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Este artigo está a ser traduzido de «Siege of Cannanore (1507)» na Wikipédia em inglês (desde setembro de 2015). Ajude e colabore com a tradução.

O cerco de Cananor (1507) durou quatro meses, entre abril e agosto de 1507, quando as tropas locais (o Kōlattiri, Raja de Cananor), ajudado pelo Samorim de Calecute e Árabes, sitiaram a guarnição portuguesa no Forte de Santo Ângelo de Cananor, no atual Estado indiano de Querala. Seguiu-se à Batalha de Cananor (1506), quando o Samorim havia sido derrotado pelos portugueses.[1]

AntecedentesEditar

No início de 1501, após abertas as hostilidades entre o enviado português Pedro Alvares Cabral e o Samorim de Calecute, o Kōlattiri Raja de Cananor convidou os portugueses para comercializar no mercado de especiairias de Cananor. Tratados foram assinados, uma pequena feitoria foi instalada em 1502, defendida por uma pequena paliçada. Em 1505, D. Francisco de Almeida, o primeiro vice-rei indicado pelos portugueses para o recém-criado Estado da Índia, assegurando permissão para erigir em pedra o forte de Santo Ângelo em Cananor. A guarnição da fortaleza foi composta por cerca de 150 homens, sob comando de D. Lourenço de Brito[2]

O velho Kolathiri Raja que tinha prosseguido energicamente a aliança Português morreu em algum momento de 1506. Como a sucessão foi contestado, o Samorim, como suserano formal da costa Kerala, nomeado um árbitro para classificar através dos candidatos. O novo Kolathiri Raja de Cannanore foi consequentemente dívida com o Zamorin e menos inclinados aos Português.[3]

As hostilidades foram em grande parte devido aos Português afundando um navio indiano e matando a tripulação costurando-os em velas e jogá-los no mar, com o fundamento de que eles não estavam carregando um dos Cartaz, os passes o Português foram obrigando todos navios da região.[4] Esses passes teve de ser assinado pelo comandante do Cochin ou Cannanore.[5] A população do estado adjacente de Kōlattunād estava muito irritado por este evento, e pediu seu governante, o Kōlattiri, para atacar o Português.[5]

O cercoEditar

O cerco teve início a 27 de Abril de 1507, e duraria quatro meses.[5]

O Kōlathiri dispunha de 40,000 Nāyars atacando a posição.[5] O Samorim havia fornecido 21 peças de artilharia e 20,000 auxiliares ao soberano de Cananor.[5][6]

O poder de fogo da guarnição sob o comando de Lourenço de Brito permitiu que repelisse ataques massivos envolvendo milhares de homens.[5] O cerco logo entrou num impasse, com as trincheiras malabares protegidas do fogo da artilharia portuguesa por paredes de fardos de algodão, e os portugueses a ser forçados à fome.[5] O relatório detalhado de Fernão Lopes de Castanheda indica que foram surpreendidos - e salvos - por uma onda de lagostas que deu à costa a 15 de Agosto.[7] Um grande ataque antes do festival de Onam quase superou os defensores, mas acabou por ser repelido. No entanto, uma grande parte da guarnição ficou ferida durante a ação.[5]

A guarnição portuguesa esteve prestes a ser dominada, quando a 27 de Agosto apareceu uma esquadra de 11 navios sob o comando de Tristão da Cunha, a 8.ª Armada, proveniente de Socotorá. A esquadra desembarcou 300 soldados portugueses, forçando o levantamento do sítio e, assim, aliviando a fortaleza.[5][6]

A paz foi negociada entre os portugueses e o Kōlattiri Raja, confirmando a presença contínua dos portugueses em Cananor e o retomar do seu acesso aos mercados de especiarias.[5] Estes eventos seriam seguidos pela derrota dos portugueses na Batalha de Chaul em 1508.

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  1. Malabar manual by William Logan p.314
  2. Barros, Decadas da Asia, v.2, p.344-45.
  3. Malabar manual William Logan p.314
  4. Logan (p.314) identifies the offending captain as "Gonçalo Vaz" and suggests he was acting on his own.
  5. a b c d e f g h i j Malabar manual William Logan p.314ff
  6. a b Foundations of the Portuguese empire, 1415-1580 by Bailey Wallys Diffie p.233
  7. Castanheda, Fernão Lopes de, "História do descobrimento e conquista da Índia pelos portugueses", p.158 (Full text in Portuguese).