Dinorá de Carvalho

Dinorá de Carvalho (Uberaba, 1 de junho de 1905 - São Paulo, 1980) foi uma pianista e compositora brasileira[1]. Sua vida foi dedicada a música. Matriculada no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo aos seis anos e, precoce, aos 7 anos estréia tocando peças de Mozart e Mendelssohn. Aos 8 anos já improvisava peças e aos 14 anos compunha suas próprias músicas ao piano.

BiografiaEditar

Diploma-se aos 15 anos e apresentou-se nas principais cidades do Brasil. Em 1921 recebe do Ministério da Cultura uma bolsa de estudos em Paris, onde estudou com Isidor Philip (1863-1958). Faz apresentações por várias capitais da Europa. Volta ao Brasil em 1924 . Mário de Andrade era seu entusiasta, apresentou-a a Lamberto Baldi, com quem Dinorá de Carvalho estuda harmonia, composição, contraponto e fuga. Foi aluna também de Martin Braunwieser, Ernest Mehlich e Camargo Guarnieri. Teve suas obras executadas por grandes músicos do cenário musical internacional e nacional.

Primeira mulher a ser aceita na Academia Brasileira de Música[2], primeira maestrina brasileira. Funda uma orquestra só de mulheres, a Orquestra Feminina de São Paulo. Foi uma das raras compositoras a compor para instrumentos solistas; corais; coral e orquestra; conjuntos de câmara; piano e orquestra; orquestra sinfônica; teatro e balé. Ganhou vários prêmios e condecorações como compositora e interprete, com destaque para o convite do Ministério da Cultura que em 1960 segue para uma Missão Cultural na Europa apresentando obras de autores brasileiros incluindo as suas.

Em 1977 recebeu o prêmio de Melhor Obra Vocal de 1977 da APCA- Associação Paulista de Críticos de Arte, pela obra: Missa Profundis. Entusiasta da música brasileira, sempre a divulgou por onde passou.

Dinorá de Carvalho compôs cerca de 400 obras.

ObrasEditar

  • Caixinha de Música (para piano)
  • Contrastes (para piano e orquestra) (1969)
  • Ó Que Noite Bonita (para piano) (1961)
  • Sertaneja (para piano - L.G. Miranda -Editor. São Paulo) (1930)
  • Procissão de Cinzas em Pernambuco (para coro) (1936)
  • Caramurus da Bahia (para coro) (1936)
  • Soldadinhos (para piano - na contracapa da "Sertaneja" da mesma compositora esta peça " Soldadinhos" consta como adequada ao 5° ano de piano )
  • A Menina Preta que Buscava Deus (canto nagô para canto e piano) (1960)
  • 3 Danças brasileiras para piano com acompanhamento de cordas e percussão.

Referências

  1. «Dinorá de Carvalho». Música Brasilis. 2011. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  2. Agência Anhanguera (28 de setembro de 2019). «Sinfônica recebe maestro e violoncelista convidados». correio. Consultado em 8 de outubro de 2019 
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