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Amambai

Município brasileiro de Mato Grosso do Sul
Disambig grey.svg Nota: "Amambaí" redireciona para este artigo. Para o bairro de Campo Grande, veja Amambaí (Campo Grande).
Amambai
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Amambai
Bandeira
Hino
Apelido(s) "Campos de Vacaria"
Gentílico amambaiense
Localização
Localização de Amambai em Mato Grosso do Sul
Localização de Amambai em Mato Grosso do Sul
Amambai está localizado em: Brasil
Amambai
Localização de Amambai no Brasil
Mapa de Amambai
Coordenadas 23° 06' 14" S 55° 13' 33" O
País Brasil
Unidade federativa Mato Grosso do Sul
Municípios limítrofes Coronel Sapucaia , Tacuru , Aral Moreira , Ponta Porã , Caarapó , e Iguatemi
Distância até a capital federal: 1 375 km
estadual: 359 km[1]
História
Fundação 28 de setembro de 1948 (71 anos)
Emancipação 1 de janeiro de 1949 (70 anos)
Aniversário 28 de setembro
Administração
Prefeito(a) Edinaldo Bandeira (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 4 202,324 km²
 • Área urbana  est. Embrapa[3] 7,29 km²
População total (est. IBGE 2014[2]) 37 144 hab.
Densidade 8,84 hab./km²
Clima Tropical Aw e subtropical (Cfa)
Altitude [4] 480 m
Fuso horário Hora do Amazonas (UTC−4)
Indicadores
IDH (est. PNUD/2000[5]) 0,759 alto
 • Posição MS: 22º
Gini (est. IBGE 2003[6]) 0 450
 • Posição MS: 58º
PIB (IBGE/2009[7]) R$ 355 783,000 mil
 • Posição MS: 20º
PIB per capita (IBGE/2009[7]) R$ 10 169,29
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora Auxiliadora

Amambai[1] é um município brasileiro da região Centro-Oeste, situado no estado de Mato Grosso do Sul. Está situado a 90 km de Ponta Porã e 50 km de Coronel Sapucaia (fronteira com o Paraguai). O Município está localizado numa região de relevo levemente ondulado, predominando os “Campos de Vacaria“ e “Mata de Dourados“.

A população aferida no Censo de 2010 do IBGE era de 34 730 habitantes. Com uma área de 4 202,324 km², a densidade populacional em 2010 era de 8,26 habitantes por km².[2] Na estimativa populacional realizada pelo IBGE em 1 de julho de 2014, a população era de 37 144 habitantes, resultando em uma densidade populacional estimada de 8,84 habitantes por km².[2]

GeografiaEditar

LocalizaçãoEditar

O município de Amambai está localizado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, à sudoeste de Mato Grosso do Sul (Microrregião de Dourados) e próximo da fronteira com o Paraguai. Possui latitude de 23º06’15” Sul e longitude de 55°13’33” Oeste.

Localiza-se a 1.375 km de Brasília, 359 km de Campo Grande, capital do Estado, sendo asfaltados os acessos de Ponta Porã a Amambai (93 km), de Mundo Novo a Amambai (162 km)e asfaltados de Caarapó a Amambai (77 km).

Geografia físicaEditar

Solo

na cidade de Amambai é encontrado os seguintes tipos de solos: Predomínio de Neossolo Quartzarênico de baixa fertilidade natural, são solos pouco desenvolvidos, profundos e muito profundos, excessivamente drenados, mas com baixa capacidade de retenção de água, tornando esse solo desaconselhável à utilização agrícola, tem ocorrência mais significativa na porção Centro-Sul do município, e o Latossolo Vermelho-Escuro álico de textura média, que são solos minerais, não hidromórficos, altamente intemperizados, profundos, bem drenados, sendo encontrados geralmente em regiões planas ou suave onduladas.

Relevo e altitude

Situa-se numa região de relevo levemente ondulado, estando a uma altitude de 480 metros[4]. Predominam os relevos planos e dissecados com topos tabulares. Os de dissecação ocupam aproximadamente 60% da área do município, a declividades máxima é de 5°. O município de Amambai encontra-se na Região dos Planaltos Arenítico-Basálticos Interiores, dividindo-se em duas unidades geomorfológicas: Divisores das Sub Bacias Meridionais e Planalto de Dourados.

