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Batalhão de Caçadores n.º 5

O Batalhão de Caçadores n.º 5 (BC5) MHL é uma unidade do Exército Português.

HistóriaEditar

A origem do Batalhão de Caçadores n.º 5 remonta à época da Guerra Peninsular, com a constituição da Legião Transtagana, formada em Beja em 1808 pelo corregedor daquela cidade, o magistrado João José Mascarenhas de Azevedo e Silva, aquando da revolta contra a ocupação francesa no Alentejo.

Naquele mesmo ano, a 28 de Outubro, uma parte da Legião foi incorporada ao Exército Português, com a designação de Batalhão de Caçadores n.º 5 ou Batalhão de Caçadores de Campo Maior, organizado em Campo Maior.

Posteriormente, em 22 de Agosto de 1811 integrou a brigada formada pelos Regimentos de Infantaria n.º 13 e n.º 24.

Em 13 de Agosto de 1813 esta Brigada passou a ter o n.º 10.

O Batalhão recrutava no Alentejo.

Em 1816 passou a ter quartel na Bateria da Feitoria, em Oeiras.

Em Julho de 1823 foi destacada para guarnecer a Fortaleza de São João Baptista da Ilha Terceira, nos Açores, onde se distinguiu na defesa do regime liberal em Portugal, tendo sido o pilar fundamental da resistência da ilha e da formação da Regência de Angra.

O Batalhão de Caçadores n.º 5 foi central na tentativa de revolta militar de 12 de Agosto de 1927, o Golpe dos Fifis,[1] sendo por isso punido com a extinção.[2][3] O Batalhão foi reconstituído, com a mesma organização, pelo Decreto n.º 15048, de 22 de Fevereiro de 1928, permanecendo como unidade de elite do Regime.[4][5]

O Batalhão de Caçadores n.º 5 foi extinto pelo Decreto-Lei n.º 243/75, de 21 de Maio,[6] mas novamente reactivado pelo Decreto-Lei n.º 681/75, de 10 de Dezembro,[7] agora como unidade de apoio administrativo aos trabalhos das comissões liquidatárias das regiões militares e comandos territoriais independentes extintos ou em vias de extinção no Ultramar. Ainda assim, naquele ano o Regimento de Infantaria n.º 2, da Região Militar de Tomar, herdou as tradições do Batalhão de Caçadores n.º 5. O Regimento foi definitivamente extinto em 1988, terminadas as funções administrativas de que ficou incumbido, pelo Decreto-Lei n.º 258/88, de 23 de Julho.[8]

A 25 de Abril de 2000, o Batalhão de Caçadores n.º 5 foi feito Membro-Honorário da Ordem da Liberdade.[9]

Referências

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar