Álvaro da Costa (Brasil Colónia)

Álvaro da Costa foi um português, filho do governador-geral do Brasil Duarte da Costa. Notabilizou-se pela disputa com o bispo dom Pero Fernandes Sardinha acerca da escravização dos indígenas no Brasil.

BiografiaEditar

Em 1553, a pedidos, Tomé de Sousa foi exonerado do cargo de governador-geral do Brasil e substituído por Duarte da Costa. Com Duarte da Costa, foram também 260 pessoas para o Brasil, incluindo seu filho Álvaro e o então noviço José de Anchieta[1], jesuíta canário que seria o pioneiro na catequese dos nativos americanos.

A administração de Duarte da Costa foi conturbada. Já de início, a intenção de Álvaro da Costa em escravizar os indígenas, incluindo os catequizados, esbarrou na impertinência de dom Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil. O governador interveio a favor do filho e autorizou a captura de indígenas para uso em trabalho escravo. Em virtude dessas desavenças, Sardinha foi chamado para a corte em Lisboa para prestar esclarecimentos[2]. O mesmo partiu em 15 de junho de 1556, mas naufragou na costa de Alagoas, onde acabou devorado pelos caetés antropófagos[3].

Em 1557, Álvaro da Costa recebeu de seu pai uma sesmaria entre os rios Jaguaripe e Paraguaçu no Recôncavo baiano, com mais ou menos quatro léguas de costa e dez léguas para o sertão[4]. Um ano depois ele e seu pai voltaram a Portugal, e em 1562 o sesmeiro foi ao rei pedir a confirmação de suas terras no Brasil, alegando que não aproveitou nem morou na terra nos prazos estipulados devido à sesmaria "estar de guerra"[4].

No dia 21 de março de 1566, Dom Álvaro foi, mais uma vez, pedir ao Rei a confirmação de suas posses. O mesmo pediu as terras em capitania e manifestou o desejo de fazer vilas e povoações. O rei atendeu ao pedido de D. Álvaro da Costa, convertendo as terras em donatarias[4]. Todavia, Duarte da Costa, sobrinho de D. Álvaro, tornou-se jesuíta e em 1607 concedeu a capitania aos inacianos. No entanto essa posse foi contestada por seu irmão, Gonçalo da Costa. Dom Felipe II tomou para a Coroa a posse da donataria em 1612, e passou para família Costa novamente, que continuou com a mesma até o ano de 1763, quando o território voltou a pertencer à Coroa[4].

Referências

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