Abrir menu principal

Eleição presidencial no Brasil em 1934

A eleição presidencial brasileira de 1934 foi a décima-terceira eleição presidencial e a segunda indireta do país. No dia 3 de maio de 1933 foram eleitos os deputados para a Assembleia Nacional Constituinte, e após a votação final da nova constituição, os deputados reelegeram Getúlio Vargas à Presidência da República em 17 de julho. A Constituição previa uma nova eleição presidencial em 1938 sendo ela direta, no entanto, ela não chegou a ser realizada, em virtude do golpe de 10 de novembro de 1937, que implantou o Estado Novo, que ficou conhecido como uma fase autoritária do governo de Getúlio Vargas que durou até 29 de outubro de 1945, com a deposição do presidente.

Eleição presidencial no Brasil em 1934
  1930 ← Flag of Brazil.svg → 1938
17 de julho de 1934
eleição indireta
Getulio Vargas (1930).jpg Borges de medeiros.jpg
Candidato Getúlio Vargas Borges de Medeiros
Partido [[Nenhum|]] PRR
Natural de São Borja, Rio Grande do Sul Caçapava do Sul, Rio Grande do Sul
Votos 175 59
Porcentagem 70,58% 23,79%


Coat of arms of Brazil.svg
Presidente do Brasil

Titular
Getúlio Vargas
Nenhum

Eleito
Getúlio Vargas
Nenhum

Índice

Contexto históricoEditar

AntecedentesEditar

A organização política na República Velha (1889-1930)Editar

A organização política da República Velha (1889-1930) foi marcada pelo domínio das velhas oligarquias estaduais (política dos governadores), pelo revezamento entre os estados de São Paulo e Minas Gerais na Presidência da República (política do café com leite), e pela fraude eleitoral praticada sobretudo pelos coronéis (coronelismo).

De acordo com a Constituição de 1891 que vigorou durante toda a República Velha (1889-1930), o direito ao voto foi determinado a todos os homens com mais de 21 anos que não fossem analfabetos, religiosos e militares.[1] A Constituição de 1891 também declarou que todas as eleições presidenciais seriam realizadas em 1º de março.[2] A eleição para presidente e vice eram realizadas individualmente, e o mesmo poderia se candidatar para presidente e vice.

A Revolução de 1930 e o descontentamento com a Constituição de 1891Editar

 Ver artigo principal: Revolução de 1930

Em 1930 houve uma quebra nas alianças entre São Paulo e Minas Gerais na chamada política do café com leite. Era a vez um mineiro suceder o paulista Washington Luís, mas este decidiu que quem deveria sucedê-lo era outro paulista, Júlio Prestes. Assim, rompeu-se a aliança, e o Partido Republicano Paulista (PRP) lançou Júlio Prestes para presidente, enquanto Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba formaram a Aliança Liberal. Devido a fraude, Júlio Prestes se elegeu, o que levou a população brasileira, indignada com décadas de fraudes eleitorais, a iniciar uma Revolução, que no final levou uma junta militar a depor Washington Luís e entregar o poder a Getúlio Vargas, o candidato supostamente derrotado.[3]

Naquela época, muitas pessoas estavam descontentes com a Constituição de 1891, e passaram a reivindicar a eleição de uma Assembléia Nacional Constituite, que finalmente se realizou em maio de 1933. Assim foi elaborada pelos parlamentares eleitos pelo povo e assinada pelo presidente Getúlio Vargas em julho de 1934 uma nova Constituição.[4]

A Constituição de 1934Editar

 Ver artigo principal: Constituição brasileira de 1934

A Constituição de 1934 estabeleceu diversas mudanças políticas na época. As eleições continuaram a serem diretas, com exceção da primeira eleição após promulgada a Constituição. O voto se tornou obrigatório a todos os alfabetizados que fossem maiores de 18 anos de ambos os sexos, sendo o voto secreto. O cargo de vice-presidente foi extinguido, mas voltaria a existir em 1946. Essa Constituição duraria até 1937, quando Vargas instaurou a ditadura do Estado Novo.[5][6]

A eleição e os resultadosEditar

Formada a Constituição de 1934, os constituintes logo elegeram o chefe do Governo Provisório, Getúlio Vargas.

Candidato Votos %
Getúlio Vargas 175 70,58%
Borges de Medeiros 59 23,79%
Pedro Aurélio de Góis Monteiro 4 1,61%
Protógenes Guimarães 2 0,8%
Raul Fernandes
Artur Bernardes
Plínio Salgado
Antônio Carlos Ribeiro de Andrada
Afrânio de Melo Franco
Oscar Weinschenck
Paim Filho
Levi Carneiro
1 (cada) 0,4%
Total 248

Referências

  1. Constituição de 1891. Cola da Web. Acessado em 14/10/2011
  2. Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1891. Art. 47. Wikisource. Acessado em 14/10/2011.
  3. Revolução de 30 - Brasil Escola. Acessado em 04/10/2011.
  4. Constituição de 1934 - Brasil Escola. Acessado em 04/11/2011.
  5. Piletti, Nelson e Claudino. História e Vida: Brasil: da independência aos dias de hoje, v. 2 / 16ª ed., São Paulo, Ed. Ática, 1996. Cap. 9 - O Período Getulista, pg. 67.
  6. O Governo Constitucional (1934-1937). Arquivado em 31 de julho de 2011, no Wayback Machine. Colégio Web. Acessado em 04/11/2011
  Este artigo sobre eleições ou plebiscitos é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.