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Animal social

organismo que é altamente interactivo com outros membros da sua espécie
Gorilas e outros primatas são reconhecidos por terem estruturas sociais complexas semelhantes.

Em biologia, um animal social é definido em sentido lato como um organismo que é altamente interactivo com outros membros da sua espécie ao ponto de terem uma sociedade distinta e reconhecível. As abelhas, formigas, gorilas e outros animais são conhecidos por serem animais sociáveis.

Alguns animais se organizam em sociedade. As abelhas, vespas, formigas e cupins são exemplos disso. O comportamento social em animais é considerado uma relação harmônica intra-específica, ou seja, uma relação que acontece entre indivíduos da mesma espécie sem prejuízo para nenhum deles. Os grupos organizados em sociedade possuem divisão de tarefas e cada ser tem uma função específica a desempenhar. O objetivo é criar uma organização de tarefas de forma que todos trabalhem de forma cooperativa para o sucesso do grupo.

A vida em sociedade é considerada por alguns estudiosos como uma grande conquista da evolução orgânica.[1] As sociedades de insetos são muitas vezes chamadas de superorganismos porque exibem tantos fenômenos sociais que são comparados às propriedades fisiológicas e as relações dos órgãos e tecidos. Cada colônia tem uma forte integração entre o sistema de comunicação e a divisão de trabalho. Nessas sociedades, conflitos entre indivíduos com a colônia são mínimos ou inexistentes.[2]

Índice

As sociedadesEditar

A maior parte dos animais que organizam em sociedade são insetos. Não se conhece formas de vida sociais em oceanos, apenas em terra firme. Na maturidade cada colonia possui de 10 a 20 milhões de membros. Isso, é claro, varia de acordo com as espécies. A maioria dos integrantes do grupo é fêmea, elas trabalham e cuidam dos machos por curtos períodos, principalmente em épocas de acasalamento. Os machos não trabalham, em algumas espécies, após o período de reprodução eles são expelidos ou mortos por suas irmãs operárias.[2]

Para a identificação dos membros do grupo, os insetos utilizam receptores em suas antenas que "cheiram" alguns compostos presentes nos animais. Compostos diferentes são utilizados para diferenciar castas, estágios de vida e idades dos seus companheiros de ninho.[2]

AbelhasEditar

 
Abelha rainha em meio a várias operárias

As abelhas que vivem em sociedade possuem 3 divisões principais que são chamadas também de castas. Os indivíduos da colmeia são divididos como sendo Rainha (fêmea), zangão (macho) ou operárias(estéreis) e cada um desempenha uma função específica. A rainha é responsável por botar ovos e manter a estabilidade da colônia. Os zangões tem como função acasalar com a rainha e, as operárias, são responsáveis pela maior parte das tarefas que vão desde alimentação da colônia à criação dos jovens.[3]

As células da colmeia, também conhecidos como favos, são construídas em diferentes tamanhos, as menores para os trabalhadores e as maiores para as rainhas. Cada Célula receberá um ovo da rainha. Logo após emergir do ovo as larvas que desenvolveram-se em rainhas vão se acasalar com vários machos. Isso é importante para que o a animal armazene esperma (com células sexuais masculinas) para vários anos, durante toda sua vida. A rainha bota cerca de 1500 ovos por dia durante a primavera e verão.

 
Células da colmeia com larvas em desenvolvimento.

