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Tenente-coronel e Senador Antonio da Silva Paranhos e sua esposa, Belisária da Costa Paranhos
Primeira Constituição da República, Brasil
Constituição brasileira de 1891, página da assinatura de Antônio Paranhos (nona assinatura). Acervo Arquivo Nacional


Antônio da Silva Paranhos (Salvador, 1822Catalão,1897), nasceu na capital da capitania da Baía de Todos os Santos em uma família rica, porém a fortuna foi perdida após a morte de seu pai ainda em sua infância. Conhecido como Antônio Paranhos foi o irmão menor de José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco. Coronel de carreira militar se tornou chefe político do município de Catalão e primeiro senador pelo estado de Goiás. Assinou, (1891) junto a todos os outros primeiros senadores da "Nova" República, República dos Estados Unidos do Brasil de 1891, a Primeira Constituição do Brasil.

BiografiaEditar

Seu pai o português Agostinho da Silva Paranhos (Porto, 1775 - Bahia, 1822) imigrou para o Brasil junto a seu irmão João, na primeira década do século XIX, trazidos da cidade do Porto pelo tio Antonio da Silva Paranhos, Capitão-Mor da Bahia, abastado comerciante, armador, provedor e benfeitor da "Casa de Misericórdia" de Salvador e conselheiro do Governador Conde de Arcos.

Agostinho casou-se com Dona Josefa Emerenciana de Barreiros (Bahia, 1786 - 1838) e tiveram três filhos: Agostinho, Antonio e José Maria. Os meninos Paranhos perderam o pai ainda criança, o que resultou em um período de grande dificuldade financeira para a família. Foi seu tio materno, oficial do regimento de artilharia, o capitão Eusébio Gomes Barreiros, quem ajudou a família e financiou os estudos dos meninos, enviando Antonio e José Maria ao Rio de Janeiro para a Escola Militar. Antonio era irmão de José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco e portanto, tio de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, também era primo-irmão do Barão de Palma, Antonio de Freitas Paranhos (Salvador, 1815-18??) Comendador, Coronel da Guarda Nacional.

 
Batalha de Piris: carga da 7ª Brigada brasileira do Coronel Paranhos.

O tenente-coronel Antonio da Silva Paranhos se formou na Escola Militar Largo de São Francisco de Paula no Rio de Janeiro. Durante a Guerra do Paraguai, comandou o 9º Batalhão de Voluntários da Pátria do exército brasileiro, lutando ao lado do então também tenente-coronel Floriano Peixoto, ambos sob o comando do General Osório; foi ferido de um disparo em batalha e participou na decisiva Batalha de Curupaiti.

Um pouco antes de 1850, aproximadamente, instalou-se no município de Catalão e tornou-se chefe-político da cidade por muitas décadas, o que o leva a ser conhecido como o "Coronel Paranhos". Nas eleições de 1877 para a Câmara Provincial, Paranhos conseguiu vinte e oito votos dos trinta e três eleitores do Colégio Eleitoral de Catalão.

Bernardo Guimarães, autor de "A Escrava Isaura", "O Índio Afonso", "O Seminarista", ao concluir o curso jurídico na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, em 1852, foi cumprir o seu quatriênio de judicatura em Catalão, no sul de Goiás.

 
O General Antonio da Silva Paranhos (Angelo Agostini, A Vida Fluminense, 1870).

Ficou ali seis anos a onde escreveu grande parte da sua obra, que foi influenciada e que tem abundantes referências desse lugar. Cultivou grande amizade com o "Coronel Paranhos" que em 1859, "levá-o a título de passeio para o Rio de Janeiro e lá o deixou entregue aos cuidados de Flávio Farnese, seu colega do curso acadêmico e redator da "Atualidade", reputado órgão partidário de então." Do texto "Bernardo Guimarães", no "Almanaque Alves" de 1917.

"Era em casa do Coronel Paranhos que Bernardo entrava nas brincadeiras familiares e nas rodadas inocentes do voltarete e da vermelhinha, de que participavam também o padre e o boticário. Até algumas ceias e danças civilizadas o ilustre anfitrião fazia realizar no enorme salão de sua residência, a que "não faltava a quadrilha marcada em francês, o cotilhão, o minuendo e a gavota, o que não era nada pouco para o lugar e a época." Texto de Sousa Ataíde

Em 1876, já estava fortemente estabelecido como chefe no município. Nas eleições de 1877 para a Câmara Provincial, Paranhos conseguiu vinte e oito votos dos trinta e três eleitores do Colégio Eleitoral de Catalão.

Foi Senador, um dos três primeiros, pela "provincia de Goyaz", durante a Nova República a "república velha", ou primeira república. Fez parte da assembléia constituinte que assinou a Constituição de 1891, a primeira constituição Repúblicana do Brasil.

Em 1897, foi brutalmente assinado a tiros nas ruas de Catalão por capangas contratados por seus oponentes políticos; um crime que marcou a história da cidade. Ao sair de casa, um homem se aproximou e disse: "Bom dia, Senador Paranhos!". E se jogou no chão, dando sinal para os jagunços que estavam na casa em frente começassem a atirar contra o Senador, que ainda conseguiu se arrastar para dentro de sua casa, mas foi perseguido por seus algozes. O brutal assassinado de Antonio da Silva Paranhos leva seu filho advogado e escritor, fundador da Academia Goiana de Letras, Ricardo Paranhos, a escrever o livro Os Canibais.

BibliografiaEditar

  • Paranhos, Ricardo: Obras Completas de Ricardo Paranhos
  • Besouchet, Lídia: José Maria Paranhos, O Visconde do Rio Branco
  • General Queiros Duarte, Paulo de: Os Voluntários da Pátria na Guerra do Paraguai

Ver tambémEditar

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Antônio Paranhos
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