Ajas (Benim e Togo)

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Os ajas são um povo nativo do sudeste do Togo e do sudoeste do Benim.[4] De acordo com uma fonte, o vodu se originou dos ajas.

Ajas
População total

550 000[1]

Regiões com população significativa
 Benim [2]
Togo
Nigéria
Gabão
Línguas
aja
Religiões
religiões tradicionais africanas, cristianismo[3]

HistóriaEditar

De acordo com a tradição oral, os ajas migraram de Tado para o sul do Benim no século XII ou XIII. Por volta de 1600, três irmãos (Kokpon, Do-Aklin e Te-Agdanlin) repartiram, entre si, o governo da região. Kokpon tomou, para si, a região de Allada (Grande Ardra). Do-Aklin fundou a cidade de Abomei, que viria se tornar a capital do reino do Daomé. Te-Agdanlin fundou a cidade de Pequena Ardra, também chamada de Ajatche, que viria a ser chamada de Porto Novo pelos comerciantes portugueses, e que é a atual capital de Benim.

Os ajas de Abomei se mesclaram à população local, dando origem aos fons (também chamados de daomés), que são o grupo mais numeroso atualmente em Benim. Outras fontes relatam que os ajas foram os governantes do reino do Daomé até 1893, quando foram conquistados pelos franceses.[carece de fontes?]

Os ajas, fons, ewés e ga-adangbes foram os povos mais transportados do golfo do Benim, do Togo e de Gana para a América pelos navios negreiros anteriormente ao final do século XVIII (a partir de então, os iorubás se tornaram o povo mais transportado da região).[5]

AtualidadeEditar

Atualmente, existem aproximadamente 500 000 ajas na fronteira entre Benim e Togo, numa área com cinquenta quilômetros de comprimento e trinta quilômetros de largura. Devido à escassez de terras na populosa região de fronteira entre Togo e Benim, muitos ajas migraram recentemente em busca de terra arável ou de empregos nos centros urbanos. Atualmente, existe um considerável número de ajas vivendo no litoral do Togo e do Benim, no sul da Nigéria e no Gabão. As cidades de Cotonou, Lomé, Lagos e Libreville têm uma considerável população de ajas.

LínguaEditar

Os ajas falam a língua aja, também chamada de aja-gbe. Apenas de um a cinco por cento da população aja é alfabetizada na sua língua nativa. Existem três dialetos do aja: o Tàgóbé (no Togo), o Dògóbè (no Benim) e o Hwègbè (em ambos os países). Muitos ajas são trilíngues, falando, além do aja, o fon (a língua franca do sul do Benim) e o francês. O ewe é a segunda língua dos ajas que vivem no Togo e em Gana.

Referências

  1. Ethnologue. Disponível em http://www.ethnologue.com/18/language/ajg/. Acesso em 28 de fevereiro de 2017.
  2. Ethnologue. Disponível em http://www.ethnologue.com/18/language/ajg/. Acesso em 28 de fevereiro de 2017.
  3. Ethnologue. Disponível em http://www.ethnologue.com/18/language/ajg/. Acesso em 28 de fevereiro de 2017.
  4. ASIWAJU, A. I. The Aja-Speaking Peoples of Nigeria: A Note on Their Origins, Settlement and Cultural Adaptation up to 1945. Africa. Journal of the International African Institute. 1979. 49 (1): 15.
  5. LOVEJOY, P. E. Transformations in Slavery. 3rd ed. New York. Cambridge UP. 2012. 79-80.