Estação Ferroviária de Sines

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária de Sines foi uma interface do Ramal de Sines, que servia a localidade de Sines, no distrito de Setúbal, em Portugal.

Sines
Antigo edifício da estação de Sines, em 2006
Linha(s): Ramal de Sines (PK 177,211)
Coordenadas: 37°57′32.31″N × 8°51′52.86″W

(≍+37.95898;−8.86468)

(mais mapas: 37° 57′ 32,31″ N, 8° 51′ 52,86″ O)
Concelho: bandeiraSines
Serviços: sem serviços
Inauguração: 14 de setembro de 1936 (há 85 anos)
Encerramento: sim
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a antiga estação principal em Sines. Se procura a estação de mercadorias que serve a zona portuária, veja Estação Ferroviária de Porto de Sines. Se procura uma interface ferroviária com nome semelhante, veja Estação Ferroviária de Messines-Alte.

DescriçãoEditar

A estação de Sines foi um projeto de Ernesto Korrodi.[1]

Todas as estações na Linha de Sines foram planeados de forma a emular casas portuguesas dos Séculos XVII e XVIII, tendo originalmente incluído moradias para alojamento do pessoal ferroviário.[2] O edifício da estação de Sines é muito semelhante ao de Santiago do Cacém, tendo sido decorado com painéis de azulejos com cenas industriais e de pesca, espelhando a sua grande importância na economia da vila.[2] Os azulejos foram produzidos na Fábrica Sant'Anna.[3]

 
Vista geral da antiga Estação de Sines, em 2006

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: Ramal de Sines § História

Planeamento, construção e inauguraçãoEditar

Desde os primórdios do planeamento da rede secundária na região ao Sul do Tejo, nos finais do Século XIX, que se pensou na construção de uma linha entre Beja e Sines, com a ligação ao porto.[2] Uma comissão, formada em 6 de Outubro de 1898 para propôr o novo plano ferroviário, tendo sugerido a instalação de um ramal até Sines, com início em Alvalade, na também planeada Linha do Sado.[2] Desta forma, iria satisfazer as pretensões dos habitantes de Sines e Santiago do Cacém, que pediam que o Porto de Sines fosse ligado à futura Linha do Sado.[2] Este ramal foi introduzido no Plano da Rede ao Sul do Tejo, decretado em 27 de Novembro de 1902, mas problemas económicos, acentuados pela Primeira Guerra Mundial, atrasaram o início das obras, que só puderam começar em 1919.[2] Em Maio de 1933 a linha férrea já estava em fase de conclusão até Sines, e já se tinham iniciado as obras da estação da vila.[2] Entretanto, uma portaria de 19 de Agosto de 1925 ordenou que fossem feitos estudos para um caminho de ferro de Lagos a Sines.[4]

A Linha de Sines foi concluída em 14 de Setembro de 1936, com a abertura do lanço entre as estações de Sines e de Santiago do Cacém.[5]

EncerramentoEditar

Em 2 de Janeiro de 1990, a empresa Caminhos de Ferro Portugueses encerrou os serviços de passageiros na Linha de Sines, no âmbito de um plano de reestruturação.[6] O edifício foi posteriormente reconvertido num restaurante.[1]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b (anon.): “Sines in Portugal, a historic cityAlma da Comporta. 2019.12
  2. a b c d e f g «Caminho de Ferro de Ermidas a Sines» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1090). Lisboa. 16 de Maio de 1933. p. 301-303. Consultado em 15 de Abril de 2021 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  3. PEREIRA, 1995:419
  4. MARTINS et al, 1996:225
  5. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). Lisboa. 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 5 de Setembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  6. «CP encerra nove troços ferroviários». Diário de Lisboa. Ano 69 (23150). Lisboa: Renascença Gráfica. 3 de Janeiro de 1990. p. 17. Consultado em 15 de Abril de 2021 – via Casa Comum / Fundação Mário Soares 
 
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BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • PEREIRA, Paulo (1995). História da Arte Portuguesa. Volume III. Barcelona: Círculo de Leitores. 695 páginas. ISBN 972-42-1225-4 

Ligações externasEditar



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