Dinastia Duvalier

Dinastia Duvalier (em francês: Dynastie des Duvalier) foi uma ditadura autoritária no Haiti, que durou quase vinte e nove anos, de 1957 até 1986, abrangendo duas gerações de uma mesma família.[1][2][3][4]

HistóricoEditar

As eleições diretas, as primeiras da história do Haiti, foram realizadas em outubro de 1950 e Paul Magloire, um coronel negro da elite do exército, foi eleito. O furacão Hazel atingiu a ilha em 1954, que devastou a infra-estrutura e a economia do país. O fundo de ajuda do furacão foi inadequadamente distribuído e desperdiçado, e Magloire prendeu adversários e fechou jornais. Após se recusar a renunciar depois que seu mandato terminou, uma greve geral parou a economia de Port-au-Prince e Magloire fugiu, deixando o governo em um estado de caos. Quando as eleições foram finalmente organizadas, François Duvalier, um médico rural, foi eleito, em uma plataforma de ativismo em nome dos pobres do Haiti.[5]

Ascensão dos DuvalierEditar

Duvalier produziu uma Constituição para solidificar o poder e substituiu a legislatura bicameral com uma unicameral. Em 1964, Duvalier declarou-se presidente vitalício e alterou a cor da bandeira e as armas nacionais de vermelho e azul para vermelho e preto. Ele demitiu o chefe das forças armadas e estabeleceu uma Guarda Presidencial para manter seu poder. Também estabeleceu os Volontaires de la Sécurité Nationale (Voluntários de Segurança Nacional), comumente referido como Tonton Macoute, nomeado devido ao bicho-papão na mitologia haitiana. O Tonton Macoute se tornaria a polícia secreta haitiana e teve ampla influência em todo o campo rural do Haiti. Duvalier usou sua influência recém-adquirida entre os militares para estabelecer sua própria elite. A corrupção era endêmica e ele roubava dinheiro de agências governamentais para recompensar oficiais leais. Duvalier, também explorava as crenças populares vodou, criando um culto da personalidade em torno a si mesmo, dizendo ser um houngan (um feiticeiro). Devido ao seu governo repressivo e autoritário, presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy revogou ajuda e recordou as missões do Corpo de Fuzileiros em 1962. No entanto, após o assassinato de Kennedy, as relações com Duvalier abrandariam, em parte devido à localização estratégica haitiana perto de Cuba.[6]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Collier, Michael W. (2005). «Political Corruption in the Caribbean Basin: Constructing a Theory to Combat Corruption». p. 86. ISBN 0415973287 
  2. Press, ed. (1988). «Inter-American Yearbook on Human Rights, 1988». p. 578. ISBN 0792312643 
  3. Press, ed. (1988). «Caribbean Affairs, Volume 1». Trinidad Express Newspapers. p. 55 
  4. Tullock, Gordon (1987). «Autocracy». p. 17. ISBN 9024733987 
  5. POLITICS AND THE MILITARY, 1934-57 - Haiti: A Country Study.
  6. The Duvalier Dynasty, 1957-1986 - Latin American Studies