Apresenta relevo plano geralmente elaborado por várias fases de retomada erosiva, relevos elaborados pela ação fluvial e áreas planas resultante de acumulação fluvial sujeita a inundações periódicas.

Clima, temperatura e pluviosidade

Está sob influência clima tropical (AW) e subtropical (cfa) com média de 22 °C. O clima do município apresenta-se úmido e apresenta índice efetivo de umidade com valores anuais variando de 40 a 60%. A precipitação pluviométrica anual varia entre 1.750 a 2.000mm, excedente hídrico de 1.200 a 1.400mm durante sete a oito meses e deficiência hídrica de 200 a 350mm durante três meses.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de abril de 2011 a outubro de 2019, a menor temperatura registrada em Amambai foi de -2 °C em 28 de junho de 2011, e a maior atingiu 41 °C em 16 de setembro de 2019. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 147,6 milímetros (mm) em 9 de janeiro de 2013.[8][9]

Hidrografia

Seus principais cursos d’água são Rio Verde, Rio Corrente e Rio Guaimbé-Piri, todos afluentes do Rio Amambaí:

Rio Amambaí – Afluente pela margem direita do rio Paraná; limite entre os municípios de Aral Moreira e Coronel Sapucaia, Aral Moreira e Amambai. Bacia do rio Paraná. Rio Correntes– Afluente pela margem esquerda do rio Amambaí, no município de Aral Moreira. Bacia do rio Paraná. Rio Guaembeperi– Afluente pela margem esquerda do rio Amambaí; nasce perto de Sanga Puitã e faz divisa entre os municípios de Ponta Porã e Aral Moreira. Bacia do rio Paraná. Rio Emboscada– Afluente, pela margem esquerda, do rio Verde, no município de Aral Moreira. Bacia do rio Paraná. Rio Verde– Afluente do rio Amambaí, no município de Aral Moreira. Bacia do Paraná. (Fonte: Caderno Geoambiental)

São nascentes do Município os seguintes cursos d’água: rio Emboscada, rio Verde e rio Correntes. Fazem a divisa de Aral Moreira com outros Municípios os seguintes cursos d’água: rio Guaimbeperi com Ponta Porã; rio Amambai com Coronel Sapucaia e Amambai.

Vegetação

A pastagem plantada representa quase 80% da área da vegetação do município, porém é expressiva a vegetação natural de Cerrado Parque (Campo Sujo). Observa-se a ocorrência de culturas cíclicas e florestas, em menores proporções revela Floresta Estacional Semidecidual Submontana, de caráter interfluvial e que se estende principalmente onde houver derrame basáltico.

Geografia políticaEditar

Fuso horário

Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 com relação ao Meridiano de Greenwich (Tempo Universal Coordenado).

Área

Ocupa uma superfície de 4 202,324 km².[2] A área urbana totaliza 7,290 km² segundo a Embrapa Monitoramento por Satélite.[3]

Subdivisões

Possui três aldeias indígenas espalhadas pelo município.

Arredores

Pertence a faixa de fronteira com o Paraguai, limitando-se com os municípios de Coronel Sapucaia, Tacuru, Aral Moreira, Ponta Porã, Caarapó, Juty e Iguatemi.

HistóriaEditar

Povoamento

A história de Amambai se confunde com a história da erva mate sul-mato-grossense. Os nomes dos rios e córregos do sul de Mato Grosso, onde se encontra atualmente Amambai, são nomes de língua guarani, o que comprova a ocupação da região por índios guaranis desde a era pré-colombiana, intensificando-se com o fim da Guerra da Tríplice Aliança. Recebeu, inicialmente, a denominação de Paz Nhú Vera e logo depois Patrimônio da União, sendo que os moradores do lugar formaram uma comissão para pedir ao Estado a legalização do Patrimônio União, que foi posteriormente batizada de Vila União. Mais tarde os serviços geográficos opinaram que fosse trocado o nome do lugar. Entre as ideias apresentadas surgiu Ervanópolis, Valenciópolis e Amambai. Considerando-se a originalidade e eufonia linguística os serviços geográficos optaram por Amambai. Naquela época, Amambai era simplesmente uma parada de carretas. Suas vertentes, suas sombras e seu posto foram motivo de descanso para os viajantes. A antiga paragem de carretas pouco a pouco foi formando um núcleo de vivendas.