As castas são definidas durante a postura dos ovos. Para que uma abelha se torne uma abelha operária ou rainha, a rainha fertiliza seus ovos com o esperma armazenado. O que vai definir se um ovo fertilizado se tornará rainha ou operário é o tipo de alimento que as larvas vão consumir. Nos primeiros dias de vida, larvas que forem alimentadas com uma substância, secretada por operarias, composta por pólen e mel, darão origem à operárias. Aquelas que se alimentarem de geleia real se tornarão rainhas. Ovos deixados na colmeia sem fertilização se transformam em machos, isso porque as abelhas são também animais partenogênicos. Uma nova rainha só nasce quando novas rainhas são necessárias ou quando uma rainha velha precisa ser substituída. O principal motivo dessa regulação é que se houverem muitas progenitoras haverá uma superpopulação na colmeia já que elas botam uma grande quantidade de ovos por vez. As operárias modificam a alimentação das larvas quando sentem falta da rainha. retirando a abelha rainha, ou mantendo-a isolada em um compartimento da colmeia, para que as abelhas sejam incentivadas a produzir novas abelhas rainhas. Três dias após esse processo, as abelhas se sentindo sem ‘mãe’ produzem realeiras naturais, modificando a alimentação de larvas de células em que iriam nascer abelhas operárias. Essas larvas são alimentadas com grande quantidade de geleia real, em que no terceiro dia, após a ‘orfanação’ da colmeia, atinge o máximo de acúmulo dentro das cúpulas.

Se após o desenvolvimento completo das larvas a colmeia ficar superlotada, a abelha rainha mais velha deixará o grupo com um exército de operárias e dará inicio a uma nova colônia em outro lugar, deixando a antiga para as novas rainhas. Se ela ficar, será atacada pelas filhas. Uma colmeia só pode ter uma rainha.[4]

FormigasEditar

 
Morfologia corporal da formiga

As formigas constituem um extenso e diversificado grupo de organismos terrestres. Estão presentes em quase todos os ecossistemas, exceto em regiões polares, em algumas ilhas oceânicas e em grandes altitudes. Elas possuem papel relevante em muitas comunidades, exibindo perfis detritívoros, granívoros e herbívoros, além de serem predadores de diversos artrópodes, muitos deles pragas agrícolas. Contribuem para o reflorestamento e equilíbrio de ecossistemas por realizarem diversas atividades, dentre elas a dispersão e promoção da germinação de sementes, estimulação do crescimento vegetativo de algumas plantas por meio de podas constantes, aeração e aumento da fertilidade do solo pela incorporação de matéria orgânica. As formigas apresentam, anatomicamente, três pares de pernas, um par de olhos compostos, um par de antenas e um par de mandíbulas, que compõe o aparelho bucal mastigador, essencial para seus hábitos de alimentação. São insetos holometábolos, ou seja, apresentam metamorfose completa, apresentando os estágios de ovo, larva, pupa e adulto.[5]

Integrantes do filo Arthropoda e da ordem Hymenoptera, mesma das vespas e abelhas, as formigas têm sucesso ecológico de milhões de anos, o que decorre do fato de terem sido o primeiro grupo predador social a explorar o solo e a vegetação. Esse comportamento social tem intuito de promover a ordem e o bom desempenho laboral do formigueiro.[6] Dessa forma, executam atividades estruturais e funcionais com alto padrão de sofisticação dentro da colônia por meio de ações coletivas e relações de cooperação.[1]

 
Trabalho em equipe de formigas.

Tais relações sociais são bem determinadas e podem ser observadas nas práticas primordiais dentro do formigueiro, como a alimentação, que ocorre por meio de formas mútuas de ajuda entre os indivíduos. Ao sair para procurar alimentos, as primeiras formigas fazem uma busca de maneira aleatória até a fonte de comida, porém, para otimizar o trabalho das demais, liberam feromônios – substância biologicamente ativa – com o objetivo de demarcar as trilhas e direcionar os demais para o caminho certo. Além disso, possuem um refinado padrão de divisão de tarefas: enquanto uma equipe busca alimentos, outra os recebem e um terceiro grupo repassa a comida para as larvas em desenvolvimento.[7]

A sociedade formada nos formigueiros é divida em castas, que se referem ao papel desempenhado por cada perfil de formigas com objetivo de aperfeiçoar o trabalho do grupo. As castas são separadas por:

Rainha – Cada colônia pode ter uma única ou mais rainhas, sendo chamadas de monogínica ou poligínica. As rainhas são fêmeas reprodutivamente férteis, promovem a fundação da colônia e a postura de ovos, apresentando o abdômen bem desenvolvido.

