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Construção ()
Estilo
Conservação
Homologação
(IGESPAR)
N/D
Aberto ao público

A Bateria do Zavial localiza-se sobre a ponta de mesmo nome, na freguesia da Raposeira, Concelho de Vila do Bispo, Distrito de Faro, em Portugal.

Sucedeu o Forte de Santo Ignácio do Zavial, seiscentista, na defesa da praia e porto do Zavial, onde existia uma ativa comunidade dedicada à pesca do atum.

HistóriaEditar

AntecedentesEditar

A informação documental mais antiga sobre a área do Zavial é um Alvará, datado de 24 de Novembro de 1569, pelo qual D. Sebastião (1568-1678) nomeou a Pedro Dias como Mandador da Armação de Pesca do Zavial. Mais tarde, durante a Dinastia Filipina, por outro Alvará, com data de 2 de Janeiro de 1618, D. Filipe II (1598-1621) faz mercê ao padre Vicente Freira da Capelania da Armação de Pesca do Zavial, com a obrigação de dizer missa aos domingos e dias santos, o que demonstra um aumento da importância da área.

O Forte de Santo Ignácio do ZavialEditar

Em 1629, D. Luís de Sousa, futuro conde do Prado, tomou posse do cargo de Governador e Capitão General do Algarve. No ano seguinte, Rodrigo Rebelo Falcão, Provedor das Almadravas do reino do Algarve, por carta de 15 de maio, solicitou a defesa dos "portos de Almádena e Azavial por estarem expostos e oferecidos a maior perigo". É possível que algum tipo de defesa houvesse sido improvisado à época, uma vez que, de acordo com o relato de D. Luís de Sousa ao Conselho da Fazenda, datado de 20 de Outubro de 1633, ao término de seu governo, se informou que existiam duas torres de vigia - a Torre de Aspa e a Torre do Azavial -, por ele reedificadas, pois que as encontrara "por terra" e "sem nenhum uso". Informa ainda que deu início à construção do Forte de Santo Ignácio do Zavial, ficando apenas a cisterna por construir.

O Forte do Zavial foi inspecionado em 1754 por D. Rodrigo António de Noronha e Meneses, Governador do Reino do Algarve, encontrando-se em bom estado. No ano seguinte, entretanto, o terramoto que provocou o desmoronamento das muralhas de Lagos, assim como do Paço dos Governadores e a sua capela, causou o desmoronamento do Forte de Santo Ignácio do Zavial.

Tendo sido priorizadas as obras de reconstrução da defesa de Lagos, em 1 de Agosto de 1763 o Marquês de Louriçal, Governador do Reino do Algarve, solicitou a D. Luís da Cunha a construção da Bateria do Zavial, para a defesa daquele ancoradouro. Nessa fase, um pouco mais tarde, por relatório de 18 de Julho de 1765, o Sargento-Mor de Engenharia, Romão José do Rego, manifesta-se contra a reconstrução do arruinado Forte do Zavial, recomendando a instalação de uma bateria no local. Uma bateria foi então erguida, encontrando-se, entretanto, parcialmente em ruínas já em 1788.

Da Guerra Peninsular aos nossos diasEditar

No contexto da Guerra Peninsular, por Alvará de 27 de Setembro de 1805, o Príncipe Regente D. João determinou que todas as fortificações desde a Bateria do Zavial, a Oeste, até ao Forte da Meia Praia, a Leste, ficariam dependentes da Praça de Lagos. Ficavam extintos, por se encontrarem destruídos ou não ser aconselhável a sua conservação, todos os outros pontos fortificados não incluídos no Alvará.

Os informes subsequentes dão conta do processo de ruína da estrutura: o relatório de 18 de Abril de 1821 do tenente-Coronel do Regimento de Artilharia nº 2, João Vieira da Silva, dá conta de que existiam na Bateria do Zavial, apenas três peças de artilharia de ferro em muito mau estado; em 1840 a Bateria encontrava-se abandonada.

No século XX, por Despacho do Sub-Secretário de Estado da Guerra, datado de 24 de Junho de 1938, as ruínas da Bateria do Zavial (prédio militar nº 1 da Praça de Lagos), foram entregues ao Ministério das Finanças. Finalmente, a 21 de Abril de 1943 a Bateria do Zavial foi inscrita na Matriz Urbana da Freguesia da Raposeira, como pertencente a José Miguel Belmonte Ribeiro Vaz Fragoso adquirido em hasta pública em 1964.

Ligações externasEditar