Bragança (Pará)

município brasileiro do estado do Pará

Bragança é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se na latitude 01° 03' 13" sul e longitude 46° 45' 56" oeste, estando à altitude de 19 metros. Sua população estimada em 2017 era de 125.184 habitantes.

Bragança
  Município do Brasil  
Bragança-São Benedito.jpg
Símbolos
Bandeira de Bragança
Bandeira
Brasão de armas de Bragança
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Pérola do Caeté"
"Terra da Marujada "
"Amazônia Atlântida"
Gentílico bragantino(a)
Localização
Localização de Bragança no Pará
Localização de Bragança no Pará
Mapa de Bragança
Coordenadas 1° 03' 46" S 46° 46' 22" O
País Brasil
Unidade federativa Pará
Municípios limítrofes Tracuateua e Augusto Corrêa
Distância até a capital 220 km
História
Fundação 1613 (408 anos)[1]
Aniversário 8 de julho
Administração
Prefeito(a) Raimundo Nonato de Oliveira[2] (PSDB, 2021 – 2024)
Vereadores 17
Características geográficas
Área total [3] 2 090,234 km²
População total (IBGE/2017[4]) 124 184 hab.
Densidade 59,4 hab./km²
Clima Quente-úmido
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,6 médio
PIB (IBGE/2014[6]) R$ 914 882,44 mil
PIB per capita (IBGE/2014[6]) R$ 7 616,15
Sítio Site Oficial (Prefeitura)

HistóriaEditar

Franceses liderados por Daniel de La Touche, senhor de La Lavandière, foram os primeiros europeus a conhecer a região do Caeté, tendo saído de São Luis em 8 de julho de 1613 com destino à região do Turiaçu, Gurupi e Caeté. Era habitada pela nação tupinambá.

 
Bragança. Arquivo Nacional.

Em 1622 o território de Bragança pertencia à Capitania de Gurupi. A área foi doada por Filipe II de Portugal a Gaspar de Souza, governador-geral do Brasil. Em 1627, foi fundada a povoação de Vera Cruz, em Viseu e apenas em 1634 foi fundado um povoado (Sousa do Caeté) nas margens do Rio Caeté por Álvaro de Souza e transferido para a outra margem devido às dificuldades encontradas com a comunicação do povoado com Belém. Em 1854 um decreto imperial criou o município de Bragança.

Hino de BragançaEditar

O hino de Bragança foi escrito por Antônio Telles de Castro e Sousa e musicado por Raimundo Mota da Cunha. Sua letra foi composta antes da música, o que é bastante incomum. A primeira execução do hino foi completamente errônea, demorando alguns anos para ser executada corretamente. A letra foi levemente alterada com o tempo.

EconomiaEditar

A cidade de Bragança é o maior polo pesqueiro do Estado do Pará, exportando sua produção principalmente para as capitais do Nordeste e do estado do Pará. Há grande atividade pecuária, agricultura e extrativismo de caranguejos.

BairrosEditar

A sede do município de Bragança está dividida entre os seguintes bairros:

  • Aldeia
  • Alegre
  • Alto Paraíso
  • Bacuriteua
  • Centro
  • Cereja
  • Jiquiri
  • Morro
  • Padre Luiz
  • Perpétuo Socorro
  • Riozinho
  • Samaumapara
  • Alto Paraíso
  • Taíra
  • Vila Nova
  • Vila Sinhá
  • Percilandia

ClimaEditar

O clima que é quente e úmido, com a temperatura média anual em torno de 26° C. De outubro a dezembro, registram-se máximas absolutas de 37° C. De março a abril a temperatura cai, e em julho ocorrem mínimas absolutas em torno de 22° C.

SaúdeEditar

O município de Bragança conta com rede pública e privada de saúde que atende toda a população bragantina e de municípios vizinhos dentre os quais estão:

  • Hospital Santo Antônio Maria Zacaria
  • Hospital Geral de Bragança
  • Hospital das Clínicas de Bragança

TransporteEditar

AéreoEditar

Aeroporto Santos Dumont. Com extensão de 1.200 metros.

FluvialEditar

Realizado por barcos pesqueiros, além de pequenas embarcações que executam o transporte de cargas e passageiros para as principais localidades ribeirinhas situadas nas bacias hidrográficas da região, principalmente nas bacias dos rios Caeté e Urumajó, além de localidades situadas na Baixada Maranhense.