De antiga paragem de carretas a município polo da região sul de Mato Grosso do Sul

Ao final da Guerra do Paraguai não houve um tratado de paz entre os países envolvidos (Paraguai, Brasil e Argentina). Embora a guerra tenha terminado em março de 1870, os acordos de paz não foram concluídos de imediato. As negociações foram obstadas pela recusa argentina em reconhecer a independência paraguaia. O Brasil não aceitava as pretensões da Argentina sobre uma grande parte do Grande Chaco, região paraguaia rica em quebracho (produto usado na industrialização do couro). A questão de limites entre o Paraguai e a Argentina foi resolvida através de longa negociação entre as partes. A única região sobre a qual não se atingiu um consenso — a área entre o rio Verde e o braço principal do rio Pilcomayo — foi arbitrada pelo presidente estado-unidense Rutherford Birchard Hayes que a declarou paraguaia. O Brasil assinou um tratado de paz em separado com o Paraguai, em 9 de janeiro de 1872, obtendo a liberdade de navegação no rio Paraguai. Foram confirmadas as fronteiras reivindicadas pelo Brasil antes da guerra. Estipulou-se também uma dívida de guerra que foi intencionalmente subdimensionada por parte do governo imperial do Brasil mas que só foi efetivamente perdoada em 1943 por Getúlio Vargas, em resposta a uma iniciativa idêntica da Argentina. O reconhecimento da independência do Paraguai pela Argentina só foi feito na Conferência de Buenos Aires, em 1876, quando a paz foi estabelecida definitivamente.[10]

Durante a demarcação de fronteiras entre Brasil e Paraguai, os grandes ervais nativos nas bacias dos rios Iguatemi e Amambai chamaram a atenção por sua cor deslumbrante e porte exuberante, começando em 1878 a exploração da erva mate nesta região. Nessa época, o catarinense Thomás Laranjeira deu início ao seu grande empreendimento ervateiro que foi o ouro verde da região: foi criada a Companhia Matte Laranjeira, que, para melhorar o escoamento de seus produtos, modernizou seus meios de transporte, abrindo estradas nas matas e nos campos. Os ervateiros da região apenas cortavam, ensacavam e tostavam a erva, que era mandada para a Argentina por meio de carretas de boi e retornava industrializada, mais cara, pronta para o mate, tereré e chá, bebidas típicas. Em 1883 Tomás teve como sócios os irmãos "Murtinho". (mato-grossenses de destaque no mundo político e econômico). Com o aumento da produção a empresa modernizou seus meios de transporte. Quando a Argentina proibiu a importação de erva-mate brasileira houve uma grande crise na região e procurou-se outras atividades comerciais. Começou a exploração da madeira, por ser uma região de bastante floresta, chamando a atenção das serrarias. A madeira, que era mandada para o sudeste, vinha em forma de móveis muito mais cara. Por esse motivo, em 3 de agosto de 1903, se fixaram ali Januário Lima, Marcelino Lima, José Garibaldi Rosa, Oscar Trindade e outros.

Com o fim do ciclo da madeira, por volta de 1905, os gaúchos, sabendo que os campos e coxilhas do sul da região eram semelhantes aos da fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, sobretudo das regiões das Missões, mudaram-se a esta região com seus mantimentos, carretas e cargueiros, onde havia tranquilidade e área bastante para a lavoura e criação de gado. Instalaram-se na região diversas caravanas formadas por gaúchos e estrangeiros. Um deles, o gaúcho Romualdo Portela, propiciou uma época de fartura em Amambai e impulsionou seu desenvolvimento desde os anos 30 até os anos 50 e faleceu em 1970. Sendo o maior ervateiro da região, ele comandou e financiou a criação da Cooperativa dos Ervateiros de Amambai, montou o primeiro moinho de erva-mate de Amambai e uma atafona em sua fazenda. (Atafona é um conjunto de máquinas para fabricação de farinha de mandioca). Romualdo foi o pioneiro da industrialização da cidade. A fazenda dele tinha 7.000 hectares de erva-mate e localizava-se no Guassuti, entre Amambai e a atual Coronel Sapucaia (apesar de tudo isso, até hoje não há uma rua com o nome dele na cidade).

