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Cassiterita com muscovita

Cassiterita (pt-BR) ou cassiterite (pt) é um dióxido natural e principal minério de estanho (SnO2), de cor cinza, preta, vermelha, marrom, branca e amarela, ocorrendo na forma de cristais tetragonais. O nome provém do grego kassíteros (estanho) pelo latim cassitĕru- e francês cassitérite.[1][2] Ocorre junto do quartzo, tealita, estanita, topázio, fluorita, volframita, turmalina, scheelita, lepidolita, zinualdita, arsenopirita, bismuto, molibdenita, feldspato, cilindrita e muscovita em filões de alta temperatura, granitos, granitos de albita, pegmatitos, greisens, elúvios, colúvios, alúvios, pláceres e cascalho e raramente em depósitos de metamorfismo de contato. Pode resultar às vezes da meteorização da estanita e tealita e aparece em pseudomorfose de hematita e ortoclásio.[3]

A cassiterita tem peso específico entre 6,98 g/cm3 e 7,01 g/cm3 e dureza entre 6 e 7 na escala de Mohs. Não é solúvel em água, HCI e higroscopia, não é radioativo ou magnético, não tem sabor nem deliquescência. Sua clivagem ocorre em duas direções, uma imperfeita e outra indistinta, e sua fratura é irregular e subconchoidal. Sua classe cristalográfica é a bipiramidal ditetragonal e sua partição fica em {111} ou {011}. Aparece granular ou maciço e em crostas fibrosas radiais botroidais e massas concrecionárias e pode formar agregados ou massas informes e seixos rolados. Os cristais são prismáticos curtos a longos e terminados em formas piramidais. Comumente com geminações cíclicas {011}, faz geminados configurados em cotovelo como o rutilo. Sua birrefringência está entre 0,090-0,103 e é tida como extrema. Seu lustre é adamantino, metálico ou gorduroso e seu traço é branco, marrom claro e cinza pálido. Sua diafaneidade é opaca ou transparente.[3]

Dentre os produtores de estranho de cassiterita no mundo estão os Estados Unidos da América, Bolívia, Brasil (sobretudo Rondônia e Amazonas),[4] Portugal (sobretudo Neves Corvo e Panasqueira[5]),[1] Indonésia, Malásia, Tailândia e Rússia. No passado, expressiva produção provinha das minhas da Cornualha, na Inglaterra.[6]

Referências

BibliografiaEditar

  • Gama, Carlos Dinis da; Navarro, Vidal (2005). «Engenharia Ambiental Subterrânea e Aplicações». Rio de Janeiro: CYTED-CETEM 
  • Klein, Cornelis; Dutrow, Barbara (2012). Manual de Ciência dos Minerais. Traduzido por Menegat, Rualdo. Porto Alegre: Bookman 
 
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