UrbanoEditar

A cidade possui empresas que fazem a ligação entre o centro da cidade aos demais bairros: Expresso Nogueira, Trans Pinheiro, Trans Montenegro, Transportes São Paulo e Trans Ajuruteua entre outras.

RodoviárioEditar

O acesso principal a Bragança é feito pela rodovia federal BR-308 (Capanema-Viseu) e pela rodovia estadual PA-112, conhecida como Rodovia Transmontenegro, ligando a sede à BR-316. Outro acesso é a rodovia estadual PA-458, que liga a sede do município ao distrito litorâneo de Ajuruteua. Além das linhas interurbanas de ônibus, o Terminal Rodoviário de Bragança é atendido pela Viação Boa Esperança, possuindo viagens diárias para a capital Belém e para as cidades paraenses de Salinópolis e Viseu.

FerroviárioEditar

De 1908 a 1965, o município de Bragança foi a ponta terminal da Estrada de Ferro de Bragança, que realizava o escoamento de toda a produção agrícola do nordeste do estado em direção aos portos fluviais de Belém e de Bragança, além do transporte de passageiros entre o Centro da cidade e a capital. Bragança possuía um entroncamento ferroviário entre a Linha Tronco da ferrovia (Belém-Bragança) e o Ramal de Benjamin Constant, um curto ramal ferroviário que ligava a sede do município ao distrito homônimo.

Apesar de sua importância e de possuírem grandes demandas, os trens de passageiros e de cargas da EFB circularam pela última vez no município no dia 31 de dezembro de 1964, sendo desativados em seguida. Por meio de um decreto federal, os trilhos foram retirados da cidade em 1966. Atualmente, o antigo trajeto da histórica ferrovia faz parte da Rota Turística Belém-Bragança, por onde corta-se todo o nordeste do estado, do qual Bragança faz parte. [7]

Praças e avenidasEditar

Destacam‐se a a praça Fernando Guilhon, a praça das Bandeiras localizada no centro da cidade, a praça Antônio Pereira, a Estação Cultural Armando Bordallo, e a praça Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A principal avenida da sede do município é a Nazeazeno Ferreira, que começa no Trevo da cidade, no bairro homônimo, e termina no bairro do Perpétuo Socorro, passando pelos bairros do Alegre, Riozinho, Centro e Padre Luís, cortando a sede do município no sentido centro oeste-norte. Outra a avenida importante é a Santos Dumont, que começa na divisa dos bairros do Perpétuo Socorro e Padre Luís, e termina no bairro da Vila Sinhá, cortando a cidade no sentido leste-oeste e a Avenida Governador Mendonça Furtado a BR-308 que futuramente será terminada e será a principal ligação entre o Pará e Maranhão a Transoceânica.

Construções históricasEditar

 
Igreja Matriz e Obelisco Centenário
  • Catedral Nossa Senhora do Rosário
  • Palácio Episcopal da Catedral Nossa Senhora do Rosário
  • Igreja de São Benedito
  • Instituto de Santa Teresinha
  • Forte do Caeté
  • Palacete Augusto Corrêa
  • Mercado de Carne
  • Sociedade Beneficente Artística Bragantina
  • I Unidade Regional de Educação
  • Escola Mâncio Ribeiro
  • Casa da Cultura
  • Praça/Coreto Pavilhão Senador Antônio Lemos

Principais eventosEditar

  • Círio de Nazaré
  • Jogos da Semana da Pátria
  • Festividade de São Benedito
  • Quadra Junina
  • Festividade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
  • Festividade do Sagrado Coração de Jesus
  • Congresso de Missões
  • Marujada de São Benedito

Instituições de Ensino SuperiorEditar

Relevo e vegetaçãoEditar

O relevo da sede do município é bastante variado. Há exemplos tanto de áreas planas (como nos bairros da Vila Sinhá e Perpétuo Socorro) como de relevo bastante íngreme e acidentado, com moradias muito abaixo do nível da rua (como no bairro do Riozinho). A vegetação do município é bastante variada, com destaque para a amazônica, a de mangue e a de campos.

