Bom Jesus do Amparo

Bom Jesus do Amparo
  Município do Brasil  
Igreja Matriz de Bom Jesus do Amparo
Igreja Matriz de Bom Jesus do Amparo
Símbolos
Bandeira de Bom Jesus do Amparo
Bandeira
Brasão de armas de Bom Jesus do Amparo
Brasão de armas
Hino
Lema Amor e paz
Gentílico bom-jesuense[1]
Localização
Localização de Bom Jesus do Amparo em Minas Gerais
Localização de Bom Jesus do Amparo em Minas Gerais
Mapa de Bom Jesus do Amparo
Coordenadas 19° 42' 14" S 43° 28' 26" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Região intermediária[2] Belo Horizonte
Região imediata[2] Itabira
Municípios limítrofes Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, Caeté, Nova União e Barão de Cocais
Distância até a capital 67 km
História
Emancipação 12 de dezembro de 1953 (66 anos)[3]
Administração
Prefeito(a) Dário Ferreira Motta (PSB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 195,611 km²
População total (estimativa IBGE/2019) [1] 6 083 hab.
Densidade 31,1 hab./km²
Clima tropical (Aw)
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 35908-000 a 35909-999[4]
Indicadores
IDH (PNUD/2010) [5] 0,683 médio
PIB (IBGE/2017) [6] R$ 75 714,47 mil
PIB per capita (IBGE/2017) R$ 12 581,33
Outras informações
Padroeiro(a) Bom Jesus do Amparo[7]
Website bomjesusdoamparo.mg.gov.br (Prefeitura)
bomjesusdoamparo.mg.leg.br (Câmara)

Bom Jesus do Amparo é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população estimada em 2019 era de 6 083 habitantes.[1]

A principal atividade econômica do município é o agronegócio. É a terra onde nasceu o Cardeal Motta, que foi o primeiro arcebispo de Aparecida, além do violonista, compositor e poeta Mozart Bicalho.

HistóriaEditar

 
Capela de São Sebastião

O português Coronel João da Motta Ribeiro, no início do século XIX, estabeleceu-se na região que atualmente constitui o município de Bom Jesus do Amparo. O ciclo do ouro ainda não havia se esgotado e, aos poucos, João da Motta Ribeiro estabeleceu o seu local de trabalho e aglomerou alguns escravos. Em pouco tempo tornou-se um dos cidadãos mais respeitados da região, o que fez com que se casasse com a filha do Capitão João Teixeira Alves, Maria de Jesus Teixeira, de quem herdou uma fazenda. A fazenda pertencente ao coronel João da Motta começou a ser construída em 1800 e foi terminada em 1815. Como era grande a distância entre a propriedade e a freguesia mais próxima, foi construída em suas terras uma capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Conceição, com os santos e púlpitos pintados em ouro. Com a morte do coronel, em 3 de maio de 1835, a fazenda transferiu-se para seu filho João Pedro Augusto Teixeira da Motta, o qual teve a ideia de edificar uma capela (que posteriormente se tornou Matriz), auxiliado por Manuel da Motta Teixeira, Joaquim Camilo Teixeira da Motta, Pedro Augusto Teixeira da Motta, juntamente com os Teixeira Dias, os Dias Duarte e Antônio Vicente de Oliveira.

O terreno no qual foi edificada a igreja foi adquirido pelo coronel João da Motta Teixeira que o doou à Igreja Matriz, tendo início a construção em 1841 e o término em 1848. Com a construção da Igreja iniciou o aglomerado da freguesia que recebeu o nome de Senhor Bom Jesus do Amparo do Rio São João. Esta se instalou em 1858, de acordo com a lei nº. 898, e em 4 de junho do mesmo ano, passou a pertencer ao município de Santa Bárbara. Anteriormente, em 1842, pertenceu a Caeté. O sustento para o aglomerado de pessoas advinha da fazenda que, somente no eito, tinha 200 homens empregados. Aquela era encimada por três mirantes. Havia na casa muitas dependências reservadas a hóspedes, sala de música, sala de reza, senzala, etc. Ainda existia uma biblioteca que chegou a possuir 3.500 volumes.

Atualmente, a fazenda é tombada pelo IPHAN. Mas ainda na época a família de Motta Ribeiro doou uma porção de terra ao Senhor Bom Jesus, de quem era grande devota. Fizeram, então, vir de Portugal uma imagem do santo adquirida na cidade de Amparo. Por isso adquiriu o primeiro nome citado acima. Ainda hoje a cidade conserva a imagem que se encontra a matriz. Pelo decreto nº 1058 (1944-1948), o distrito foi desmembrado do município de Santa Bárbara, passando a pertencer ao município de Barão de Cocais. Pela lei nº 1039 de 12 de dezembro de 1953, Bom Jesus do Amparo foi elevado à categoria de cidade, desmembrando-se de Barão de Cocais.

GeografiaEditar

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[8] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Itabira.[2] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.[9]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Bom Jesus do Amparo». Consultado em 29 de janeiro de 2020. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2020 
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  3. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Bom Jesus do Amparo - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 29 de janeiro de 2020. Cópia arquivada (PDF) em 1 de julho de 2007 
  4. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  5. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 29 de janeiro de 2020. Arquivado do original (PDF) em 8 de julho de 2014 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2017». Consultado em 29 de janeiro de 2020. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2020 
  7. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 20. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 29 de janeiro de 2020. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2019 
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 29 de janeiro de 2020 

Ligações externasEditar

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