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Amazing Grace

Hino religioso cristão.
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"Amazing Grace" (AFI: əˈmeɪ·zɪŋ ɡreɪs) é um conhecido hino tradicional Cristão Anglicano, com a letra escrita pelo inglês John Newton, para ilustrar um sermão no dia de Ano Novo de 1773. Desconhece-se se havia alguma música que acompanhava os versos. Foi impresso pela primeira vez no Newton's Olney Hymns (1779), somente com a letra, já que não havia partitura musical alguma.

Índice

Letra e HistóriaEditar

"Amazing Grace"

Amazing grace, how sweet the sound
That sav’d a wretch like me!

I once was lost, but now I'm found;

Was blind, but now I see.

’Twas grace that taught my heart to fear,
And grace my fears reliev’d;
How precious did that grace appear,
The hour I first believ’d!

Thro’ many dangers, toils and snares,
I have already come;
’Tis grace has brought me safe thus far,
And grace will lead me home.

The Lord has promis’d good to me,
His word my hope secures;
He will my shield and portion be,
As long as life endures.

Yes, when this flesh and heart shall fail,
And mortal life shall cease;
I shall possess, within the veil,
A life of joy and peace.

The earth shall soon dissolve like snow,
The sun forbear to shine;
But God, who call’d me here below,
Will be forever mine.

John Newton, Olney Hymns (London: W. Oliver, 1779)

"Sublime Graça"

Sublime graça! Como é doce o som,
Que salvou um miserável como eu!
Uma vez eu estava perdido, mas agora fui encontrado,
Estava cego, mas agora eu vejo.

Foi a graça que ensinou meu coração a temer,
E a graça aliviou meus temores;
Quão preciosa essa graça se mostrou
Na hora em que de início eu cri!

Por muitos perigos, labutas e armadilhas
Eu já passei em minha jornada;
É a graça que me trouxe em segurança até aqui,
E é a graça que me levará para casa.

O Senhor prometeu o bem para mim,
Sua palavra sustenta a minha esperança;
Ele será meu escudo e porção será,
Por quanto tempo esta vida durar.

Sim, quando esta carne e coração falharem,
E a vida mortal cessar,
Eu haverei de possuir, além do véu,
Uma vida de alegria e paz.

A terra em breve dissolver-se-á como a neve,
O sol abster-se-á de brilhar;
Mas Deus, que me chamou aqui em baixo,
Será para sempre meu.

John Newton, Olney Hymns (London: W. Oliver, 1779)

Depois de um curto tempo na Marinha Real, John Newton iniciou sua carreira como traficante de escravos. Certo dia, durante uma de suas viagens, o navio de Newton foi fortemente afetado por uma tempestade. Momentos depois de ele deixar o convés, o marinheiro que tomou o seu lugar foi jogado ao mar, por isso ele próprio guiou a embarcação pela tempestade. Mais tarde ele comentou que durante a tempestade ele sentiu que estavam tão frágeis e desamparados e concluiu que somente a Graça de Deus poderia salvá-los naquele momento. Incentivado por esse acontecimento e pelo que havia lido no livro, Imitação de Cristo de Tomás de Kempis, ele resolveu abandonar o tráfico de escravos e tornou-se cristão, o que o levou a compor a canção Amazing Grace (em português: "Graça Maravilhosa"). Amazing Grace ( Sublime Graça ), é um dos hinos mais cantados por denominações, há muitas versões desta canção, incluindo a versão Maravilhosa Graça, escrita por Alessandro Reis.

História do autor do hino Amazing GraceEditar

Em torno de 1750, John Newton era o comandante de um navio negreiro inglês. Os navios fariam o primeiro percurso de sua viagem da Inglaterra, quase vazios, até que chegassem na costa africana. Lá os chefes tribais entregariam aos europeus as "cargas" compostas de homens e mulheres, capturados nas invasões e nas guerras entre as tribos. Os compradores selecionariam os espécimes mais finos, e os comprariam em troca de armas, munição, licor, e tecidos. Os cativos seriam trazidos, então, a bordo e preparados para o "transporte". Eram acorrentados abaixo das plataformas para impedir suicídios. Eram colocados de lado a lado, para conservar o espaço, em fileira após a fileira, uma após outra, até que a embarcação estivesse "carregada", normalmente com até 600 "unidades" de carga humana.

Os capitães procuravam fazer uma viagem rápida, esperando preservar ao máximo a sua carga; contudo, a taxa de mortalidade era alta, normalmente 20% ou mais. Quando um surto de disenteria ou qualquer outra doença ocorria, os doentes eram jogados ao mar. Uma vez que chegavam ao Novo Mundo, os negros eram negociados por açúcar e o melaço, para manufaturar o rum, que os navios carregariam à Inglaterra para o pé final de seu "comércio triangular."

John Newton transportou muitas cargas de escravos africanos trazidos à América no século 18. Os escravos não podiam falar, gritar, esbravejar, então eles cantavam apenas com sons sem pronunciar palavra alguma, todos juntos, o ritmo da música, posteriormente composta e intitulado hino "Amazing Grace" por ele John Newton. No mar, em uma de suas viagens, o navio enfrentou uma enorme tempestade e afundou. Newton ofereceu sua vida a Cristo, achando que iria morrer. Após ter sobrevivido, ele se converteu e começou a estudar para ser pastor. Nos últimos 43 anos de sua vida ele pregou o evangelho em Olney e em Londres.

No túmulo de Newton, lê-se: "John Newton, uma vez um infiel e um libertino, um mercador de escravos na África, foi, pela misericórdia de nosso senhor e salvador Jesus Cristo, perdoado e inspirado a pregar a mesma fé que ele tinha se esforçado muito por destruir."

Há muitas versões deste hino, como a de Niall Ferguson, autor do livro "Império - Como os britânicos fizeram o mundo moderno". Nesse livro, em que descreve a formação e desenvolvimento do império britânico, Ferguson afirma haver provas históricas de que John Newton continuou a comerciar escravos mesmo depois de se tornar pastor e de haver composto "Amazing Grace".

CoversEditar

De todas as versões gravadas ao longo dos anos, inclui também as versões de artistas como: Whitney Houston, Elvis Presley, Aretha Franklin, Willie Nelson, Rod Stewart, Il Divo e Sarah Brightman, Celtic Woman, Tina Charles, Alan Jackson. Ao todo, são cerca de 3,000 versões até hoje.

Na cultura popularEditar

Amazing Grace também se tornou um ícone na cultura americana que tem sido usado para uma variedade de finalidades seculares e campanhas de marketing, colocando-o em perigo de se tornar um clichê. O hino tem sido utilizado em vários filmes, entre eles Jornada nas Estrelas II: A Ira De Khan, em que Montgomery Scott toca "Amazing Grace" no meio de um contexto de simbolismo cristão, para lembrar a morte do Sr. Spock, mas mais prática porque a música tornou-se "instantaneamente reconhecível para muitos na plateia como a música que soa apropriada para um funeral", de acordo com o erudito "Star Trek".

Na cinebiografia "Memphis Belle A Fortaleza Voadora" a tripulação e membros da equipe de terra entoam a canção durantes os preparativos para a última missão da aeronave.

Também em A Torre Negra de Stephen King, Amazing Grace é citada no sétimo livro da saga, onde Roland Deschain se identifica com com o eu poético da música ao ouvi-la na rádio.

Ver tambémEditar