Abaetetuba

município brasileiro do estado do Pará

Abaetetuba (inicialmente denominado Abaeté) é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Microrregião de Cametá. Localiza-se na região norte brasileira,e região nordeste paraense a uma latitude 01º43'05" sul e longitude 48º52'57" oeste,[5][6] na margem direita da foz do Rio Tocantins. É a cidade-polo da Região do Baixo Tocantins e a 6° mais populosa do estado. O município é formado por dois distritos: Abaetetuba (sede) e Beja (balneário, inicialmente era a região indígena Samaúma).

Abaetetuba
  Município do Brasil  
Vista aérea de Abaetetuba
Vista aérea de Abaetetuba
Vista aérea de Abaetetuba
Símbolos
Bandeira de Abaetetuba
Bandeira
Brasão de armas de Abaetetuba
Brasão de armas
Hino
Gentílico abaetetubense
Localização
Localização de Abaetetuba no Pará
Localização de Abaetetuba no Pará
Localização de Abaetetuba no Pará
Abaetetuba está localizado em: Brasil
Abaetetuba
Localização de Abaetetuba no Brasil
Mapa
Mapa de Abaetetuba
Coordenadas 1° 43' 04" S 48° 52' 58" O
País Brasil
Unidade federativa Pará
Municípios limítrofes Barcarena, Igarapé-Miri, Moju, Ponta de Pedras e Muaná
Distância até a capital 102 km
História
Fundação 1895 (129 anos)
Administração
Prefeito(a) Francineti Carvalho (PSDB, 2021–2024)
Características geográficas
Área total 1 610,743 km²
População total (estimativa IBGE/2018[1]) 201 158 hab.
Densidade 124,9 hab./km²
Clima Tropical
Altitude 10[2] m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 68440-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,628 médio
PIB (IBGE/2015[4]) R$ 1 197 439 mil
 • Posição PA: 19º
PIB per capita (IBGE/2015[4]) R$ 7 960,05

Topônimo

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O nome primitivo da região era "abaeté", que na língua tupi significa "homem forte e valente",[7] ou "homem verdadeiro", através da junção dos termos abá (homem) e eté (verdadeiro).[8] Por meio do Decreto-lei 4 505, de 30 de dezembro de 1943, foi-lhe acrescentado o sufixo "tuba", oriundo do termo "tyba", que provém da língua nheengatu (derivada do tupi) que significa "ajuntamento", para diferenciá-lo do município homônimo no estado de Minas Gerais, resultando no topônimo indígena "Abaetetuba", que na língua tupi significa "ajuntamento de homens verdadeiros",[8] ou “lugar de homem ilustre”.[7]

História

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Existem duas história sobre a colonização da região de Abaetetuba:[7] segundo Palma Muniz iniciou-se a partir do distrito de Beja, que inicialmente era a região indígena denominada Samaúma, aldeia dos indígenas nômades (provavelmente tupinambás), que por volta de 1635, no contexto da Capitania do Grão-Pará (1621–1821), os padres capuchinhos de Santo Antônio (ou Franciscanos da Província de Santo Antônio) do Convento do Una da cidade de Belém (1617),[9][10][11][12] após percorrerem os rios da região (como o rio Uraenga/Ararenga), catequizaram esta aldeia.[7][13][14] E posteriormente a comunidade foi batizado de "Beja" pelo então governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado (período de 1751–1759).[14]

Segundo Luiz Reis, na obra historiográfica "Abaetetuba", o português Francisco de Azevedo Monteiro, recebeu uma sesmaria na região do atual núcleo urbano de Abaetetuba, onde iria dedicar-se à exploração de especiarias e gêneros amazônicos, onde ali fundou um ajuntamento.[13] Que segundo a tradição oral, em 1745 Francisco estando na sesmaria, aportou com sua família na região devido um temporal.[7]

