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Diario de Pernambuco

Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco.png
Capa Diario de Pernambuco.jpg
Capa do exemplar para assinante em 15 de fevereiro de 2014
S.A. Diario de Pernambuco
Periodicidade Diário (Exceto aos domingos)
Formato Standard
Sede Band recife.png Recife - PE,  Brasil
Avenida Marquês de Olinda, 133 - Bairro do Recife
Praça da Independência, 12 - Santo Antônio (sede do ClassiLíder)
Preço R$ 2,50 (segunda a sexta)
R$ 4,00 (super edição)
R$ 2,50 (complemento aos domingos)
Assinatura Sim
Slogan O jornal mais antigo em circulação na América Latina
O grande jornal dos pernambucanos
Fundação 7 de novembro de 1825 (194 anos)
Fundador(es) Antonino José de Miranda Falcão
Presidente Carlos Frederico Vital
Pertence a Grupo Diario de Pernambuco (78%)
Diários Associados (22%)
Editora Empresa Diário de Pernambuco S/A
Editor Paula Losada
Vandeck Santiago
Idioma (português brasileiro)
Circulação Estado de Pernambuco
Publicações irmãs Aqui Pernambuco
Página oficial www.diariodepernambuco.com.br

Diario de Pernambuco é um jornal publicado na cidade do Recife, no estado de Pernambuco, Brasil. É o mais antigo periódico em circulação da América Latina, fundado em 7 de novembro de 1825 pelo tipógrafo Antonino José de Miranda Falcão.[1] Quando o Diario de Pernambuco foi fundado, o Recife ainda não era a capital do estado, fato que só ocorreu um ano e três meses depois.

HistóriaEditar

 
O exemplar nº1 do jornal (7 de novembro de 1825).

O Diario foi fundado na casa de seu criador, na rua Direita nº 256, e primeiramente era impresso numa única folha, como um caderno de anúncios de imóveis, achados e perdidos, leilões, etc, ao custo de 40 réis. Em seu primeiro número, como apresentação e sob o título de Introducção, o editor assim justificou a sua publicação (grafado de acordo com a grafia usada àquela época):

Em 1903, o jornal mudou-se para seu endereço mais famoso, na Praça da Independência, conhecida do povo do Recife como a Pracinha do Diario, onde permaneceu por 101 anos, até 2004.[1] Estabeleceu-se na Rua do Veiga, 600, no bairro de Santo Amaro de 2004 até 2016, quando se mudou para sua atual sede, na Avenida Marquês de Olinda,133, próxima à Praça do Marco Zero. Desde 1931 pertence ao consórcio Diários Associados.[2]

No dia de seu centenário, em 1925, comemorado por toda a sociedade pernambucana, o Diario circulou com 60 páginas, trazendo em sua capa uma ilustração de autoria do pintor Manuel Bandeira.[1]

Durante sua longa trajetória, o Diario sofreu severa censura em várias ocasiões, com o empastelamento de suas rotativas, jornais queimados e rasgados, depredações da sede, e deixou de circular por alguns dias nos anos de 1911, 1912, 1931 e 1945. Um dos fatos mais marcantes de sua história foi o assassinato do estudante universitário Demócrito de Souza Filho, na sacada do prédio do jornal, pela polícia política de Getúlio Vargas, em março de 1945.[1]

Em 19 de janeiro de 2015, o jornal teve 57,5% das suas ações compradas pelo Sistema Opinião de Comunicação, de propriedade de Cândido Pinheiro, que passou a ser sócio majoritário em relação aos Diários Associados, que agora passavam a responder por apenas 42,5% das ações. O mesmo ocorreu com várias empresas do grupo no Nordeste do Brasil.[3] Em 13 de outubro do mesmo ano, o Grupo R2, dos irmãos Maurício Rands e Alexandre Rands, adquiriu 78% das ações do periódico e das rádios Clube FM e Rádio Globo Recife.[4]

Em 2016, as edições de sábado e domingo do jornal foram unificadas e transformadas numa "super edição" impressa aos sábados, seguindo o exemplo de outros jornais pelo país. A edição dominical passou a ser disponibilizada on line para os assinantes das versões impressa e digital. As medidas haviam sido tomadas devido a crise econômica, mas não foram suficientes para estancar os problemas financeiros do jornal, que teve vários demitidos entre 2017 e 2018 e um princípio de greve em janeiro de 2019.[5]

Em 19 de outubro de 2019, após oito meses de negociações, o Grupo R2 vende o jornal, juntamente com as rádios Clube FM e Rádio Clube para o advogado e empresário Carlos Frederico de Albuquerque Vital, conselheiro do Sport Club do Recife e vice-presidente jurídico da Associação dos Cronistas Desportivos de Pernambuco, além de proprietário de outros empreendimentos menores.[6] A venda do jornal no entanto causou polêmica, uma vez que Vital era apoiador ferrenho do presidente Jair Bolsonaro, enquanto o Diario fazia oposição ao presidente desde as eleições de 2018, e a compra significava uma mudança editorial do veículo.[7]

Referências

  1. a b c d Gaspar, Lúcia. «Diario de Pernambuco (Jornal)». Fundação Joaquim Nabuco. Consultado em 16 de junho de 2011 
  2. «Diários Associados». Consultado em 16 de junho de 2011. Arquivado do original em 8 de outubro de 2011 
  3. Fernandes, Teresa (19 de janeiro de 2015). «Hapvida controla holding no Nordeste». O Povo. Consultado em 21 de janeiro de 2015 
  4. «Grupo Rands assume o comando do "Diário de Pernambuco"». Portal Imprensa. 13 de outubro de 2015. Consultado em 12 de fevereiro de 2019 
  5. «Sem salários, profissionais do Diario de Pernambuco decretam greve». Marco Zero Conteúdo. 21 de janeiro de 2019. Consultado em 16 de novembro de 2019 
  6. Santos, Maria Carolina (20 de setembro de 2019). «As opiniões de Carlos Frederico Vital, o novo dono do Diario de Pernambuco». Marco Zero Conteúdo. Consultado em 16 de novembro de 2018 
  7. Pontes, Wanderson (19 de setembro de 2019). «Diário de Pernambuco sai do controle dos Rands ao ser comprado por apoiador de Bolsonaro». Portal de Prefeitura. Consultado em 16 de novembro de 2018 

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar