Banca de jornal

Locais onde se vende jornal
(Redirecionado de Banca de jornais)

As bancas de jornal e os jornaleiros são a última etapa da cadeia de produção e distribuição dos produtos de jornalismo impresso e editoriais. Nas grandes cidades brasileiras, as bancas são quiosques de venda de publicações periódicas, instaladas em pontos estratégicos como esquinas e avenidas de grande movimento. Nos EUA, por outro lado, a maior parte dos jornais é vendida em máquinas automáticas acionadas com moedas. Em alguns outros países, os jornais e revistas são vendidos em livrarias, tabacarias, charutarias, bombonieres e outras lojas específicas.

Banca de jornal e revistas em Salta.
Banca de jornal e revistas na Praça da Savassi, em Belo Horizonte.

Os jornaleiros (ou gazeteiros), que vendem exemplares avulsos na rua, costumam trabalhar pelo sistema de consignação, recebendo comissão percentual ao valor de cada jornal ou revista vendido e devolvendo à distribuidora ou editora os exemplares não vendidos ("encalhados").

Os produtos mais comumente vendidos em bancas de jornal são, entre outros:

Recentemente, a estratégia de marketing das editoras e jornais tem incluído a comercialização conjunta de produtos de valor agregado e colecionáveis — como CDs e DVDs, ou até mesmo atlas e enciclopédias encartados em fascículos —, que vêm incluídos no preço da publicação ou que podem ser adquiridos opcionalmente por um custo adicional. Em certos casos, a receita da venda destes produtos não vai para o jornaleiro, e sim para a editora.

Bancas de jornal também costumam vender outros artigos de pequeno valor não-relacionados a publicações, como isqueiros, cigarros, cartões telefônicos e pilhas.[1]

Uma tendência que vem crescendo na Europa e em outros países do Primeiro Mundo é a distribuição gratuita de jornais, em metrôs e supermercados. Estes jornais são mantidos exclusivamente pela receita publicitária, em lugar da venda. Nestes casos, as bancas são dispensáveis para a circulação, o que às vezes atrai a antipatia por parte dos jornaleiros contra estas publicações.

Além das bancas de jornal, as publicações editoriais ou periódicas têm como alternativa para distribuição também os sistemas de assinatura ou subscrição.

No Brasil, o Dia do Jornaleiro é instituído no dia 30 de setembro.

HistóriaEditar

 
Banca de jornal em São Paulo meados do século XX.
 
Banca de jornal em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Acredita-se que as primeiras bancas, surgiram em 1860, mas que o nome "banca" origina-se do primeiro jornaleiro a montar um ponto físico de venda de jornais no Rio de Janeiro, o imigrante italiano Carmine Labanca, por isso a denominação “banca”).[2]

Trajetória:[3]

• 1910 - As primeiras bancas de madeira ou metal, são instaladas nas cidade.

• 1954 - É regulamentado o ponto de quem vende jornais há dois anos no mesmo lugar, no mandato do prefeito Jânio Quadros.

• 1968 - É proibido, pelo prefeito Faria Lima, a venda de qualquer material que não seja livros. Anteriormente era vendido também produtos como bilhete de lotérica e selo postal.

• 1970 - Bancas se espalham pelos bairros, em vez de se concentrar apenas na região central.

• 1980 - Durante a ditadura, as bancas que vendiam O Pasquim e A Hora do Povo são incendiadas e jornaleiros são presos por venderem revistas obscenas.  

• 1983 - Estruturas das bancas não eram presas ao chão, podiam ser facilmente levadas e foi o que aconteceu com banca na Vila Mariana, sendo roubada.

• 1986 - É  decretada lei que obriga pintar todas as bancas de prata. O tamanho também muda aumentando para 30 m², no segundo mandato de Jânio Quadros.

• 1990 - Algumas bancas passam a ter atendimento 24h e viram ponto de encontro de jovens na madrugada. Eram possíveis encontrar além de livros, jornais e revistas,  produtos cuja vendas são proibidas.

• 1998 - As bancas sofrem concorrência de cafés, supermercados e botecos que vendem jornais e revistas.

• 2000 - Passa a ser permitido venda de alguns produtos como CDs, alimenta de até 30g, e pequenos itens como canetas, durante o mandato do prefeito Celso Pitta. Na mesma época, Lobão, Oswaldo Montenegro e Blitz  vendem discos independentes direto nas bancas.

• 2010 - É realizado protesto dos jornaleiros contra Kassab por remover cinquenta bancas do centro, dizendo que elas podem servir de abrigos para bandidos.

• 2013 - É aprovada lei que amplia a lista de produtos vendidos nas bancas de jornal, como salgadinhos de até 200g, refrigerante, pelo Prefeito Haddad.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Letícia Mori (24 de novembro de 2013). «Bancas de jornal querem aproveitar nova lei para reconquistar público perdido». Bancas de jornal querem aproveitar nova lei para reconquistar público perdido. Consultado em 22 de maio de 2018 
  2. Nogueira, Natania. «As bancas de jornal estão se tornando parte da memória brasileira.». História Hoje 
  3. «Veja algumas curiosidades sobre a trajetória das bancas de jornal em SP». Folha de S.Paulo. 24 de Novembro de 2013 

Ligações externasEditar