Município de Mato Grosso do Sul

Foi elevada a distrito de Ponta Porã pela lei número 658, de 15 de junho de 1914. Em 13 de setembro de 1943 foi criado o Território Federal de Ponta Porã pelo presidente Getúlio Vargas, que abrangia os municípios de Dourados (que até então incluía Naviraí), Porto Murtinho, Miranda, Nioaque, Bela Vista, Ponta Porã, Maracaju e Bonito (sendo Ponta Porã sua capital). Este durou apenas três anos (1943 a 1946), sendo reintroduzido ao estado de Mato Grosso em 7 de janeiro de 1947.[11] Em 28 de setembro de 1948, através do decreto Lei número 131, foi criado o município de Amambai, sendo instalado a 1 de janeiro de 1949. Amambai iniciava uma nova vida administrativa, sendo Sidney Batista seu primeiro prefeito. Fez-se dona de todo sul de Mato Grosso de Sul e passaram a depender de Amambai os distritos de Iguatemi, Tacuru, Coronel Sapucaia e Paranhos. A emancipação do Município foi uma grande vitória para o povo da região. Sua cooperação a favor da região motivou a criação do município de Iguatemi, que mais tarde desmembrou-se de Amambai, bem como o de Sete Quedas, Paranhos, Tacuru e Coronel Sapucaia. Em 1977 o sul de Mato Grosso se emancipa formando o atual estado de Mato Grosso do Sul com capital em Campo Grande, a qual Amambai faz parte atualmente. Na época do ouro verde não havia crise em Amambai, mas desde que a Argentina proibiu a importação de erva-mate brasileira a cidade coleciona crises como a da febre aftosa, em que o exterior suspendeu temporariamente a importação de carne brasileira (em 2005), e a crise da demarcação de terras indígenas (em 2009). Apesar disso Amambai conseguiu lentamente tornar-se a próspera cidade que é hoje, quase toda asfaltada, com vários monumentos pantaneiros e regionais.

PolíticaEditar

A força econômica da erva-mate originou Amambai. (Como as maiores cidades do sul de mato grosso do sul). O sistema político de Amambai antigamente era instável pois trocava de prefeito a cada ano e isso dificultava o desenvolvimento da cidade. Quando os prefeitos começaram a concluir seus mandatos veio a ditadura, que prejudicou a cidade durante 15 anos. Quando acabou a ditadura a cidade finalmente voltou a crescer, com o desenvolvimento do comércio e a instalação de indústrias.

Relação dos prefeitos

Em 1 de Janeiro de 1949, foi o dia da posse do primeiro prefeito, Sidnei Batista, Prefeito nomeado pelo Governador do Estado. Ficou apenas 6 meses no cargo. Em 18 de Junho de 1949, Valêncio de Brum, eleito pela população, assumiu a Prefeitura, renunciou um ano após a sua posse. Em 22 de Maio de 1950, assumiu o Presidente da Câmara, Adolpho Raimundo do Amaral. Em 31 de Janeiro de 1951 foi a vez de Francisco Serejo Neto eleito pela população para governar a cidade. Em 3 de Maio de 1953 foi a vez de Walmir da Rosa Peixoto, que renunciou ao mandato em 28 de agosto de 1954, O presidente da Câmara renunciou  a presidência da Casa.

O Vice assumiu a Presidência e convocou eleição para Presidente. A escolha recaiu  sobre Heron da Rosa Brum O Vice Presidente na Direção dos trabalhos informou ao Presidente recém eleito que o cargo de Prefeito, Onde assumiu a Prefeitura em 28 de agosto de 1954 até 25/05/1.957 quando assumiu Ernesto Vargas Batista, que governou até 61.

