Cruzador Imperial Marinheiro

Cruzador Imperial Marinheiro
(foto) Marc Ferrez.

O Cruzador Imperial Marinheiro foi um cruzador da Armada Imperial Brasileira, o segundo a ostentar esse nome, uma homenagem aos marinheiros nacionais.

HistóriaEditar

Esta embarcação foi construída no estaleiro da ponta da Areia, em Niterói, na então Província do Rio de Janeiro, com projeto do Capitão-Tenente (EN) João Candido Brasil. A sua quilha foi batida em 11 de agosto de 1882, tendo sido lançado ao mar a 20 de junho de 1883 e submetido a Mostra de Armamento e incorporado à Esquadra em 26 de novembro de 1884. Foi seu primeiro comandante o Capitão-Tenente José Bitor de Lamare.

NaufrágioEditar

O cruzador partiu do Rio de Janeiro a 5 de setembro de 1887, sob o comando do Capitão-Tenente João Carlos da Fonseca Pereira Pinto, em comissão da Repartição Hidrográfica, a fim de sondar o banco Marajó, em Abrolhos.

Na madrugada do dia 7 de setembro, cerca de 1:30 horas, naufragou a duas milhas da desembocadura do rio Doce, próximo à Vila de Regência, na então Província do Espírito Santo. Houve tempo para o lançamento ao mar um escaler com doze tripulantes, para ir a terra em busca de socorro, mas este também se destroçou, perecendo um de seus marinheiros. Os sobreviventes chegaram a nado a terra, onde pediram socorro. Alertado, o Patrão-Mor da barra do Rio Doce, José da Rocha de Oliveira Pinto. Este seguiu imediatamente para o local do naufrágio com gente e material de salvatagem, mas nada se conseguiu fazer em virtude da escuridão.

Com a alvorada os destroços do vaso de guerra já davam à praia, com vários sobreviventes, mas rondados por tubarões. Durante cinco horas lutou-se contra o mar bravio, trazendo-se os sobreviventes restantes através de um cabo passado pelo remador Bernardo José dos Santos, entre a praia e o casco soçobrado no banco de areia. Graças ao heroísmo de Bernardo José dos Santos e de outros, foram salvos um total de cento e vinte e oito homens, entre os quais vários oficiais que chegaram ao Almirantado, como Índio do Brasil, Francisco de Matos, Calheiros da Graça e outros.

Pereceram no naufrágio quatorze homens, entre os quais o 2º Tenente Trifino de Oliveira e o Guarda-Marinha Francisco de Paula Melo Alves.

CaracterísticasEditar

  • Deslocamento: 726 toneladas
  • Dimensões: 62,12 metros de comprimento, 50,63 metros de comprimento entre pp., 8,24 metros de boca, 4,27 metros de pontal e 3,40 metros de calado
  • Blindagem: nenhuma (casco construído em madeira)
  • Propulsão: mista; a vela armado em Galera (com três mastros) e máquina a vapor de tríplice expansão de 750 hp
  • Velocidade: 11 nós
  • Armamento: 7 canhões de calibre 32 e 4 metralhadoras.

BibliografiaEditar

  • ANDRÉA, Júlio. A Marinha Brasileira: florões de glórias e de epopéias memoráveis. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1955.
  • MENDONÇA, Mário F. e VASCONCELOS, Alberto. Repositório de nomes dos navios da Esquadra Brasileira (3ª ed.). Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1959. p. 129-130.
  • VEROLME (Estaleiro). A Marinha por Marc Ferrez: 1880-1910. Rio de Janeiro: Editora Index, 1986.
  • RIO BRANCO, Barão do. Efemérides Brasileiras. Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores/Imprensa Nacional, 1946.
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