Campos naturaisEditar

Estão localizados a aproximadamente 30 minutos do centro da cidade, por via rodoviária, em estradas não pavimentadas, mas em perfeitas condições de trafegabilidade. Devido à proximidade do mar, é uma área constantemente ventilada. As palmeiras de buriti e babaçu são a vegetação mais frequente. Há a predominância de fazendas com criação de gado zebu, nelore e o búfalo, além de cavalos mestiços. Estão divididos em Campos de Baixo, Campos do Meio e Campos de Cima.

PraiasEditar

 
Praia de Ajuruteua
  • Praia do Grilo: Praia com águas calmas e mangues. É um dos melhores locais para a pesca. Abriga uma vila de pescadores
  • Praia do Boiçucanga: Praia de enseada com areia clara e fina e mangues. Abriga um farol e uma vila de pescadores. Não possui infraestrutura
  • Praia do Pilão: Praia com águas claras e areia branca e fina. Possui dunas. Seu acesso é feito por barco.
  • Praia Chavascal: Praia com águas claras e ondas fortes no verão. Seu acesso se faz por barco ou atravessando a pé o canal durante a maré baixa.
  • Praia da Vila: Praia com ondas fracas e estreita faixa de areia clara e fina com dunas. Seu acesso se faz a pé a partir de Ajuruteua, na maré baixa, ou de barco, na alta.

HidrografiaEditar

A hidrografia do município apresenta dois rios principais, são eles o rio Caeté (que margeia a cidade) e o rio Cereja (que corta a sede do município em duas partes). Além disso o município é intensamente recortado por igarapés. A vegetação é formada por manguezais, campos aluviais e campos bragantinos; mas a geografia do município é denominada em rios e igarapés. Neste cenário destaca-se o Rio Caeté que nasce no município de Nova Timboteua ao sul do território bragantino, desaguando no atlântico.

Rio CaetéEditar

O Rio Caeté apresenta trechos com poucos aprofundados. Seu trajeto pelo município de Bragança é aproximado de 60 km para onde navegam pequenas embarcações. O rio pela margem direita, recebe as águas dos rios: Jequi, Cajueiro e Curi e pala outra margem os afluentes dos pequenos igarapés.

Principais IlhasEditar

  • Ilha do Canela: santuário ecológico que possui o maior ninhal de guarás do mundo. A Ilha do Canela é uma opção alternativa, que está sendo descoberta pelos apreciadores de paisagens paradisíacas devido à grande quantidade de aves registrada na ilha. Habitada apenas por pescadores da própria região, a Ilha do Canela ainda não dispõe de infraestrutura turística. Entretanto, nem por essa característica tem deixado de atrair visitantes, em especial, fotógrafos, cinegrafistas, pesquisadores e adeptos do turismo de aventura, sobretudo, por ser um dos maiores ninhais de guarás (Eudocimus ruber) do mundo.

O acesso à Ilha pode ser realizado em viagem de barco, com duração de aproximadamente duas horas e meia, a partir do Porto do Castelo ou do Taperaçu-Porto.

  • Ilha de Boiuçucanga
  • Ilha de Mucum
  • Ilha de Caeté

ComunicaçõesEditar

A comunicação em Bragança começou com a Rádio Educadora, vinda do projeto "Sistema Educativo Radiofônico de Bragança" (SERB), emissora criada por Dom Eliseu Maria Coroli e Dom Miguel Maria Giambeli. Foi a primeira emissora do interior paraense e a segunda do Pará. Há também os jornais Tribuna do Caeté e Folha do Atlântico.

Referências

  1. Noite cultural marca os 100 anos do pavilhão Antônio Lemos, Bragança, PA, BR: Prefeitura, consultado em 13 de fevereiro de 2011 
  2. Prefeito e vereadores de Bragança tomam posse Portal G1 - acessado em 2 de janeiro de 2021
  3. IBGE (10 out 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez 2010 
  4. «Estimativas de população» (PDF). Estimativas de população. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2017. Consultado em 25 de setembro de 2017 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 21 de setembro de 2013 
  6. a b «PIBMunicipal2010-2014». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  7. «Bragança -- Estações Ferroviárias do Pará». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 3 de setembro de 2020 

Ligações externasEditar

Ver tambémEditar