Convento da Ilha Verde

O Convento da Ilha Verde, também conhecido como Mosteiro da Ilha Verde (em chinês: 青洲修道院) e Casa de Retiros da Ilha Verde (青洲避靜院), é um edifício religioso de estilo arquitetónico colonial português, situado na Ilha Verde, uma parte constituinte da Península de Macau, pertencente à Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China.[1] A colina da Ilha Verde está incluída na lista dos sítios classificados pelo governo de Macau.[2]

Convento da Ilha Verde
青洲修道院
青洲避靜院
Nomes alternativos Mosteiro da Ilha Verde
Casa de Retiros da Ilha Verde
Estilo dominante colonial português
Início da construção 1828
Função inicial convento ou mosteiro
Geografia
País China
Localidade Ilha Verde
Região administrativa especial Macau

HistóriaEditar

Em 1606, no trigésimo quarto ano do reinado do Imperador Wanli durante o período da dinastia Ming, os jesuítas portugueses construíram várias casas e uma capela na Ilha Verde. Em 1621, no primeiro ano do reinado do Imperador Tianqi, o governador-geral das províncias chinesas de Cantão e Quancim, Chen Bangzhan, e o governador provincial de Cantão, Wang Zunde, enviaram vários secretários dos Assuntos Administrativos, incluindo Feng Conglong, para demolir todas as edificações construídas pelos portugueses na Ilha Verde.[3]

Algumas fontes especulam que o edifício de estilo arquitetónico colonial português, tenha sido construído em 1828,[4] enquanto que outras afirmam que ele possa ter sido construído pelos jesuítas. Alguns documentos datados da década de 1950 relatam que o edifício pertencia ao Seminário de São José, que o arrendava ao governo de Macau no período colonial.[5]

De acordo com fontes governamentais datadas de 2010, o lote que abrange o mosteiro e parte da colina da Ilha Verde foi vendido a uma entidade privada há décadas atrás.[4] No Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona da Ilha Verde (青洲都市化整治計劃) de 2011, estava também previsto a preservação da colina e o restauro do edifício.[6][7]

EventosEditar

Em 2002, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais organizou no edifício quatro espetáculos do Festival Fringe da Cidade de Macau.[8]

Referências

  1. Silva, Andreia Sofia (24 de janeiro de 2017). «Ilha Verde: Governo garante protecção de convento jesuíta». Hoje Macau 
  2. «SM007-Colina da Ilha Verde». Rede do Património Cultural de Macau. Instituto Cultural. Consultado em 10 de maio de 2017 
  3. Qichen, Huang (junho de 2000). «O Exercício da Soberania e da Administração por Parte do Governo Chinês em Macau entre o Século XVI e os meados do Século XIX» (PDF). Macau: Direção dos Serviços de Administração e Função Pública. Administração: Revista de Administração Pública de Macau. 13 (48): 657-675 
  4. a b Chan, Kahon (31 de agosto de 2010). «Prediozinhos de 90 metros». Hoje Macau. Cópia arquivada em 2 de maio de 2013 
  5. Pinheiro, Gonçalo Lobo (23 de fevereiro de 2011). «O incógnito convento da Ilha dos Diabos». Hoje Macau. Cópia arquivada em 2 de maio de 2013 
  6. Barbosa, Paulo (21 de fevereiro de 2011). «DSSOPT quer reformular Ilha Verde». Macau. Jornal Tribuna de Macau (3684) 
  7. «Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona da Ilha Verde». Direção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Consultado em 10 de maio de 2017 
  8. «Promoção». Festival Fringe da Cidade de Macau. Instituto Cultural e Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais. Consultado em 10 de maio de 2017 
 
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