Operárias: Fêmeas estéreis. Desempenham diversas funções dentro da colônia, como: escavação e limpeza do ninho, forrageamento, alimentação e limpeza das larvas e da rainha.

Soldados: Indivíduos maiores que as demais operárias, com mandíbulas mais desenvolvidas e cabeça grande, responsáveis pela defesa da colônia.

Machos: Indivíduos alados que surgem na colônia na época da reprodução, permanecem no ninho até o voo nupcial, quando procuram uma fêmea reprodutiva. Após isso, eles morrem, mesmo que não tenham copulado.

O fator determinante para a larva fêmea se tornar rainha ou operária, provém da quantidade e qualidade do alimento disponibilizado nesta fase.

A colônia, dessa maneira, pode ser considerada como um superorganismo, onde os indivíduos ocupam os lugares de células, com grande variedade de mecanismos intraespecíficos de reconhecimento e comunicação química. Assim, por meio da divisão de tarefas e da existência de castas morfológicas, comportamentais e fisiológicas, as formigas promovem diferenciação e combinação da divisão de trabalho, favorecendo o maior sucesso dos indivíduos componentes da vivência social.

CupinsEditar

 
Cupinzeiro, ninho dos cupins. Feito basicamente por um aglomerado de terra bastante dura por ação da saliva dos cupins.
 
Os diferentes formatos anatômicos de cupins. A estrutura corporal varia de acordo com a casta ocupada no grupo.

Os cupins são animais tropicais e vivem na África, Ásia, América e Austrália.Tem tamanho pequeno, as patas minúsculas são finas, assim como as curtas antenas da cabeça (grande em comparação ao tamanho do corpo). Seu comprimento total é no máximo 2,5 cm e pode medir menos de 5,5 mm. Alguns são claros, com a cabeça e as mandíbulas marrom-avermelhadas e, apesar de serem muitas vezes confundidos com formigas, filogeneticamente eles são mais aparentados com as baratas. Podem também ser chamados de termitas, e o seu ninho, cupinzeiro ou termiteiro.

Assim como as abelhas, formigas e vespas, o cupim é um animal social. As castas são definidas com base na função que cada indivíduo desempenha como por exemplo: buscar alimento, reproduzir, defender o ninho,etc..

A especialização faz com que os indivíduos de uma colônia tenham morfologias diferentes, relacionadas com as funções que irão desempenhar. Um indivíduo especializado desempenha apenas um tipo de tarefa, fazendo com que exista uma completa interdependência entre os indivíduos de diferentes funções para a sobrevivência da colônia.[8]

Basicamente a sociedade dos cupins é dividida em três grupos: Operários, Soldados e Reprodutores.

Os operários fazem parte da casta mais numerosa da colônia. Os cupins operários não tem asas, são cegos e não apresentam estruturas reprodutoras desenvolvidas, ou seja, são estéreis. Dentre as funções dos operários estão: coleta dos alimentos, nutrição dos demais membros da colônia, cuidar dos jovens e ovos e construir os ninhos e galerias.

Os Soldados na maioria das espécies possuem suas mandíbulas fortes e desenvolvidas. Assim como os operários, não possuem asas e também são estéreis e cegos. Como o próprio nome sugere, são responsáveis pela defesa da colônia, que pode ser feita por meio de sua poderosa mandíbula ou ainda através de substâncias irritantes que são expelidas por uma glândula situada na cabeça do soldado de algumas espécies. Como são os indivíduos mais diferenciados na colônia, os soldados geralmente são utilizados para a identificação da espécie.

