Beduínos

grupo árabe que vive no deserto no Oriente Médio

Os beduínos,[24] beduís[24] ou beduins[24] (em árabe badawī بَدَوِي, pl. badū بَدْو ou badawiyyūn بَدَوِيُّون) são parte de um grupo árabe habitante dos desertos, tradicionalmente dividido em tribos ou clãs, conhecidos em árabe como ʿašāʾir (عَشَائِر).

Beduínos
بَدَوِي
Bedouin family-Wahiba Sands.jpg
Família beduína em Omã (2005)
População total

25 milhões[1]

Regiões com população significativa
 Arábia Saudita 2 milhões [1]
 Argélia 2 a 6 milhões [1][2]
 Iraque 1,5 milhão [1][6]
 Jordânia 1,3 a 4 milhões [1][7]
 Líbia 1,3 milhão [1]
 Egito 1,2 milhão [1][8]
 Marrocos 1 a 1,5 milhão [15]
 Sudão 1 milhão [1]
 Emirados Árabes Unidos 800 000 [1]
 Tunísia 800 mil a 2,6 milhões [16][17]
Síria Síria 700 mil a 2,6 milhões [1][18]
 Iémen 500 000 [1]
 Irã 500 000 [1]
 Mauritânia 500 mil a 2 milhões [19]
 Kuwait 300 000 [1]
 Omã 250 000 [20]
 Israel 220 000 [1]
 Líbano 200 000 [1]
 Bahrein 70 000 [1]
 Catar 50 000 [1]
 Palestina 40 000 [21]
 Eritreia 50 a 60 mil [22][23]
Línguas
árabe
Religiões
Star and Crescent.svg Islão sunita (majoritária)
Etnia
Árabes
Grupos étnicos relacionados
Berberes, curdos, persas
Beduíno em Petra, Jordânia.

EtimologiaEditar

O termo "beduíno" deriva de uma forma plural da palavra árabe badawī, como pronunciado em dialetos coloquiais. O termo árabe badawī deriva da palavra bādiyah (بَادِية), que significa deserto semiárido. O termo "beduínos" significa, portanto, "pessoas do deserto".

 
Mulher beduína em Jerusalém (c. 1898 a 1914).

HistóriaEditar

Os beduínos são originários da Arábia e, no século VII, durante as conquistas árabes, expandiram-se pelo Norte de África. Os beduínos, no século XXI estão organizados em tribos que falam a língua badawi e consideram-se descendentes dos árabes.[25]

Com suas caravanas, praticavam o comércio de vários produtos pelas cidades da região. Já as tribos coraixitas habitavam a região litorânea e viviam do comércio fixo. Na península Arábica, onde sempre viveram os grupos principais, as difíceis condições de vida no deserto geraram conflitos pelo uso de poços de água e pastagens, levando bandos de beduínos a eventuais ataques a caravanas e outras formas de roubo contra vizinhos e forasteiros.[carece de fontes?] Na difícil vida no deserto, o camelo é fundamental para a sua sobrevivência. Além de meio de transporte, o animal fornece leite, carne e a pele.

Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o estilo de vida desse povo começou a modificar-se. Submetidos ao controle dos governos dos países onde viviam, eles passaram a enfrentar dificuldades para perambular à vontade como nómadas. O número de beduínos diminuiu, e hoje o estilo de vida deles é cada vez mais sedentário.[carece de fontes?] Entretanto, a fervorosa adesão ao islamismo e o caráter tribal das sociedades permanece. Cada grupo reúne várias famílias sob a liderança máxima de um chefe hereditário (xeque). As várias tribos também têm estatuto diferente. Algumas são consideradas "nobres", porque teriam ancestrais importantes. Outras, "sem ancestrais", servem às de maior status, com seus membros atuando como artesãos, ferreiros, artistas ou fazendo outros tipos de trabalho.

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q Suwaed, Muhammad (2015). Historical Dictionary of the Bedouins. [S.l.]: Rowman & Littlefield. p. 7. ISBN 9781442254510. Consultado em 23 de fevereiro de 2019 
  2. «Algeria | Flag, Capital, Population, Map, & Language | Britannica». www.britannica.com (em inglês). Consultado em 7 de outubro de 2022 
  3. «Iraqi Census To Focus On Bedouin». RadioFreeEurope/RadioLiberty 
  4. Bedouin Census in Iraq (2011): https://web.archive.org/web/20210401113948/https://www.alwatanvoice.com/arabic/content/print/185818.html
  5. Ahmed Sousa, Atlas of Modern Iraq, Baghdad, 1953.
  6. [3][4][5]
  7. «Meet the Bedouins: Jordan's desert-dwelling nomads». Topics (em inglês). Consultado em 7 de outubro de 2022 
  8. Project, Joshua. «Bedouin, Eastern Bedawi in Egypt». joshuaproject.net (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2021 
  9. Project, Joshua. «Bedouin, Yahia in Morocco». joshuaproject.net (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2021 
  10. Project, Joshua. «Bedouin, Gil in Morocco». joshuaproject.net (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2021 
  11. Project, Joshua. «Regeibat in Morocco». joshuaproject.net (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2021 
  12. Project, Joshua. «Saharawi in Morocco». joshuaproject.net (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2021 
  13. Project, Joshua. «Regeibat in Western Sahara». joshuaproject.net (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2021 
  14. Project, Joshua. «Saharawi in Western Sahara». joshuaproject.net (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2021 
  15. [9][10][11][12][13][14]
  16. «The Sahel Bedouin of Tunisia». www.prayway.com. Consultado em 7 de outubro de 2022 
  17. «Tunisia | History, Map, Flag, Population, & Facts | Britannica». www.britannica.com (em inglês). Consultado em 7 de outubro de 2022 
  18. Chatty, Dawn (2013). «Syria's Bedouin enter the fray: how tribes could keep Syria together». Foreign Affairs (em inglês) 
  19. «Rural population (% of total population) - Mauritania | Data». data.worldbank.org. Consultado em 7 de outubro de 2022 
  20. «Bedouins in Oman». www.canvascluboman.com (em inglês). Consultado em 9 de outubro de 2022 
  21. «Bedouins in the occupied Palestinian territory - UNDP report». Question of Palestine (em inglês). Consultado em 1 de novembro de 2022 
  22. Project, Joshua. «Rashaida in Eritrea». joshuaproject.net (em inglês). Consultado em 9 de outubro de 2022 
  23. «Eritrea», Central Intelligence Agency, The World Factbook (em inglês), 17 de fevereiro de 2022, consultado em 2 de março de 2022 
  24. a b c Paulo Correia; Direção-Geral da Tradução — Comissão Europeia (Outono de 2012). «Etnónimos, uma categoria gramatical à parte?» (PDF). Sítio Web da Direção-Geral de Tradução da Comissão Europeia no portal da União Europeia. a folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias (N.º 40): 28. ISSN 1830-7809. Consultado em 13 de janeiro de 2013 
  25. Por que os beduínos não se submetem. Por Adam Morrow e Khaled Moussa al-Omrani. IPS/ Outras Palavras, 3 de novembro de 2010.

Ligações externasEditar