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Igreja Católica na Guiné-Bissau

(Redirecionado de Catolicismo na Guiné-Bissau)
IgrejaCatólicaEmblem of the Papacy SE.svg
Flag of Guinea-Bissau.svg
Guiné-Bissau
Catedral de Nossa Senhora da Candelária, em Bissau
Ano 2010[1]
Cristãos 300.000 (19,7%)[1]
Católicos 270.000 (17,6%)[1]
População 1.520.000[1]
Paróquia 35[2]
Presbíteros 98[2]
Diáconos permanentes 2[2]
Religiosos 92[2]
Religiosas 146[2]
Presidente da Conferência dos Bispos Católicos José Câmnate na Bissign[3]
Núncio apostólico Michael Wallace Banach[4]
Códice GW

A Igreja Católica na Guiné-Bissau é parte da Igreja Católica universal, em comunhão com a liderança espiritual do Papa, em Roma, e da Santa Sé.

Índice

HistóriaEditar

A evangelização do território da atual Guiné-Bissau foi obra dos franciscanos, que chegaram ao território em 1660.[5] Durante muito tempo esses territórios foram sujeitos à Diocese de Santiago de Cabo Verde até 1940, ano em que passaram a formar a missão sui iuris da Guiné Portuguesa, que hoje em dia forma a Diocese de Bissau.

AtualmenteEditar

No geral, as relações entre as comunidades religiosas da Guiné-Bissau são positivas, porém, a instabilidade política do país desde o golpe de Estado de 2012 vem comprometendo isso. O islamismo extremista vem crescendo na África Ocidental, ameaçando a paz em grande parte da região. Os ímãs extremistas estrangeiros estão alegadamente ativos nas mesquitas do país. Em 10 de novembro de 2014, os bispos da Guiné-Bissau, juntamente com os do Senegal, Mauritânia e Cabo Verde, foram a Roma para a sua visita ad limina. O Papa Francisco declarou: "Hoje em dia, a fé é ameaçada de muitas formas, seja através de propostas religiosas que são mais fáceis e mais atraentes no plano moral e que estão a surgir de todos os lados, seja pelo fenômeno da secularização, que também diz respeito às sociedades africanas". O Papa também recomendou que as paróquias disponibilizem aos fiéis "uma formação doutrinal e espiritual forte". Ele também apelou a eles que "impeçam que a fé se torne marginalizada em relação à vida pública".[6]

Hoje em dia os franciscanos se concentram em cuidar de serviços de saúde à população. Em 2011 estava presente em oito locais com 38 religiosos – cinco portugueses, 21 guineenses e 12 italianos – a que se juntam as Franciscanas Missionárias do Imaculado Coração de Maria.[5] Atualmente mais de 40 missionários brasileiros atuam na Guiné-Bissau.[7]

Em 2016, os bispos convidaram os políticos a criarem condições políticas para o diálogo: "A classe política nacional deve assumir, com firmeza, o compromisso político de servir com dignidade e sentido de missão de cidadania, o povo guineense", disse uma carta redigida pelos bispos.[8]

Organização territorialEditar

 
Mapa das dioceses da Guiné-Bissau.

O catolicismo está presente no território, com duas dioceses imediatamente sujeitas à Santa Sé:[2]

Dioceses da Guiné-Bissau[2]
Diocese Ano de ereção Catedral Foto Ref.
Diocese de Bafatá 2001 Catedral de Nossa Senhora da Graça   [9]
Diocese de Bissau 1977 Catedral de Nossa Senhora da Candelária   [10]

Conferência EpiscopalEditar

A Guiné-Bissau não tem uma conferência episcopal própria, mas seu episcopado é parte da Conferência dos Bispos do Senegal, da Mauritânia, de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, que foi criada em 1970.[3]

Nunciatura ApostólicaEditar

A Delegação Apostólica da Guiné-Bissau foi criada em 1975, e elevada a nunciatura apostólica em 29 de maio de 1987.[4]

Visitas PapaisEditar

O país foi visitado pelo Papa São João Paulo II em 1990, juntamente com outros países: Cabo Verde e Mali, Burquina Fasso e Chade.[11]

Aos oprimidos pela pobreza e pela doença, desejo nesta hora deixar uma palavra de conforto: que se sintam amados e estimados pela Igreja e pelo Papa, assim como os ama e estima o próprio Jesus Cristo, Filho de Deus. [...]. Senhor Presidente e queridos Guineenses, para concluir, quero dizer; gostei da Guiné-Bissau e da sua gente. Levo comigo uma lembrança grata. Exorto a todos a viverem como bons cidadãos em harmonia operosa. Ao deixar este País reitero os votos de que o meu serviço apostólico possa contribuir para o maior bem da sociedade nacional; e de que se continue a construir aqui uma comunidade onde reinem a solidariedade, a paz, a justiça e o amor. E peço a Deus que, fiéis à sua identidade, cada vez mais todos os Guineenses sejam felizes, nos caminhos do progresso e da prosperidade. Muito obrigado a todos! E que Deus onipotente abençoe a Guiné-Bissau e o querido Povo guineense!
 
Discurso de São João Paulo II no encerramento de sua visita pastoral à Guiné-Bissau[12].

Referências

  1. a b c d «Religions in Guinea Bissau». Pew Forum. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  2. a b c d e f g «Guinea-Bissau - Current Dioceses». Catholic-Hierarchy. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  3. a b «Conférence des Evêques du Sénégal, de la Mauritanie, du Cap-Vert et de Guinée-Bissau». GCatholic. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  4. a b «Apostolic Nunciature - Guinea Bissau». GCatholic. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  5. a b «Guiné-Bissau: Igreja Católica ao serviço da saúde, do ensino e da vida». Agência Ecclesia. 9 de agosto de 2011. Consultado em 8 de agosto de 2019 
  6. «Guiné-Bissau». Fundação ACN. Consultado em 8 de agosto de 2019 
  7. «Brasileiros em missão na Guiné-Bissau fortalecem a solidariedade entre igrejas». CNBB. 3 de julho de 2017. Consultado em 8 de agosto de 2019 
  8. Lassana Cassamá (1 de junho de 2016). «Guiné-Bissau: Bispos católicos apelam ao diálogo». Voa Português. Consultado em 8 de agosto de 2019 
  9. «Diocese of Bafatá». GCatholic. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  10. «Diocese of Bissau». GCatholic. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  11. «Special Celebrations in a.d. 1990». GCatholic. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  12. São João Paulo II (28 de janeiro de 1990). «DISCURSO DO SANTO PADRE DURANTE A CERIMÓNIA DE DESPEDIDA DA GUINÉ-BISSAU». Vaticano.va. Consultado em 7 de agosto de 2019 

Ver tambémEditar