Em 17 de Junho de 1961, Heron da Rosa Brum foi eleito e assumiu a Prefeitura durante 4 anos. Em 17 de Junho de 1965, foi a vez de Alcyr Serejo Manvailler que governou até 67. Em 31 de Janeiro de 1967, no seu segundo mandato Walmir da R. Peixoto, foi o último prefeito eleito. Na década de 70, foi a época da ditadura em nosso Estado, onde os prefeitos não eram eleitos, eram nomeados pelos governadores, começou com o Dr Odir Vidal 31 de Janeiro de 1970. Depois veio Deair Pereira Vargas no dia 12 de Outubro de 1970, passou o cargo para Silvio Berri em 13 de Maio de 1971. E assim foi passando em 1 de Janeiro de 1973, Orlando Viol, em 23 de Janeiro de 1975, Alcindo F. Machado, em 4 de julho de 1979, Nestor Silvestre Tagliari. Dejacir Céspede Souza foi o último prefeito nomeado, assumiu em 9 de Abril de 1985. Em 1 de Janeiro de 1986, voltou a democracia, com o prefeito Geraldo Felipe Correa, eleito pela população.

E depois tivemos, em 1 de Janeiro de 1989, Anilson Rodrigues de Souza, que posteriormente veio a se tornar deputado estadual; em 1 de Janeiro de 1993 no seu segundo e polêmico mandato Nestor Silvestre Tagliari. Em 1 de Janeiro de 1997 assumiu seu primeiro mandato Dirceu Luiz Lanzarini e em 1 de Janeiro de 2001 o seu segundo mandato como prefeito. E em 1 de Janeiro de 2005,assumiu por um mandato Sérgio Diozébio Barbosa. Em 1 de janeiro de 2009 assumiu pela 3ª vez Dirceu Luiz Lanzarini. Em 1 de janeiro de 2013 assumiu pela 2ª vez o prefeito Sérgio Diozébio Barbosa. Em 1 janeiro de 2017 assumiu o Prefeito Dr. Edinaldo Luiz de Melo Bandeira, atual Prefeito.

Economia e infraestruturaEditar

No estado o município está em 16º lugar no ranking estadual de arrecadação. Possui 500 pequenas e médias empresas

AgropecuáriaEditar

A agricultura e a pecuária são mais desenvolvidas, sendo a maior fonte econômica.

  • Pecuária: rebanho de 350 mil bovinos
  • Arrecadação ICMS 2001 setor pecuária: 1 milhão e 750 mil reais
  • Agricultura: 70 mil ha cultivados. Com a chegada das cooperativas paranaenses no início da década de 2000, Amambai começou a profissionalizar sua agricultura. Hoje temos a C-vale, a Lar e recentemente o maior ícone do cooperativismo brasileiro que se instalou no município no ano de 2004, a Coamo, atualmente a maior empresa em faturamento e recebimento de produtos agrícolas no município. Também existe uma cooperativa que foi fundada por produtores de Amambai, que é a Coopersa, que começou como uma pequena cooperativa de suinocultores, mas após a chegada das grandes cooperativas do Paraná, tomou impulso e hoje é uma cooperativa de boa representatividade no município uma vez que reúne poucos cooperados, porém são cooperados amambaienses e bem consolidados.
  • Suinocultura: 2.200 matrizes alojadas com uma produção anual de 44 mil leitões, é o 4º polo estadual de suinocultura. Com as crises sucessivas na suinocultura brasileira, Amambai perdeu a maioria de suas granjas comerciais, ficando poucas ainda no sistema.
  • Avicultura: produção anual de 4 milhões e 160 mil aves

IndústriaEditar

Possui um total de 42 indústrias

InfraestruturaEditar

AcessosEditar

Possui variada malha viária formada pelas seguintes rodovias:

  • MS 156 (Caarapó - Amambai – Tacuru);
  • MS 165 (Paranhos – Coronel Sapucaia);
  • MS 286 (Amambai – Aral Moreira);
  • MS 289 (Amambai – Coronel Sapucaia);
  • MS 295 (Amambai – Paranhos).
  • MS 386 (Ponta Porã - Amambai – Eldorado);

ComunicaçõesEditar

Possui linhas de telefone, rádio, jornal, correio, acesso via satélite à TV Morena e mais quatro canais através de repetidoras.

Sistema de EnsinoEditar

A rede de ensino é composta por:

  • Rede Municipal: 9 escolas
  • Centros de Educação Infantil: 7 unidades
  • Rede Estadual: 6 escolas, com a escola que tem a melhor média do estado na prova Brasil, e uma escola com ensino Técnico em Agropecuária.
  • Rede Particular: 2 escolas
  • Filantropia: 1 Escola Especial
  • Ensino Superior: 1 Universidade (UEMS – Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul).

Forças armadasEditar

Comando do Exército
Organização Sigla
3ª Delegacia do Serviço Militar da 30ª C S M 3ª Del SM/30ª CSM
17º Regimento de Cavalaria Mecanizado 17º R C Mec

BancosEditar

O setor financeiro caracteriza-se por 4 agências instaladas. Banco do Brasil, Bradesco, Sicredi e Caixa Econômica Federal.

DemografiaEditar

A população do município em 2014 era de 37 144, segundo estimativa do IBGE,[2] o que colocava o município em 12º lugar no estado naquele ano. A densidade populacional estimada em 2014 era de 8,84 hab/km². Em 2010, segundo o censo oficial do IBGE, a população era de 34 730 habitantes, com uma densidade populacional de 8,26 hab/km².[2]

DomicíliosEditar

Domicílios de Amambai[12]
Total de domicílios 12 228 domicílios
Domicílios particulares 12 199 (99,76%)
Domicílios coletivos 29 (0,24%)
Domicílios por rendimento per capita[13]
Mais de 5 salários

2,05 %

De 2 a 5 salários

8,85 %

De 1 a 2 salários

18,38 %

De 0,5 a 1 salário

31,53 %

De 0,25 a 0,5 salários

21,80 %

Até 0,25 salários ou sem rendimento

17,38 %

Distribuição por classe social[13]
Classe A

2,05 %

Classe B

8,85 %

Classe C

49,91 %

Classe D

21,80 %

Classe E

17,38 %

Classe alta (A - B)

10,90 %

Classe média (C - D)

71,71 %

Classe consumidora (A - B - C - D)

82,61 %

Classe periférica (E)

17,38 %

ReligiãoEditar

Conforme o Censo de 2010 do IBGE, a população de Amambai é formada por grupos religiosos como cristãos (78,58%), sendo católicos (49,30%), evangélicos de missão (5,64%), evangélicos de origem pentecostal (17,56%), restauracionistas (0,18%) e outros cristãos (5,90%) os seus representantes. Outros grupos religiosos presentes são os reencarnacionistas (0,63%), afro-brasileiros (0,02%), orientais (0,03%), tradições esotéricas (0,03%), tradições indígenas (2,62%), indeterminados (0,15%) e não-religiosos (17,94%).[14][15]

CristãosEditar

É o maior grupo religioso, totalizando 78,58% de sua população.[14][15]

CatólicosEditar

 
Exemplo de uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, padroeira do município

Amambai localiza-se no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[16] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[17].

A Igreja Católica reconhece como padroeiros da cidade Nossa Senhora Auxiliadora. O município faz parte da Circunscrições eclesiásticas da Regional Oeste I (que atende Mato Grosso do Sul) e de acordo com a divisão resolvida pela Igreja Católica, o município de Amambai pertence à Província Eclesiástica de Campo Grande, mais precisamente à Diocese de Dourados, sendo sede de 1 paróquia. Seu atual bispo é, desde 2001, Dom Redovino Rizzardo.

Grupo formado por 49,30% dos seus habitantes, sendo a Católica Apostólica Romana a única representante no município.[14][15]

Igreja Matriz
  • Matriz Nossa Senhora Auxiliadora

ProtestantesEditar

Embora seu desenvolvimento tenha sido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes. De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população local era composta 28,23% de protestantes.[14][15]

Evangélicos de missãoEditar

Os evangélicos de missão totalizam 5,64% dos locais. Destes, 0,71% são luteranos, 2,06% são presbiterianos, 2,40% são batistas e 0,47% são adventistas.[14][15]

Evangélicos neopentecostaisEditar

Os evangélicos neopentecostais totalizam 17.56% dos locais. Destes, 3,01% é da Igreja Assembleia de Deus, 2,53% da Congregação Cristã do Brasil, 0,14% da Igreja o Brasil para Cristo, 1,61% da Igreja Evangelho Quadrangular, 1,19% da Igreja Universal do Reino de Deus, 1,88% da Igreja Deus é Amor, 0,42% da Comunidade Evangélica e 6,78% de outras evangélicas de origem pentecostal.[14][15]

Templos

Amambai possui diversos templos evangélicos pentecostais (Assembleia de Deus, IURD, Congregação Cristã do Brasil e outras).

RestauracionistaEditar

Representado por 0,18% dos habitantes. Abrange a Testemunhas de Jeová.[14][15]

Outros cristãosEditar

Em Coxim existem também cristãos de outras denominações, representado por 5,90% dos habitantes. Destes 5,03% são de outras igrejas evangélicas e 0,87% são de outras religiosidades cristãs.[14][15]

Outras denominaçõesEditar

O município é representada por variados outros credos, existindo também religiões de várias outras denominações tais como Testemunhas de Jeová, Maçônica, Messiânica, entre outras. São elas:

ReencarnacionistasEditar

Possui 0,63% do total, sendo 0,57% espírita e 0,06% espiritualista.[14][15]

Afro-brasileirasEditar

Possui 0,02% do total, sendo todos da umbanda.[14][15]

Orientais ou asiáticasEditar

Possui 0,03% de locais, sendo religiões orientais não definidas.[14][15]

Tradições esotéricasEditar

Possui 0,03% do total.[14][15]

Tradições indígenasEditar

Possui 2,62% de locais.[14][15]

IndeterminadosEditar

Opções indeterminadas respondem por 0,15% dos habitantes, sendo os mal definidos respondendo por 0,12% e 0,03% dos que não sabem que religião são.[14][15]

Não religiososEditar

O Grupo das pessoas não religiosas respondem por 17,94% dos habitantes, sendo os sem religião convictos 17,08%, ateus 0,64% e agnósticos 0,21%.[14][15]

ObservaçõesEditar

  • Segundo alguns autores, a ortografia do topônimo deveria ser Amambaí, por ser a pronúncia mais correta, ao invés da oficial (Amambai).

Referências

  1. «Mapas e rotas». Guia 4 Rodas. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  2. a b c d e f g «Estimativa Populacional 2014». Estimativa Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2014. Consultado em 1 de maio de 2015 
  3. a b «Urbanização das cidades brasileiras». Embrapa Monitoramento por Satélite. Consultado em 30 de Julho de 2008 
  4. a b «Mato Grosso do Sul». Embrapa. Consultado em 19 de julho de 2011 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. «Indice GINI». Cidade Sat. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2000. Consultado em 6 de agosto de 2011. Arquivado do original em 30 de abril de 2012 
  7. a b «Posição ocupada pelos maiores municípios em relação ao Produto Interno Bruto» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 14 de dezembro de 2011. Consultado em 14 de dezembro de 2011. Arquivado do original (PDF) em 3 de março de 2016 
  8. Sistema de Monitoramento Agrometeorológico (Agritempo). «Dados Meteorológicos - Mato Grosso do Sul». Consultado em 28 de outubro de 2019 
  9. «Consulta Dados da Estação Automática: Amambai (MS)». Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Consultado em 28 de outubro de 2019 
  10. DORATIOTO, Francisco, Maldita Guerra, Companhia das Letras, 2002
  11. «História de Ponta Porã»  - Ache Tudo e Região
  12. «População do Brasil» (PDF). Domicílios particulares permanentes. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2010. Consultado em 5 de agosto de 2011 
  13. a b «Classes sociais do Brasil». Domicílios particulares permanentes, por classes de rendimento nominal mensal domiciliar per capita - Resultados Preliminares do Universo. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2010. Consultado em 3 de agosto de 2011 
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