Federico Maciñeira

Federico Maciñeira
Nascimento 3 de setembro de 1870
Mañón
Morte 25 de janeiro de 1943 (72 anos)
Cidadania Espanha
Ocupação historiador, arqueólogo
Porto de Bares, com o molhe pré-histórico. Maciñeira fez escavações neste porto
Mamoa em Pena Branca, em Maañón, uma das várias centenas catalogadas por Maciñeira

D. Federico Guillermo Maciñeira e Pardo de Lama (Mañón, Galiza, 3 de Setembro de 1870 - Ortigueira, Galiza, 25 de Janeiro de 1943) foi arqueólogo e Membro Numerário da Real Academia Española de la Historia; foi um dos historiadores espanhóis com mais projeção no primeiro terço do século XX.

Embora a figura e a obra científica deste historiador galego fossem condenadas ao esquecimento por razões políticas, suas descobertas foram importantes para a reconstrução da História Antiga da Península Ibérica.

Pesquisa arqueológicaEditar

Desde a perspectiva arqueológica, os seus trabalhos mais destacáveis foram o estudo das mamoas da comarca do Ortegal, dos castros desta mesma área, e suas escavações arqueológicas em Bares, província da Corunha, que constituem umas das primeiras intervenções arqueológicas com caráter cientista feitas na Galiza. A publicação destes trabalhos em publicações tanto em Galiza, como na Península Ibérica tornaram-no no arqueólogo galego mais destacado da sua época, bem como o mais reconhecido em círculos internacionais.

Federico Maciñeira investigou o porto proto-histórico de Bares (Mañón, Galiza, Espanha). Além disso, descobriu mais de cem mamoas (enterramentos megalíticos) que se dispõem na via que vai d'As Pontes de García Rodríguez e segue pelas serras de Faladoira e Coriscada.

Em 1895, Maciñeira alude à existência do conjunto megalítico, em forma de círculo lítico da Mourela [1]. Este conjunto megalítico sofrera uma grave destruição em 1902 com o desmantelamento das pedras fincadas dos círculos líticos, a fim de serem usadas no macadame do caminho que conduz à Fonte das Boliqueiras.[2]

CargosEditar

Além de Catedrático da Real Academia da História, Federico Maciñeira teve no seu tempo um importante reconhecimento pelos seus trabalhos, sendo nomeado:

  • Membro Numerário da Sociedad Española de Historia Natural.
  • Membro Numerário Fundador da Real Academia Galega.
  • Membro Numerário da Sociedade de Antropologia.
  • Sócio Colaborador do Seminário de Estudos Galegos.
  • Sócio de Mérito da Sociedade Arqueolóxica de Pontevedra.
  • Membro Numerário da Asociación Artístico-Arqueológica de Barcelona.
  • Membro do Instituto Histórico do Minho (Portugal).
  • Cronista Oficial do Concelho de Ortigueira.

Antes da Guerra Civil Espanhola, também ostentou variados cargos políticos:

  • Prefeito de Ortigueira.
  • Deputado Provincial da Corunha.
  • Chefe Superior da Administração Civil.

Referências

  1. através de um artigo publicado na revista La Ilustración artística de Barcelona
  2. Trata-se do único exemplo conhecido na Galiza deste tipo de estruturas. Em 2007 decidiu-se seu desaparecimento definitiva, apesar da oposição de diversos coletivos culturais que pediam a modificação do traçado da rodovia em construção (um túnel que passasse por debaixo do círculo)

ObraEditar

BibliografiaEditar

  • ARMADA PITA, Xosé Loís. "O legado de Federico Maciñeira e o Patrimonio prehistórico das Pontes na xénese da arqueoloxia galega". Corunha, 2003.

Ligações externasEditar