Eduarda Dionísio

escritora portuguesa

Eduarda Dionísio (Lisboa, 1946) é uma escritora e dramaturga portuguesa.

Eduarda Dionísio
Nascimento 1946 (74 anos)
Lisboa, Portugal Portugal
Progenitores Mãe: Maria Letícia Reis Clemente da Silva
Pai: Mário Dionísio
Prémios Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística (1982)
Género literário Romance, conto
Magnum opus Alguns lugares muito comuns

BiografiaEditar

É filha de outro escritor português famoso Mário Dionísio e de Maria Letícia Reis Clemente da Silva. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade Clássica de Lisboa. Foi professora do ensino secundário em várias escolas de Lisboa. Foi ainda autora, com a sua mãe, de livros escolares para o ensino do Português, publicados entre 1972 e 1975 e adotados pelas escolas durante alguns anos[1].

Fez parte de diversos grupos de teatro da Faculdade de Letras e do Ateneu Cooperativo, tendo fundado o grupo Contra Regra (1983), onde se dedicou à crítica literária. colaborou em grupos teatrais como «O Bando» e o «Teatro da Cornucópia». Como professora foi dirigente sindical do SPGL (Sindicato dos Professores da Grande Lisboa), em 1977. Desenvolveu diversas atividades culturais (ensino, teatro, imprensa, e tradução. Como tradutora traduziu autores tão diversificados como William Shakespeare e Bertolt Brecht.

Dirige a Casa da Achada, na Mouraria, em Lisboa, onde se encontra o espólio, devidamente tratado e catalogado, de Mário Dionísio[2].

ObrasEditar

  • Comente o seguinte texto. Lisboa : Plátano, 1972.
  • Retrato dum amigo enquanto falo. Lisboa . O Armazém das Letras, 1979.
  • Histórias, memórias, imagens e mitos duma geração curiosa. Lisboa : Círculo de Leitores, 1981.
  • Pouco tempo depois (as tentações). Lisboa : Gradiva,. 1984.
  • Alguns lugares muito comuns : diário de uns quantos dias que não abalaram o mundo. Lisboa : Gradiva, 1987.
  • Antes que a Noite Venha. Lisboa : Cotovia : Teatro Nacional D. Maria II,. 1992. ISBN 972-9013-94-2 (Primeiro texto para teatro, que o teatro Bairro Alto levou à cena com encenação de Adriano Luz)
  • Títulos, ações, obrigações : a cultura em Portugal, 1974 -1994. Lisboa : Edições Salamandra, 1993.
  • «Práticas culturais» in REIS, António(coord.). Portugal: 20 anos de democracia. Lisboa : Temas e Debates, 1996, onde traça uma evolução das práticas culturais em Portugal desde a Revolução do 25 de Abril até 1993.
  • As histórias não têm fim. Lisboa : Cotovia, 1997. ISBN 972-8028-90-3

Referências

  1. Feminae, Dicionário Contemporâneo. Lisboa: CIG. 2013  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  2. Maria do Rosário Pedreira (9 de Novembro de 2016). «100 Anos». Consultado em 9 de Novembro de 2016 

Ligações externasEditar

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