Os Reprodutores se tornarão reis ou rainhas de futuras colônias. Há reprodutores com asas, denominados alados ou imagos, que, ao contrário dos soldados e dos operários, possuem olhos, asas e órgãos reprodutores bem desenvolvidos. Sua função é gerar novos indivíduos para a colônia. Esses reprodutores alados são popularmente conhecidos como “aleluias” ou “siriris” e saem em revoadas em períodos quentes e quando a umidade do ar está alta. Em algumas espécies, as rainhas podem viver por vários anos, em algumas espécies, até quinze. Quando os reis e rainhas morrem, são substituídos por outros reprodutores. Dessa forma, uma colônia pode durar muito tempo. Ao contrário da rainha do formigueiro, que se acasala uma vez só, e nunca mais vê o companheiro, a rainha dos cupins vive com o rei e põe aproximadamente 84 mil ovos por dia. Quando nascem, os cupins já se apresentam com a mesma forma do inseto adulto e o crescimento se dá por sucessivas trocas do exoesqueleto.[1]

VespasEditar

 
Vespas da ordem Hymenoptera

As vespas são insetos pertencentes à ordem Hymenoptera, juntamente com as abelhas e formigas, as quais possuem o ovipositor modificado em ferrão. O estudo do comportamento em vespas é importante porque elas fazem parte de um grupo que abrange desde espécies solitárias até grupos que culminam na divisão entre as castas. Estudos sobre a fase de fundação de colônias de Polistes indicam que elas podem ser iniciadas por uma fêmea (haplometrose), ou por um grupo de fundadoras associadas (pleometrose). Além disso, há uma divisão de trabalho entre as fêmeas que fundam uma nova colônia, na qual a rainha além de ovipositar a maioria dos ovos, domina as demais por meio de ataques agressivos, ficando maior tempo no ninho e iniciando a maioria ou todas as células. Segundo West-Eberhard (1969), espécies desse gênero têm a diferenciação de castas de acordo com as relações de dominância existentes quando as fêmeas são jovens. Contudo, Gadagkar (1991) afirma que em vespas eussociais menos derivadas, como é o caso de Polistes, as castas são determinadas somente na fase adulta, pois as operárias não perdem a capacidade de reprodução direta, tanto que podem substituir a rainha após sua morte ou mesmo abandonar seu ninho parental e fundar sua própria colônia.

As rainhas são identificadas pela sua agressividade e dominância com outras fêmeas, exibindo-se de forma ameaçadora e fazendo com que as demais fêmeas as evitem ou se aproximem lentamente. Esta interação de domínio-submissão é uma das principais causas da divisão de trabalho reprodutivo estabelecida em colônias de Polistes, gerando uma hierarquia de domínio linear..

Vespas sociáveis

 
Vespas sociáveis.

Algumas vespas vivem em colônias, que são estruturadas de modo parecido com as colônias de abelhas, com uma rainha ou fundadora, operárias estéreis e machos sem ferrão. O comportamento social desses insetos pode ter se desenvolvido a partir do cuidado maternal fornecido por vespas solitárias. Os genes relacionados ao comportamento das vespas operárias são bastante semelhantes aos genes observados nas rainhas.

Vespas solitárias

As espécies solitárias não passam seu tempo junto de outras vespas, por isso elas se encontram apenas para se reproduzir. Um exemplo de vespa solitária é a vespa-cavadora. As fêmeas dessa espécie constroem ninhos para abrigar sua cria, mas não vivem neles. Muitas vezes, aranhas e insetos paralisados são colocados dentro do ninho para alimentar os filhotes à medida que eles se desenvolvem.

Vespas parasitárias

Muitas espécies de vespa são parasitas. Essas criaturas buscam insetos hospedeiros específicos, usando órgãos sensitivos em seus ovipositores e suas antenas. A maioria dos tipos de vespas parasitas ataca apenas uma ou duas espécies. Assim que a fêmea encontra o hospedeiro certo, ela põe ovos em seu corpo. As larvas de vespa se alimentam do hospedeiro, e mais tarde, voam livremente na idade adulta.