Em 1750, foi criado o distrito com a então denominação "Abaeté", ligado ao município de Belém. O distrito foi desmembrado do território da capital do Estado, e constituído como região autônoma e vila em 1880 (via Lei 973, de 23 de março).[7] Em 1895, foi elevado à condição de cidade mantendo a denominação Abaeté (via lei estadual n.º 334), mas em 1930 voltou a condição de distrito até 1935 quando foi elevado a categoria de município.[7]

Em 1943, o município de Abaeté passou a ter a denominação "Abaetetuba" (via lei estadual n.º 4 505).[5][13]

Em 2010, o Engenho Pacheco localizado no rio Furo Grande em Abaetetuba foi tombado como patrimônio histórico estadual, pelo Departamento de Patrimônio do Estado do Pará.[13]

Economia

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O município de Abaetetuba destaca-se pela grande produção de artesanato de miriti, uma palmeira comum de áreas alagadas.[14]

Antigamente ostentava o título de “Terra da Cachaça”, devido a presença de vários engenhos na região.[14]

Religião e cultura

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Desde 1812 é realizado a homenagem a padroeira da cidade através do Círio de Nossa Senhora da Conceição.[14] Considerado a principal manifestação religiosa da região, que ocorre no final do mês de novembro, marcado por uma programação cultural que inclui: leilão de animais, arraial e vendas de comidas e bebidas.[14]

Nos meses de abril ou maio, é realizado na cidade o Festival do Miriti, celebração da produção de brinquedos de miriti, que tornaram Abaetetuba conhecida como a "Capital Mundial do Brinquedo de Miriti".[15]

Filhos notórios

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Ver Naturais de Abaetetuba

Bibliografia

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  • IBGE (1957). Enciclopédia dos municípios brasileiros. 1. Rio de Janeiro: IBGE. 335 páginas 
  • Enciclopédia dos municípios brasileiros e seus administradores 1997-2000. 1. Rio de Janeiro: Modrian. 2000. 455 páginas 

Referências

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2018). «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data referência em 1º de julho de 2018» (PDF). Consultado em 29 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 29 de agosto de 2018 
  2. «Coordenadas Geográficas». Geografos.com.br 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 21 de setembro de 2013 
  4. a b «PIB dos Municípios - base de dados 2010-2015». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 23 dez. 2017 
  5. a b «Estado Pará, Município Abaetetuba, Panorama». IBGE. 2015. Consultado em 9 de maio de 2018 
  6. «Abaetetuba, Pará - PA». Geógrafos. Consultado em 9 de abril de 2018 
  7. a b c d e f g «História Abaetetura (Pará)». Ferramenta Cidades. IBGE. Consultado em 2 de janeiro de 2023 
  8. a b NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  9. Purpura, Christian (13 de junho de 2006). «Formas de existência em áreas de fronteira: a política portuguesa do espaço e os espaços de poder no oeste amazônico (Séculos XVII e XVIII)» (PDF). Consultado em 6 de janeiro de 2023. Resumo divulgativo 
  10. Loureiro, Antonio (28 de janeiro de 2015). «O V Império amazônico cresce». Francisco Gomes da Silva. Consultado em 6 de janeiro de 2023 
  11. Sousa, Celita Maria Paes de (13 de outubro de 2010). «Traços de compaixão e misericórdia na história do Pará: instituições para meninos e meninas desvalidas no século XIX até início do século XX» (PDF). Consultado em 6 de janeiro de 2023. Resumo divulgativo 
  12. Rezende, Tadeu Valdir Freitas de (20 de outubro de 2006). «A conquista e a ocupação da Amazônia brasileira no período colonial: a definição das fronteiras» (PDF). Consultado em 6 de janeiro de 2023. Resumo divulgativo 
  13. a b c d «Abaetetuba – Engenho Pacheco». ipatrimônio. Consultado em 2 de janeiro de 2023 
  14. a b c d e f «Abaetetuba». ParáTrip. Consultado em 6 de janeiro de 2023 
  15. «MiritiFest 2023 celebra a economia criativa de cores e sabores em Abaetetuba». Prefeitura de Abaetetuba. Consultado em 8 de junho de 2023 

Ligações externas

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