Camilo de Oliveira

Camilo de Oliveira
Camilo de Oliveira em 2012
Nome completo Camilo Venâncio de Oliveira
Nascimento 23 de julho de 1924
Buarcos, Portugal
Nacionalidade português
Morte 2 de julho de 2016 (91 anos)
Lisboa, Portugal
Ocupação Ator, Encenador
Cônjuge Paula Marcelo (até 2016)
IMDb: (inglês)

Camilo Venâncio de Oliveira (Buarcos, Figueira da Foz, 23 de julho de 1924Lisboa, 2 de julho de 2016) foi um actor, encenador e argumentista português.

VidaEditar

 
O Teatro Caras Direitas em Buarcos, fundado em 1907

Nasceu filho dos actores Camilo Arjona de Oliveira ( —1981) e da sua primeira mulher, Ester Venâncio de Oliveira, nos camarins[1] do Teatro do Grupo Caras Direitas, localizado no centro da vila de Buarcos, na altura o único teatro existente no concelho da Figueira da Foz. Era irmão do autor teatral César de Oliveira.

O ator morreu a 2 de julho de 2016, aos 91 anos de idade, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, onde estava internado na unidade de cuidados paliativos devido a cancros na próstata e nos intestinos.[2]

CarreiraEditar

Camilo estreou-se na companhia itinerante da família com apenas nove anos. Muda-se da Figueira da Foz para Lisboa. A primeira revista em que participou foi Lisboa é Coisa Boa em 1951.

Obtém grande êxito em "Abaixo as Saias" (1958) e "Ó Pá, Não Fiques Calado" (1963). Na RTP participou em "O Senhor Que Se Segue", em conjunto com Artur Agostinho e Carmen Mendes. Em 3 de Abril de 1965 recebe, em conjunto com Florbela Queirós, o Prémio Imprensa 1964 para os Melhores Atores de teatro de revista.[3]

Em 1969 é o protagonista do filme "O Ladrão de Quem se Fala" de Henrique Campos onde desempenha dois papéis.

No teatro continuam os sucessos como "Alto Lá Com Elas" (1970), "As Coisas Que Um Padre Faz (1976)" e "Aldeia da Roupa Suja" (1978). Participa na série "O Espelho dos Acácios" da RTP.

Em 1981 protagoniza com Ivone Silva o programa Sabadabadu[4] que foi um grande sucesso e onde apareceram personagens como os Agostinhos e o Padre Pimentinha. Em 1982 grava um single com os temas "Sapateado" , "Soutien" e "Publicidade", todos da autoria de Fernando Guerra e Varela Silva.

Em Abril de 1983 aparece na RTP com o programa "Allegro". Ainda em 1983 é sucesso no teatro com "Há Mas São Verdes". Conhece Paula Marcelo com quem viria a casar.

Em finais de 1989 protagoniza a peça "Ai Cavaquinho" no Teatro ABC. Em agosto de 1990 o ABC sofreu um grande incendio e a companhia teve de mudar-se para o Teatro Capitólio[5]. Em 1992 destaca-se em "Isto É Que Vai Uma Crise".

A SIC contrata-o para a série "Camilo & Filho, Lda" que foi uma grande sucesso em 1995. No teatro apresenta "Camilo & Filhas" (1996). Em 1997 reaparece na SIC com a série "As Aventuras do Camilo". Nos anos seguintes é a vez de "Camilo na Prisão e "A Loja do Camilo".

Em 2002 transita para a RTP onde é o protagonista da série "Camilo, o Pendura".

Em 2005 regressa à SIC onde voltam os êxitos "Camilo em Sarilhos" (2005/2006). Em 2008 apresenta-se ao vivo com a peça "O Meu Rapaz é Rapariga". A SIC realizou em Setembro de 2008 uma Gala de homenagem a Camilo[6]

Em 2009 lança, através da editora Esfera dos Livros, o livro "As regras da minha vida: Camilo de Oliveira, o actor do povo".

Após o fim das gravações de "Camilo, o Presidente" (2009/2010) decidiu reformar-se passando a conceder poucas entrevistas a órgãos de comunicação.

Vida pessoalEditar

Era filho de Camilo Arjona de Oliveira e de Ester Venâncio e estreou-se na companhia itinerante da avó paterna Júlia Arjona (filha de Camilo Ximenes Arjona, ator espanhol itinerante, e de Olinda Ribeiro, natural de Marco de Canaveses). Era irmão de César de Oliveira, autor de teatro de revista.

Foi casado com a enfermeira Maria Luísa Reis Oliveira[7], de quem nunca se divorciou. Depois viveu com Io Apolloni, atriz italiana, radicada em Portugal, desde 1965, de que houve um filho, Camilo Humberto Appolloni de Oliveira, nascido em 1969. Foi também pai de Camilo Luís Bettencourt de Oliveira, nascido em 1981, do seu relacionamento com Maria Luísa Bettencourt.

À data da sua morte, vivia há mais de trinta anos anos com a atriz Paula Marcelo.

TelevisãoEditar

TeatroEditar

Em relação ao teatro, Camilo de Oliveira fez 47 revistas à portuguesa e outros papéis.

CinemaEditar

  • Ao Que Nós Chegámos... - 1995
  • O Ladrão de Quem Se Fala - 1969

Ver tambémEditar

Referências

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