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Os bisontes ou bisões são grandes mamíferos ungulados e ruminantes do género Bison, da família Bovidae, com duas espécies ainda existentes: o bisonte-europeu, Bison bonasus; e o bisonte-americano, Bison bison. Têm cornos curtos, negros, curvados para cima e para o eixo do animal e os ombros elevados numa bossa e com uma forte cobertura de pelos longos; os cascos são redondos e negros. O bisonte-europeu (também chamado wisent, em inglês) tem uma juba e barba menos luxuriantes que o americano (também chamado buffalo, embora os verdadeiros búfalos sejam animais da mesma família, mas da África e da Ásia), enquanto que estes têm as pernas mais curtas.

Como ler uma infocaixa de taxonomiaBisonte
Bisonte-americano (Bison bison bison).

Bisonte-americano (Bison bison bison).
Um bisão europeu.
Um bisão europeu.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Género: Bison
Espécies

B. antiquus
B. bison (subesp. B. bison bison e B. bison athabascae)
B. bonasus
B. latifrons
B. occidentalis
B. priscus

Os machos podem atingir uma altura ao nível dos ombros de cerca de 1,7 metro, um comprimento do corpo de 3,6 metros e um peso de 1 130 quilogramas, enquanto que as fêmeas são menores. A pelagem de inverno do bisonte-americano é castanha-escura e esparsa, mudando na primavera para um pelo curto e castanho-claro. Também é menos luxuriante nas fêmeas que nos machos. O seu tempo de vida é de 30 a 50 anos. Os homens das cavernas usavam, como machado, uma omoplata de um bisonte.

Desde 9 de maio de 2016 o bisonte é considerado um símbolo nacional dos Estados Unidos da América.[1]

Índice

EtimologiaEditar

"Bisão" provém do grego bíson, "boi selvagem", através do latim bisone.[2]

ReproduçãoEditar

Os bisontes reproduzem-se uma vez por ano, entre Junho e Setembro. As fêmeas produzem geralmente uma cria de cor vermelha (que se torna castanha em 2-4 meses) em cada gestação, que dura, em média, 285 dias e protegem-na durante sete a doze meses. Na altura do parto, a fêmea afasta-se da manada e escolhe um local protegido. Os jovens atingem a maturidade sexual em 2-3 anos, mas os machos geralmente não se reproduzem até aos seis anos, quando atingem um tamanho que lhes permite competir com outros.

 
Bisões-americanos em Alberta, no Canadá
 
Bisontes desenhados no teto da Caverna de Altamira

ComportamentoEditar

Os bisontes são animais gregários e organizam-se em grupos (manadas) de acordo com o sexo, idade, estação do ano e habitat. Os grupos de fêmeas inclui ainda machos com menos de três anos de idade e, por vezes, alguns machos mais velhos. Os machos começam a entrar nestes grupos quando se inicia a estação de reprodução; nas outras estações, vivem individualmente ou em grupos de até 30 animais. Estes grupos têm uma hierarquia e os machos dominantes reproduzem-se com mais frequência que os de categoria mais baixa.

Nas suas migrações, os bisontes formam uma fila liderada por uma fêmea adulta. Os bisontes são bons nadadores e são capazes de correr a velocidades de 62 quilômetros por hora.

FilogeniaEditar

A família Bovidae apareceu durante o Mioceno, há cerca de 20 milhões de anos, com 15 gêneros conhecidos, a maioria da Ásia. No final do Mioceno, há cerca de 10 milhões de anos, tinham aparecido 70 novos géneros e no Pleistoceno havia mais de 100. Atualmente, existe cerca de metade daquele número.

Pensa-se que a família se tenha desenvolvido nas regiões tropicais e que, em meados do Pleistoceno, se adaptou aos climas frios do norte, migrando através da Beríngia para o Novo Mundo. O bisonte-americano é um parente próximo do europeu (ver acima a indicação sobre hibridização, que indica que pode ser uma única espécie) e os cientistas pensam que estas espécies são descendentes duma espécie que existia na Índia. As manadas migraram para norte e, enquanto umas foram para leste até à Sibéria, eventualmente atravessando a ponte terrestre de Bering, outras foram para oeste, para as florestas da Europa. Bison priscus, que era o antepassado imediato do bisonte-europeu, extinguiu-se durante a última glaciação.

Referências

  1. «Cria de bisonte morre depois de casal de turistas tentar "salvá-la"» 
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 261.
  • T. McHugh and V. Hobson, The Time of the Buffalo (1972);
  • J. N. Mcdonald, North American Bison (1981);
  • V. Geist, Buffalo Nation (1996).

Ligações externasEditar

 
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