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Artur Orlando da Silva

BiografiaEditar

Era filho de José Caetano da Silva, fundador e proprietário da América Ilustrada. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Recife, em 1881. Seus primeiros livros, Filocrítica (1886) e Ensaios de crítica (1904) demonstram a tendência à Filosofia em seus primórdios. O seu modelo era o mestre e amigo Tobias Barreto.

Dedicou-se à advocacia e, em 1885, prestou concurso para a cadeira de retórica e poética do Curso Anexo da Escola do Recife. Desistiu de assumir a vaga, ao verificar que a Congregação se indispusera contra ele. Em 1889 tornou-se diretor geral da Instrução Pública do Recife, e dois anos depois Secretário do Estado dos Negócios da Indústria Pública e Particular, Assistência Pública e Estatística, mas, por motivos políticos, não chegou a tomar posse. De 1893 a 1895 foi deputado estadual, e em 1903 tomou lugar na Câmara Federal, até 1914. Participou da revisão do Código Penal.

Colaborou em vários jornais, como em A Esmola, Folha do Norte, Jornal do Recife, entre outros. Colaborou também na Revista Brasileira, na Revista Americana, na Revista da Academia Brasileira de Letras e na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Foi redator-chefe do Diario de Pernambuco, de 1901 a 1911. Foi um dos primeiros, no Brasil, a insistir na tese do pan-americanismo. Como integrante da Escola do Recife, pregou o evolucionismo filosófico.

ObrasEditar

  • Philocritica, com introdução de Martins Júnior (1886)
  • O meu álbum, com introdução de Clóvis Beviláqua (1891)
  • Propedêutica político-jurídica (1904)
  • Ensaios e crítica (1904)
  • Pernambuco, memória apresentada pelo representante do estado de Pernambuco (sem data)
  • Novos ensaios (1905)
  • Pan-americanismo (1906)
  • Reforma do ensino, discurso pronunciado na Câmara Federal (1907)
  • Porto e cidade do Recife (1908)
  • São Paulo versus Alexandre VI (memória apresentada ao 2º Congresso de Geografia, realizado em São Paulo) (1910)
  • O clima brasileiro (memória apresentada ao 3º Congresso de Geografia, realizado no Panamá) (1911)
  • O Brasil: a terra e o homem, estudo sociológico (1914).

Academia Pernambucana de LetrasEditar

Membro fundador da Academia Pernambucana de Letras, em 26 de janeiro de 1901, ocupou a cadeira 6.

Olivenkranz.pngAcademia Brasileira de LetrasEditar

Eleito em 27 de junho de 1907 para a cadeira 25, na sucessão de Franklin Dória, foi recebido em 28 de dezembro de 1907, pelo acadêmico Oliveira Lima.

ReferênciasEditar

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar