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Companhia das Letras

Editora de livros brasileira

HistóricoEditar

Fundada por Luiz Schwarcz, que vinha da experiência de trabalho na Editora Brasiliense, e sua esposa Lilia Moritz Schwarcz, teve como um dos quatro primeiros livros publicados Rumo à Estação Finlândia, de Edmund Wilson, sucesso de vendas que impulsionou a editora, e nos primeiros 12 meses de existência, lançou 48 títulos. Três anos depois se associou ao empreendimento o economista e escritor Fernando Moreira Salles.[3]

Em 24 anos, a editora publicou quase três mil títulos, de 1.300 autores, incluindo os lançamentos dos outros selos da editora. Em 2009, foram mais de 230 títulos publicados, e no total a editora tem 3.239 títulos, sendo 2.800 em catálogo.[4] A tiragem média é de 10.500 exemplares, e o livro mais vendido foi As Barbas do Imperador, com 3,950 milhões exemplares.[1]

As duas principais linhas editoriais da Companhia das Letras são, desde o início, literatura e ciências humanas, que se ramificam em: ficção brasileira, ficção estrangeira, poesia, policiais, crítica literária, ensaios de história, ciência política, antropologia, filosofia, psicanálise, além de séries de fotografia, gastronomia, divulgação científica, biografias, memórias, relatos de viagem e projetos especiais.[1]

Possui ao todo sete selos: Companhia das Letras, Cia. das Letras, Companhia das Letrinhas, Companhia de Bolso, Quadrinhos na Cia., Penguin-Companhia, Editora Claro Enigma. Criado em 1992, o selo Companhia das Letrinhas tem como proposta editar livros voltados ao público infanto-juvenil.[5]

O selo Cia. das Letras, que surgiu em 1994, desenvolve duas linhas básicas: de um lado, publica livros de ficção e não ficção voltados para pré-adolescentes e adolescentes; de outro, obras de interesse para diferentes faixas etárias, como O mundo de Sofia, O menino do pijama listrado e a coleção Desventuras em Série.[1]

Em 2006 foi criado o selo Companhia de Bolso, que relança em edição econômica os grandes sucessos da Companhia das Letras. Em 2009, foram criados mais três selos: Quadrinhos na Cia., Editora Claro Enigma e Penguin Companhia. Quadrinhos na Cia. traz uma linha dedicada aos quadrinhos. A editora Claro Enigma é ligada à educação, com material paradidático.[1]

Em 2010, o selo Penguin Companhia passa a editar, em português, obras do catálogo da Penguin Classics, com o formato internacionalmente reconhecido da coleção, e uma série de clássicos em língua portuguesa, além de novos projetos idealizados especialmente para a coleção. Em 5 de dezembro de 2011 a editora britânica Penguin Books comprou 45% da Companhia das Letras, sendo criado uma holding das famílias Moreira Salles e Schwarcz para administrar os 55% de participação da editora.[6] Em outubro de 2018, a Penguin passou a ter 70% da editora, e a família Schwarcz ficou com 30%; a família Moreira Salles deixou o negócio.[7]

Em 2015, comprou a Editora Objetiva, que antes era uma propriedade do Grupo Santillana/PRISA.[8]

Em 2 de outubro de 2019, comprou a Zahar, do Rio de Janeiro.[9]

EnqueteEditar

Em 23 de julho de 2012, o jornal Valor Econômico, que promovera uma enquete com um grupo de críticos e professores para identificar qual é a melhor editora do Brasil, apresentou como resultado a Companhia das Letras em primeiro lugar (81%), e a Cosac Naify em segundo (76%).[4] Em 3º lugar ficaram a Editora 34, a Martins Fontes e a Record; em 4º a Editora UFMG e a Nota do Tempo; em 5º Ateliê Editorial, Editora Hedra, Editora Iluminuras, Editora da Unicamp;[10] em 6º lugar Contraponto Editora, Difel, Edusp, Editora Escrituras, Editora Perspectiva, UnB, Editora Vozes, WMF Martins Fontes, Zahar Editores.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e Companhia das Letras
  2. FERRARI, Mário, 2010
  3. Marcos Augusto Gonçalves e Sylvia Colombo (ed.). «O império da Companhia das Letras». Folha de São Paulo. Consultado em 24 de setembro de 2019 
  4. a b FERRARI, Márcio, 2010
  5. «25 anos da Companhia das Letrinhas: a história por trás das histórias». Blog da Companhia. Consultado em 24 de setembro de 2019 
  6. Editora britânica Penguin compra 35% da Companhia das Letras Portal Folha - acessado em 5 de dezembro de 2011
  7. «Grupo Penguin assume controle da Companhia das Letras». O Globo. Consultado em 24 de setembro de 2019 
  8. Raquel Cozer (ed.). «Editora Objetiva passa a fazer parte da Companhia das Letras». Folha de São Paulo. Consultado em 24 de setembro de 2019 
  9. Lauro Jardim (ed.). «Companhia das Letras compra a Zahar». ) Globo. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  10. ALVES FILHO, Manuel, 2010, p. 10

Referências bibliográficasEditar

  • FERRARI, Márcio. Valor Econômico. São Paulo, 23 de julho de 2010. In: Clipping
  • ALVES FILHO, Manuel. Editora da Unicamp é relacionada entre as melhores do país. Jornal da Unicamp, 2 a 8 de agosto de 2010, p. 10
  • ILUSTRADA 50 ANOS: 2006 - O império da Companhia das Letras. In: Folha Online, 12/12/2008

Ligações externasEditar