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Estação Ferroviária de Mangualde

estação ferroviária em Portugal
(Redirecionado de Estação de Mangualde)
Mangualde IPcomboio2.jpg
IPestacao.jpg
Linha(s) Linha da Beira Alta (PK 128,509)
Coordenadas 40° 35′ 11,71″ N, 7° 45′ 36,91″ O
Concelho Mangualde
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgRBSicon LSTR green.svgICBSicon LSTR pink.svgSEBSicon LSTR brown.svgLCH
Horários em tempo real
Serviços Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes
Telefones públicos Sala de espera Caixas de correio
Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos Lavabos adaptados


Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon HST grey.svgAlcafache (Sentido Pampilhosa)
BSicon BHF grey.svgMangualde
BSicon BHF grey.svgContenças (Sentido Vilar Formoso)
BSicon CONTf grey.svg

A Estação Ferroviária de Mangualde é uma gare da Linha da Beira Alta, que serve a Freguesia de Mangualde, no Distrito de Viseu, em Portugal.

Índice

Mapa da L.ª da B. Alta, mostrando a localização da estação de Mangualde.

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

Encontra-se junto à localidade de Mangualde, tendo acesso pela Rua da Estação.[1][2]

Descrição físicaEditar

Em Janeiro de 2011, contava com quatro vias de circulação, com comprimentos entre os 258 e 376 m; as plataformas tinham 335 e 366 m de extensão, e 70 e 40 cm de altura.[3]

 
Horários de todos os comboios de passageiros em 1917, incluindo dois da Pampilhosa a Mangualde.

HistóriaEditar

InauguraçãoEditar

A Linha da Beira Alta abriu à exploração, de forma provisória, no dia 1 de Julho de 1882, tendo a linha sido totalmente inaugurada em 3 de Agosto do mesmo ano, pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta.[4]

Década de 1910Editar

Em 1913, existiam carreiras de diligências ligando a estação a Mangualde, Vila Nova de Tazem e Viseu.[5]

Década de 1930Editar

Em 1932, a Companhia da Beira Alta modificou a toma de água desta estação,[6] e em 1933 modificou as retretes, instalou uma fossa tipo mouras, e substituiu uma parte do edifício em madeira do cais coberto por alvenaria, instalou portas de correr e construiu um escritório envidraçado no interior.[7] Nesse ano, também elaborou o projecto para instalar iluminação eléctrica nesta interface, de forma semelhante às de Mortágua e Fornos de Algodres.[7] Em 15 de Maio de 1934, a Companhia abriu um despacho central de camionagem na localidade de Mangualde, realizando serviços de passageiros, bagagens e mercadorias com a estação.[8] Nesse ano, foi construído um dormitório para o pessoal, reparada a casa do factor e do agulheiro, pintada a marquise da estação, e instalada a iluminação eléctrica, como estava previsto; a energia eléctrica era fornecida por um pequeno grupo motor gerador de 3 kW de potência.[9] Ainda em 1934, o chefe de estação foi premiado pela Companhia, no âmbito de um concurso de ajardinamento das estações na Linha da Beira Alta.[10]

Em 1935, a Companhia da Beira Alta também tinha uma carreia rodoviária entre a estação e Castendo, baseada no despacho de Mangualde-Vila.[11] Nesse ano, o chefe da estação recebeu 4 dias de licença no concurso dos jardins.[12] Também em 1935, foi construída uma casa para o revisor de material, e colocado o pavimento na cocheira das máquinas.[13]

Em 1939, a Companhia da Beira Alta construiu uma guarita de agulheiro junto à agulha n.º 1, uma nova serpentina em ferro galvanizado para o cilindro de aquecimento de creosoto, e uma calçada no pátio da estação e no acesso ao cais, substituiu a canalização da toma de água, e reparou 3 cróssimas com soldadura autogénia.[14]

 
Plano de 1930, incluindo a linha Viseu - Mangualde - Espariz.

