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RPM (banda)

banda de cantores e compositores brasileiros
(Redirecionado de Fernando Deluqui)
RPM
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) New Romantic, tecnopop, new wave, synthpop, pós-punk, rock alternativo
Período em atividade 1983 - 1989 (Reuniões: 1993 - 1994, 2001 - 2003, 2008)
2011 - Atualmente
Gravadora(s) CBS
Sony Music
Polygram
Universal Music
Sony BMG Music Entertainment
Building Records
Independente
Afiliação(ões) Titãs
Ira!
Ultraje a Rigor
ZERØ
Engenheiros do Hawaii
Integrantes Dioy Pallone
Fernando Deluqui
Luiz Schiavon
Ex-integrantes Paulo Ricardo
Paulo "P. A." Pagni
Charles Gavin
Franco Júnior
Marquinho Costa
Página oficial Site Oficial

Revoluções por Minuto (também conhecida somente por RPM) é uma banda de rock brasileira surgida em 1983, tendo sido uma das mais populares do país nos anos de 1984 a 1987. Foi uma das bandas mais bem sucedidas da história da música brasileira. Na segunda metade dos anos 80, conseguiram bater todos os recordes de vendagens da indústria fonográfica brasileira.

HistóriaEditar

FormaçãoEditar

Tudo começou em 1980, em São Paulo, quando Paulo Ricardo namorava Eloá, que morava em frente à casa onde Luiz Schiavon ensaiava com May East. O casal resolveu um dia visitar os vizinhos, que estavam num ensaio crucial que decidiam entre cantar em inglês ou português. Paulo Ricardo deu seu voto, opinando pelas letras em português e assim conheceu Luiz Schiavon. Neste dia conversaram muito sobre música. Paulo estava começando sua carreira como crítico musical e Schiavon era um pianista clássico, que buscava um novo caminho, mais popular, mas sentiu dificuldade em encontrar alguém. Foi assim que Paulo recebeu o convite para integrar o "Aura", uma banda de jazz-rock que ainda tinha Paulinho Valenza na bateria e o curitibano Edu Coelho na guitarra.

Depois de três anos de ensaios e nenhum show, Luiz encantou-se pela música eletrônica e pela tecnologia de novos sintetizadores, enquanto Paulo decidiu morar na Europa – primeiro na França e depois em Londres, de onde escrevia sobre novidades musicais para a revista Somtrês e se correspondia com frequência com Schiavon. Este choque de personalidades impulsionou a criação do RPM depois que o trabalho da dupla foi retomado em fins de 1983, já em São Paulo.

Juntos, criaram as primeiras canções. As primeiras foram Olhar 43, A Cruz e A Espada e a música que batizaria a banda que ali nascia: Revoluções por Minuto. Gravaram uma fita demo destas canções com uma bateria eletrônica e encaminharam à gravadora CBS, que considerou-as ambíguas e difíceis de tocar nas rádios.

O nome 45 RPM (45 rotações por minuto) foi sugerido inicialmente em uma lista de nomes feita por uma amiga. Schiavon e Paulo gostaram do nome, mas tiraram o 45 e mudaram o "Rotações" por "Revoluções". Convidaram o guitarrista Fernando Deluqui (ex-guitarrista da cantora May East, ex-integrante da Gang 90 e as Absurdettes) e o baterista Junior Moreno, na época com apenas 15 anos. Logo a banda começou a se apresentar em casas noturnas e então Júnior teve de sair, por ainda ser menor de idade (aparentemente ele chegou a tocar em alguns shows, escondendo a idade, mas não daria para continuar assim por muito tempo). Quem se tornou o novo baterista foi Charles Gavin (ex-Ira!, futuro baterista dos Titãs) para completar o grupo. Já batizados de RPM, conseguiram um contrato com a gravadora Sony Music, com o compacto de 1984, que viria com as faixas Louras Geladas (a música virou um hit das danceterias e das paradas de sucesso das rádios) e Revoluções por Minuto (que foi censurada na época). Louras Geladas caiu no gosto do público de todo o país e levou a banda a gravar o seu álbum de estreia, já com o baterista Paulo P.A. Pagni (ex-Patife Band), que entrou para o RPM como convidado, no meio da gravação do LP, o que explica a sua ausência na capa do disco Revoluções Por Minuto. Charles Gavin havia saído do grupo para se integrar aos Titãs.

1985: Revoluções por MinutoEditar

No mês de maio chega às lojas Revoluções Por Minuto, no vácuo de um país ainda perplexo com a morte de Tancredo Neves. O misto de paixão platônica e pretensa declaração de amor de Olhar 43 emplaca nas rádios e abre caminho para que outras faixas, mais politizadas e/ou conceituais (como a dolorosa e inconformista Juvenília), façam o mesmo. As faixas do disco tratam também de temas como política internacional e transformações socioeconômicas. As canções são marcadas pela forte presença da bateria eletrônica e pelo clima soturno dos arranjos de Luiz Schiavon. O sucesso do álbum é tanto que o RPM emplaca rapidamente uma sequência de hits no rádio (oito entre as onze faixas do álbum) e chega à marca de 900.000 cópias vendidas em pouco mais de 1 ano.

