Voo South African Airways 201

O voo South African Airways 201 foi um voo de um de Havilland Comet, prefixo G-ALYY,[1] que decolou do Aeroporto de Roma Ciampino a caminho do Cairo, Egito, na segunda etapa de seu voo de Londres para Joanesburgo, na África do Sul. O voo caiu em 8 de abril de 1954, matando todos a bordo.

Voo South African Airways 201
Avião similar ao acidentado
Sumário
Data 8 de abril de 1954 (68 anos)
Causa Fadiga de metal por falha no projeto, causando despressurização explosiva e ruptura da aeronave
Local Mar Mediterrâneo, entre Nápoles e Stromboli
Coordenadas 39° 55′ 00″ N, 14° 30′ 00″ L
Origem Aeroporto de Londres-Heathrow, Londres, Inglaterra
Escala
Destino Aeroporto Internacional Jan Smuts, Joanesburgo, África do Sul
Passageiros 14
Tripulantes 7
Mortos 21 (todos)
Feridos 0
Sobreviventes 0 (nenhum)
Aeronave
Modelo de Havilland Comet
Operador South African Airways (alugado à BOAC)
Prefixo G-ALYY

Voo e acidenteEditar

Gerry Bull e outros engenheiros da BOAC examinaram a aeronave operando como o voo 201. Meses antes, haviam feito o voo 781, que sofreu uma despressurização explosiva 26 minutos após a decolagem.[2]

O voo 201 saiu de Londres às 15h do dia 7 de abril, após pousar em Roma às 05h35. Algumas falhas foram descobertas, incluindo um medidor de combustível com defeito e 30 parafusos soltos na asa esquerda, o que atrasou a viagem em cerca de 25 horas.[3]

Às 06h32 de 8 de abril, partiu para o Cairo e rapidamente subiu à sua altitude de cruzeiro. Às 06h37, sobre o farol de Ostia, relataram ter passado 2 100 metros (6 890 pés) e tempo bom, mas com céu nublado. Às 06h49 informaram sobre Ponza que estavam voando a uma altitude de 3 500 metros (11 500 pés) e às 06h57 estavam atravessando Nápoles. Pouco depois das 7 horas, fizeram contato com o Cairo na rádio de longo alcance e estimaram a hora de chegada às 21h02. Essa foi a última mensagem, pois alguns minutos depois desintegrou-se, matando todos os seus ocupantes.[carece de fontes?]

Fadiga do metalEditar

No momento do acidente, as investigações sobre o acidente do voo BOAC 781 ainda estavam em andamento, mas suspeitas da causa do dispositivo caíram sobre a possibilidade de uma falha na turbina. A investigação do voo BOAC 781 revelou projeto de fadiga de metal e defeitos de fabricação que resultaram na despressurização explosiva que causou os dois acidentes.[carece de fontes?]

Na cultura popularEditar

Os eventos do voo 201 foram incluídos em "Ripped Apart", um episódio da 6ª temporada (2007) da série de TV canadense Mayday[4] (chamada Mayday! Desastres Aéreos no Brasil e em Portugal). Este episódio especial examinou emergências de aviação causadas por falha de pressurização ou despressurização explosiva; o episódio também contou com o voo BOAC 781.

Referências

  1. «G-INFO search | Civil Aviation Authority». siteapps.caa.co.uk (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2020 
  2. «Comet Air Crash (Crash of the Comet)». Seconds From Disaster. Temporada 3. Episódio 8. National Geographic 
  3. «Major Airline Disasters: Involving Commercial Passenger Airlines 1920–2011». www.airdisasters.co.uk (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2020 
  4. «Ripped Apart». Mayday. Temporada 6. 2007. Discovery Channel Canada / National Geographic Channel