Alimentação

Ao contrário das abelhas, as vespas não costumam consumir néctar ou pólen. Em vez disso, a maioria das vespas são carnívoras e alimentam-se de insetos e carniça. Algumas também consomem frutas caídas e outros alimentos açucarados. Esses hábitos, além do fato de serem atraídas por lixo, tornam as vespas uma praga comum em refeições ao ar livre. Outras se alimentam de plantas, criando galhas, ou seja, inchaços no caule ou nas folhas das plantas.

A atividade forrageadora é mais significativa para as fêmeas subordinada.

Seleção natural, ecologia e comportamentoEditar

O estudo sobre comportamento lida com questões funcionais sobre o indivíduo,especialmente como um padrão comportamental particular contribui para as chances de sobrevivência de um animal e para o seu sucesso reprodutivo. Diferenças de comportamento podem resultar em diferenças nos genes, e a seleção natural irá favorecer os genes que melhor promovam as chances de um indivíduo passar tais genes para futuras gerações. Indivíduos podem se comportar de modo a favorecer seus próprios interesses ou em favor do bem da espécie ou grupos. As condições ecológicas irão determinar que padrões comportamentais serão favorecidos durante a evolução.[9]

Competição intraespecífica por recursosEditar

Quando numa população os indivíduos de dada espécie dispõem de poucos recursos disponíveis, acontece a competição intraespecífica. Na busca por alimento alguns indivíduos obtêm os recursos necessários, enquanto outros não conseguem e acabam morrendo ou sendo expulsos do grupo. Geralmente são os mais jovens que sofrem essa pressão, ou ainda os mais doentes e debilitados.[10]

Cuidado parentalEditar

As diferenças no cuidado parental e nos sistemas de acasalamento entre espécies podem ser correlacionadas com diferenças nas restrições fisiológicas e na ecologia. Em várias espécies de animais há indivíduos que não se reproduzem, mas ajudam os outros a criar os filhotes, na maioria das vezes, os ajudantes são parentes próximos daqueles que recebem a ajuda. A ajuda a parentes próximos é uma maneira de conseguir representatividade genética na próxima geração.[11]


Referências

  1. a b c Wilson, Edward O. (1971). The Insect Societies. Cambridge, Massachusetts and London: The Belknap Press of Havard University Press 
  2. a b c 1- Hölldobbler, Bert, 2- Wilson, Edward O. (1936). The Superorganism. New York and London: W.W Norton & Company 
  3. Bailey, Jill. Nature in action: Living Together. [S.l.]: Oxford Scientific Films 
  4. «Geleia real - O que é? Saiba como ela é produzida». MEL.COM.BR - Wiki-Mel! Tudo sobre Mel, Abelhas & Apicultura!. 26 de outubro de 2017 
  5. «Ecologia comportamental na interface formiga-planta-herbívoro: Interações entre formigas e lepidópteros» (PDF). Unicamp. 2009 
  6. Programa de Pós-graduação em Ecologia Aplicada, UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
  7. «Modelos Baseados no Comportamento de Formigas» (PDF). PUC - RIO. Consultado em 25 de junho de 2018 
  8. (anamaria.ninha@gmail.com), Ana Maria. «Cupim». www.ninha.bio.br. Consultado em 27 de junho de 2018 
  9. Dawkins, Richard (1976). O GENE EGOÍSTA. [S.l.]: Companhia da letras 
  10. «Competição no Reino Animal». Toda Matéria 
  11. Medeiros, Cristiane, Alves, Maria Alice (2010). «ASPECTOS EVOLUTIVOS E ECOLÓGICOS DO CUIDADO PARENTAL EM AVES: PUBLICAÇÕES EM AMBIENTES TEMPERADOS E TROPICAIS». Oecologia Australis 14(4): 853-871, Dezembro 2010 doi:10.4257/oeco.2010.1404.05 
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