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IgrejaCatólicaEmblem of the Papacy SE.svg
Flag of Slovenia.png
Eslovênia
Vista da Catedral de Liubliana
Ano 2006
Católicos 1.195.000
População 2.000.000
Presidente da Conferência dos Bispos Católicos Stanislav Zore, O.F.M.
Núncio apostólico Juliusz Janusz
Códice SI

A Igreja Católica na EslovêniaPB ou EslovéniaPE faz parte da Igreja Católica Romana, sob a liderança espiritual do Papa em Roma e da Cúria Romana.

Existem cerca de 1.195.000 católicos no país (cerca de 56% da população total conforme o Censo de 2011). O país está dividido em seis dioceses, incluindo duas arquidioceses. A Arquidiocese de Maribor foi elevada a tal nível pelo Papa Bento XVI em 2006. Além disso, o papa criou três novas dioceses: Novo Mesto, Celje e Murska Sobota.

O arcebispo Juliusz Janusz é o núncio apostólico para Eslovênia, arcebispo titular de Caprulae[1] e delegado apostólico para Kosovo.

Índice

HistóriaEditar

A Eslovênia durante séculos foi uma terra de tradição religiosa católica, mas apenas na segunda metade do século XX adquiriu identidade própria, distinta de regiões vizinhas. A diocese mais antiga, a de Koper, remonta ao século VI e já foi conjugada à Diocese de Trieste. Já a Diocese de Lavant, que mais tarde recebeu o nome de Diocese de Maribor, foi fundada no século XIII, era sufragânea da Arquidiocese de Salzburgo e, em 1924, da Arquidiocese de Zagreb. A sé de Liubliana foi erigida no século XV. Somente em 1968 foi elevada à arquidiocese, e teve Maribor como sufragânea. Em 1977, a autonomia da diocese de Koper foi restaurada e esta se tornou sufragânea de Liubliana.

Um importante contributo para a identidade da Igreja Católica Eslovena ocorreu em 1991 com a Declaração de Independência do País por meio da Guerra dos Dez Dias. Em 1992, as relações diplomáticas entre o novo estado e a Santa Sé foram oficializadas e, em janeiro de 1993, foi estabelecida a conferência episcopal nacional. Em 2006, o Papa Bento XVI elevou à categoria de arquidiocese metropolitana também a diocese de Maribor e erigiu novas dioceses em Novo Mesto, Celje e Murska Sobota.

Em 2010 um número incomum de pedidos de empréstimos da Arquidiocese de Maribor levou a Santa Sé a enviar um visitador apostólico à Eslovênia, que trouxe à tona uma gestão financeira ineficiente que vinha desde pelo menos o ano de 2003. Em 2007 a questão se tornou objeto de investigações jornalísticas. De acordo com os inspetores ministeriais, a extensão da dívida feita pela Igreja Católica eslovena resultou no maior colapso financeiro da história do país[2] As consequências não demoraram muito a aparecer: em 2011 o arcebispo Franc Kramberger foi forçado a renunciar e, pela mesma razão, em 2013 foram induzidos a renunciar os seu sucessores, Marjan Turnšek, e o arcebispo de Liubliana Anton Stres, primaz da Eslovênia e Presidente da Conferência Episcopal do país, que tinha sido há muito tempo bispo auxiliar de Maribor[3]

Organização territorialEditar

A Eslovênia é dividida em duas províncias eclesiásticas, cada uma é constituída por uma arquidiocese e duas dioceses sufragâneas.

Conferência episcopalEditar

A Conferência Episcopal Eslovena (em esloveno: Slovenska Škofovska Konferenca ) foi criada em 19 de fevereiro de 1993, quando o Papa João Paulo II aprovou seus estatutos. Seu atual presidente é o atual arcebispo de Liubliana, Dom Stanislav Zore, O.F.M., desde 13 de março de 2017.

Nunciatura apostólicaEditar

A Eslovênia e a Santa Sé mantêm relações diplomáticas desde 8 de fevereiro de 1992. O atual núncio para o país é Juliusz Janusz.

Referências

  1. «Archbishop Juliusz Janusz» 
  2. Alberto Bobbio (31 de julho de 2013). «Slovenia, il Papa interviene». Famiglia Cristiana. Consultado em 27 de maio de 2015 
  3. Giorgio Bernardelli (31 de julho de 2013). «Trasparenza finanziaria: ora tocca ai vescovi». Vatican Insider. Consultado em 27 de maio de 2015 

Ligações externasEditar