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O dispensacionalismo é uma doutrina teológica e escatológica cristã que afirma que a segunda vinda de Jesus Cristo será um acontecimento no mundo físico, envolvendo o arrebatamento pré-tribulacionista e um período de sete anos de tribulação, após o qual ocorrerá a batalha do Armagedon e o estabelecimento do reino de Deus na Terra.

Escatologia cristã
Diferenças escatológicas
Apocalypse vasnetsov.jpg
Portal do cristianismo

A palavra "dispensação" deriva-se de um termo latino que significa "administração" ou "gerência", e se refere ao método divino de lidar com a humanidade e de administrar a verdade em diferentes períodos de tempo.

DoutrinaEditar

Inicialmente elaborada por John Nelson Darby[1] no século 19, o dispensacionalismo é um sistema teológico que quebrou com a doutrina Bíblica histórica e re-afirmada pelos reformadores que todos os povos distintos da origem, carecem da mesma salvação que vem pela graça através de Cristo Jesus e apresentam duas distinções básicas: (1) Uma interpretação das escrituras em relação as escrituras, em particular da profecia bíblica, vista em sete séries de "dispensações" de Deus na história e a (2) A distinção entre Israel e a Igreja de Cristo no programa de Deus. Dois planos de salvação distintos, um baseado na graça para os gentios e uma especial para os judeus baseado no papel histórico.

A teologia dispensacionalista defende que há dois povos distintos de Deus: Israel e a Igreja de Cristo. Esta teologia ganhou apoio de grupos não protestantes como o Vaticano e dos Ashkenazi Khazars convertidos ao judaísmo, que viram nesta teologia a oportunidade de quebrar com a tradição da Igreja de Atos e assim receberem apoio de parte dos protestantes, para poderem repovoar as antigas terras de Israel e construírem um terceiro templo. Os dispensacionalistas acreditam que a salvação foi sempre pela fé, sendo em Deus no Velho Testamento para os judeus; e o Filho no Novo Testamento para os gentios. Defendem existir mais do que duas dispensações historicamente ensinadas pelos apóstolos, patriarcas e reformadores que são somente - a da lei, e a da graça e a verdade - onde a lei sozinha não é capaz de salvar. Os dispensacionalistas quebram com esta tradição e defendem que a lei pode salvar os judeus mesmo que rejeitem a Jesus Cristo, por serem especiais pelo seu papel histórico.

Os dispensacionalistas afirmam que a Igreja de Cristo não substituiu Israel no programa de Deus e que as promessas do Velho Testamento a Israel não foram transferidas para a Igreja de Cristo. Eles creem que os judeus podem ser salvos baseado na fé no antigo testamento mesmo sem aceitarem o sacríficio de Jesus no Calvário, e que as promessas que Deus fez a Israel no Velho Testamento não são cumpridas na Nova Aliança e serão cumpridas em um período de 1000 anos, citando Apocalipse 20. Eles creem que da mesma forma que Deus concentra sua atenção na Igreja de Cristo nesta era, Ele novamente, no futuro, concentrará Sua atenção em Israel usando como base Romanos 9-11. A maioria dos dispensacionalistas são contra acordos de paz, pois segundo eles, só adiaria o inevitável que é a volta de Jesus.[2]

Usando como base este sistema, os dispensacionalistas entendem que a Bíblia seja organizada em sete dispensações: Inocência (Gênesis 1:1 - Gênesis 3:7), Consciência (Gênesis 3:8- Gênesis 8:22), Governo Humano (Gênesis 9:1Gênesis 11:32), Promessa (Gênesis 12:1Êxodo 19:25), Lei (Êxodo 20:1Atos 2:4), Graça (Atos 2:4Apocalipse 20:3) e o Reino Milenar (Apocalipse 20:4Apocalipse 20:6). Mais uma vez, estas dispensações não são caminhos para a salvação, mas maneiras pelas quais Deus interage com o homem. O dispensacionalismo, como um sistema, resulta em uma interpretação pré-milenar da Segunda Vinda de Cristo, e geralmente uma interpretação pré-tribulacional do arrebatamento. Esta crença é muito criticada pelo meio protestante em geral por tentar antecipar a volta de Cristo por meios políticos.[3]

DispensaçõesEditar

Os dispensacionalistas acreditam que há uma série de dispensações cronologicamente sucessivas, mas variam nas ordens desses eventos.

Ordem dos capítulos
Esquemas Gênesis 1-3 Gênesis 3-8 Gênesis 9-11 Gênesis 12
a Êxodo 19
Êxodo 20 a
Atos 1
Atos 2 a
Apocalipse 20
Apocalipse 20:4-6 Apocalipse 20-22
7 ou 8 esquema de
dispensação
Inocência
ou Edênico
Consciência
ou Antediluviano
Governo Humano Patriarcal
ou Promessa
Mosaico
ou Lei
Graça
ou Igreja
Reino Milenal Estado Eterno
ou Final
4 esquema de
dispensação
Patriarcal Mosaico Eclesial Sionista
3 esquema de
dispensação
(minimalista)
Lei Graça Reino

Das sete dispensações, cinco já foram concluídas: inocência consciência, governo humano, patriarcal e lei, e estaríamos vivendo a dispensação da graça que dará lugar a milenial. Dois grandes eventos marcarão o fim desta dispensação: o arrebatamento da igreja e a volta visível de Jesus para inaugurar o milênio.

A teologia do concerto (ou teologia pactual) é uma alternativa calvinista às interpretações dispensacinalistas.

O mormonismo crê em um modelo diferente de Dispensações. Dispensação, segundo o mormonismo é o espaço de tempo no qual há pelo menos um servo de Deus autorizado, que possui o Santo Sacerdócio e a missão de levar o evangelho ao habitantes da Terra. Existiram 8 dispensações ao longo da história, cada uma encabeçada por um profeta - Adão, o primeiro homem; Enoque, que liderou a cidade de Sião; Noé, que preservou a humanidade no Dilúvio; Abraão, que preservou o monoteísmo na Antiguidade; Moisés, que instituiu a Lei (lei Mosaica); Jesus Cristo (Dispensação do Meridiano dos Tempos); e mais duas dispensações na América, uma entre o povo nefita e outra entre os Jareditas. Depois de Cristo, veio a Grande Apostasia (ou Apostasia Universal), encerrada no século XIX, com Joseph Smith Sr., inicando a Dispensação da Plenitude dos Tempos, ou os Últimos Dias, que precedem a Segunda Vinda e o Milênio.

Dispensacionalismo na FicçãoEditar

O dispensacionalismo é o fundamento teológico da série de ficção Left Behind ("Deixados Para Trás"), que vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares de livros e foi transposta para várias línguas e outras mídias, inclusive três filmes.

Das sete dispensações, cinco já foram concluídas: inocência, consciência, governo humano, patriarcal e lei, e estamos vivendo a dispensação da graça que dará lugar a milenial. O que é necessário percebermos é que Deus tendo dividido a história da humanidade em dispensações deu para cada uma delas um propósito ou missão e todas elas deveriam ter um inicio e um fim, portanto esta era atual, ou este período de tempo chamado graça em que vivemos terá um fim, o que marcará este fim? Dois grandes eventos marcarão o fim, o arrebatamento da igreja e a volta visível de Jesus para inaugurar o milênio.

Referências

  1. «Margaret MacDonald (visionary)». Wikipedia, the free encyclopedia (em inglês). 6 de abril de 2016 
  2. On the Road to Armageddon
  3. On the Road to Armageddon

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar