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Vasco Borges
Nascimento 23 de setembro de 1882
Lisboa
Morte 19 de novembro de 1942 (60 anos)
Cidadania Portugal
Alma mater Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Ocupação juiz
Prêmios Comendador da Ordem Militar de Cristo, Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo

Vasco Borges ComCGCC (Lisboa, 23 de Setembro de 1882 — Lisboa, 19 de Novembro de 1942) foi um magistrado e político, activo durante a Primeira República Portuguesa e depois durante o regime do Estado Novo.[1]

BiografiaEditar

Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e depois de um período de exercício de advocacia em Lisboa (1904-1905) e ingressou na magistratura judicional como juiz de 3.ª classe na Golegã (1919), passando a juiz de 2.ª classe (1925) e depois a juiz de 1.ª classe da 7.ª Vara da Comarca de Lisboa (1928).[1]

Durante a Primeira República Portuguesa exerceu por diversas vezes cargos ministeriais, tendo sido Ministro da Instrução Pública no governo de António Maria Baptista (1920), Ministro do Comércio e Comunicações no governo de Maia Pinto (1922), ministro do Trabalho nos dois governos de António Maria da Silva (1922), Ministro dos Negócios Estrangeiros no governo de Domingos Leite Pereira (1925) e era Ministro dos Negócios Estrangeiros no governo de António Maria da Silva que foi derrubado pelo Golpe de 28 de Maio de 1926.[1]

Apesar desta participação governativa durante a Primeira República gravitou para o grupo dos apoiantes do Estado Novo sendo considerado como um dos confidentes de António de Oliveira Salazar.[1]

Foi deputado à Assembleia Nacional na I (1935-1938) e II (1938-1942) legislaturas do Estado Novo, tendo desempenhado um importante papel naquele órgão, com numerosas e importantes intervenções, nomeadamente as referentes às questões contitucionais. Na sessão legislativa de 1935 apresentou o projecto de lei de alteração à Constituição Portuguesa de 1933, tendo depois liderado o respectivo debate.[1]

A 28 de Junho de 1919 foi feito Comendador da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo e a 2 de Dezembro de 1924 foi elevado a Grã-Cruz da mesma Ordem.[2]

Referências e Notas

  1. a b c d e Nota biográfica parlamentar de Vasco Borges.
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Vasco Borges". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 19 de março de 2016