013). POR - Princípios, Organização e Regras (PDF) 10ª ed. [S.l.]: União dos Escoteiros do Brasil. 182 páginas. Consultado em 11 de abril de 2019 
  4. UEB, Diretoria Executiva Nacional (2013). POR - Princípios, Organização e Regras (PDF) 10ª ed. [S.l.]: União dos Escoteiros do Brasil. 182 páginas. Consultado em 11 de abril de 2019 
  5. UEB, Diretoria Executiva Nacional (2013). POR - Princípios, Organização e Regras (PDF) 10ª ed. [S.l.]: União dos Escoteiros do Brasil. 182 páginas. Consultado em 11 de abril de 2019 
  6. União dos Escoteiros do Brasil (2013). POR - Princípios, Organização e Regras (PDF) 10ª ed. [S.l.: s.n.] 
  7. União dos Escoteiros do Brasil (2013). POR - Princípios, Organização e Regras (PDF) 10ª ed. [S.l.: s.n.] 
  8. União dos Escoteiros do Brasil (2013). POR - Princípios, Organização e Regras (PDF) 10ª ed. [S.l.: s.n.] 
  9. União dos Escoteiros do Brasil (2013). POR - Princípios, Organização e Regras (PDF) 10ª ed. [S.l.: s.n.] 
  10. «Veja como foi o segundo dia do Congresso Nacional Escoteiro - 28 de abril de 2019». Consultado em 28 de abril de 2019 
  11. Boulanger, Antonio (2014). A União - A história da chegada do Escotismo ao Brasil e dos 90 anos da UEB. [S.l.]: União dos Escoteiros do Brasil. p. 615. 966 páginas 
  12. a b Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 82. ISBN 978 85 69824 00 8 
  13. a b Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 92. ISBN 978 85 69824 00 8 
  14. a b c Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 93. ISBN 978 85 69824 00 8 
  15. a b c d Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 94. ISBN 978 85 69824 00 8 
  16. a b c Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 95. ISBN 978 85 69824 00 8 

Ligações externasEditar