Ligação projectada a outras linhasEditar

 Ver artigo principal: Linha de Lamego

Em Junho de 1889, estava a ser projectada uma linha entre Recarei, na Linha do Douro, e Mangualde, seguindo pelo vale do Rio Paiva e passando por São Pedro do Sul e Viseu.[15]

No Plano da Rede ao Norte do Mondego, decretado no dia 1 de Março de 1900, o projecto já existente para uma linha de Lamego a Viseu foi prolongado até Mangualde.[16]

Em 1907, foi classificado o Plano da Rede Complementar do Centro, onde uma das linhas projectadas ligava Mangualde a Gouveia.[17]

Durante a fase de planeamento do Plano da Rede, nos finais da Década de 1920, as autoridades militares defenderam a construção de uma linha de via larga que saía de Viseu e passava por Mangualde, Gouveia e Seia, terminando em Espariz, onde se ligaria ao prolongamento do Ramal da Lousã até Santa Comba Dão.[18][19] Esta linha foi inserida como via estreita no Plano Geral da Rede Ferroviária, publicado pelo Decreto n.º 18190, de 28 de Março de 1930.[18]

 
Anúncio publicitário de José de Almeida Azevedo, que operava uma carreira de transporte de passageiros e mercadorias entre a estação e a vila de Mangualde em 1943.

Transição para a CPEditar

Em 1 de Janeiro de 1947, a Companhia da Beira Alta foi integrada na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que passou a explorar a Linha da Beira Alta.[20]

No dia 1 de Junho de 1949, a CP colocou ao serviço uma automotora entre Mangualde e Coimbra.[21]

Década de 1990Editar

O projecto de modernização da Linha da Beira Alta, levado a cabo pela operadora Caminhos de Ferro Portugueses na Década de 1990, teve em vista a renovação e a electrificação da via, e a remodelação e ampliação das estações; no caso de Mangualde, foi recuperado o edifício principal, e construído um terminal de mercadorias.[22]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Mangualde - Linha da Beira Alta». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 28 de Novembro de 2016 
  2. «Mangualde». Comboios de Portugal. Consultado em 29 de Novembro de 2016 
  3. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  4. TORRES, Carlos Manitto (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 71 (1686). p. 133-140. Consultado em 5 de Fevereiro de 2014 
  5. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 3 de Março de 2018 
  6. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1932» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1081). 1 de Janeiro de 1932. p. 10-14. Consultado em 28 de Outubro de 2012 
  7. a b «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1933» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106). 16 de Janeiro de 1934. p. 49-52. Consultado em 28 de Outubro de 2012 
  8. «Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1115). 1 de Junho de 1934. p. 297. Consultado em 28 de Outubro de 2012 
  9. «O que se fez nos caminhos de ferro em Portugal, em 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1129). 1 de Janeiro de 1935. p. 27-29. Consultado em 27 de Outubro de 2012 
  10. «Linha da Beira Alta» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1120). 16 de Agosto de 1934. p. 418. Consultado em 29 de Novembro de 2016 
  11. «Companhia dos Caminhos de Ferro da Beira Alta: Despachos Centrais» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1142). 16 de Julho de 1935. p. 310. Consultado em 29 de Novembro de 2016 
  12. «Ajardinamento das estações da Linha da Beira Alta» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1144). 16 de Agosto de 1935. p. 356. Consultado em 29 de Novembro de 2016 
  13. «Os Nossos Caminhos de Ferro em 1935» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1153). 1 de Outubro de 1935. p. 5-9. Consultado em 3 de Fevereiro de 2013 
  14. «O que se fez em caminhos de ferro no ano de 1939» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1249). 1 de Janeiro de 1940. p. 35-40. Consultado em 30 de Novembro de 2016 
  15. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1225). 1 de Janeiro de 1939. p. 43-48. Consultado em 29 de Novembro de 2016 
  16. «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1493). 1 de Março de 1950. p. 854. Consultado em 30 de Novembro de 2016 
  17. SOUSA, José Fernando de (1 de Junho de 1935). «A Crise Actual de Viação e os nossos Caminhos de Ferro de Via Estreita» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1139). p. 235-237. Consultado em 29 de Novembro de 2016 
  18. a b PORTUGAL. Decreto n.º 18190, de 28 de Março de 1930. Ministério do Comércio e Comunicações - Direcção Geral de Caminhos de Ferro - Divisão Central e de Estudos - Secção de Expediente. Publicado no Diário do Governo n.º 83, Série I, de 10 de Abril de 1930.
  19. SOUSA, José Fernando de (1 de Março de 1935). «"O Problema da Defesa Nacional" pelo Coronel Raúl Esteves» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1133). p. 101-103. Consultado em 29 de Novembro de 2016 
  20. REIS et al, p. 62-63
  21. «Linhas portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1476). 16 de Junho de 1949. p. 435. Consultado em 30 de Novembro de 2016 
  22. MARTINS et al, p. 202

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
 
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Ligações externasEditar