1986: Rádio Pirata Ao VivoEditar

Logo depois dos primeiros shows de divulgação, o RPM fecha contrato com o megaempresário Manoel Poladian, que procurava uma banda em ascensão no rock brasileiro para o seu elenco de artistas platinados de MPB. Os costumeiros palcos das danceterias são trocados por uma megaprodução, com direito a Ney Matogrosso assinando luz e direção, canhões de raio laser e multidões espremidas em ginásios e estádios. A esta altura, Paulo Ricardo já é considerado sex symbol: estampa diversas capas de revistas e enlouquece fãs histéricas.

Sem futuros hits na manga e para manter a banda em alta, Poladian, músicos e gravadora lançam em julho de 1986 um novo álbum, com parte do registro de dois shows da histórica turnê. O repertório de Rádio Pirata Ao Vivo traz quatro gravações inéditas (sendo duas covers) e cinco faixas de Revoluções Por Minuto. Com a ajuda dos preços congelados do Plano Cruzado, 500 mil cópias são vendidas antecipadamente. Rapidamente as vendas de Rádio Pirata Ao Vivo disparam e chegam a 3,7 milhões. O RPM transforma-se na banda de maior vendagem da indústria fonográfica nacional até então. O sucesso foi tanto que no mesmo ano o grupo foi o tema principal de uma edição integral do programa jornalístico Globo Repórter, com reportagem de Pedro Bial.

Porém, o vocalista Paulo Ricardo passou a ser conhecido apenas como sex symbol e procurado e visto por jornalistas e fãs como se fosse modelo, e não músico.

1987: a primeira separaçãoEditar

Mesmo com todo o sucesso no Brasil e em países como França e Portugal, a banda passava por uma situação difícil.

Em junho, houve o lançamento oficial de um disco mix, intitulado RPM & Milton, com a participação do cantor Milton Nascimento.

O fracasso do projeto RPM Discos, um selo próprio do grupo, acabou causando conflitos entre seus integrantes. Chegou-se a produzir um LP com o grupo paulista Cabine C (liderado pelo ex-Titã Ciro Pessoa), que prensado e distribuído pela RCA, foi um grande fracasso comercial. Ainda em 1987, Paulo Ricardo, Fernando, Schiavon e P.A. anunciaram a separação oficial do grupo.

1988: Quatro CoiotesEditar

O grupo retomou as atividades em 1988, com o álbum RPM (mais conhecido como Quatro Coiotes), 250 mil cópias foram vendidas antecipadamente indicando outro grande sucesso a exemplo do disco antecessor, Radio Pirata ao Vivo. Com a crise econômica daquele ano várias brigas internas entre os integrantes do grupo não permitiram que a gravadora divulgasse as músicas em novelas da emissora Rede Globo, amargando vendas consideradas abaixo dos padrões do RPM e fazendo com que o disco atingisse 450.000 cópias. Mesmo assim o álbum entrou naquele ano na lista dos 5 LP's mais vendidos entre todos outros artistas da música brasileira. O RPM tinha destaque, pois chegaram a ultrapassar Roberto Carlos em termos de vendagens, ainda a maior fonte de receita da empresa.

Esse disco teve alto custo para a gravadora exigidos pelo RPM o disco foi gravado em Búzios com toda infraestrutura montada em casa de praia para que podessem estarem completamente isolados a construção de letras e arranjos. A gravadora disponibilizou avião particular para que a banda viajasse aos EUA para acompanhar a mixagem, hospedados em hotéis 5 estrelas, com limusines a disposição em tempo integral. O RPM tinha tratamento oferecido por empresários o que nenhum outro artista brasileiro havia alcançado até então.

Separados há mais de seis meses, a banda ressurgia aparentemente mais amadurecida, com um disco basicamente com base na percussão (do brasileiro Paulinho da Costa, radicado nos EUA). O som é estritamente alto, com o instrumental sobrepondo-se às letras (todas, exceto Ponto de Fuga, de Paulo Ricardo). Destacam-se também o erotismo de A Dália Negra e também a critica social de O Teu Futuro Espelha Essa Grandeza, com participação de Bezerra da Silva, Partnes permaneceu em primeiro lugar nas paradas por algumas semanas.

O disco foi muito elogiado pela crítica considerando uma das obras mais bem construída do Rock nacional, público esperava que RPM manteria o mesmo estilo Tecnopop dos 3,7 milhões de discos vendidos" Rádio Pirata ao Vivo " , criticando novo formato que a banda adotou refletindo na sua comercialização. Críticos musicais do Brasil e outros países consideraram a obra além do seu tempo e não compreendido, por isso é classificado como um ou talvez melhor disco do Rock brasileiro .

O grupo ainda viria a realizar a regravação de "A página do relâmpago elétrico", de Ronaldo Bastos e Beto Guedes, para o disco/tributo ao compositor Ronaldo Bastos, intitulado "Cais", lançado pela Som Livre, em 1989.

1993: Paulo Ricardo & RPMEditar

Apesar de não contar com o tecladista Luiz Schiavon e com o baterista Paulo P.A. Pagni, este disco é considerado por muitos como o terceiro disco de estúdio da banda. Com Paulo Ricardo (voz e baixo), Fernando Deluqui (guitarras), Marquinho Costa (bateria) e Franco Júnior (teclados), este é o disco mais pesado da banda. Sem a influência de Schiavon a banda aposta em guitarras pesadas e solos bem construídos por Deluqui. O disco vem com proposta nas dominância das guitarras e estilo rock garagem e influência de Peter Frampton e Pink Floyd.

O Disco gravado em português e espanhol com lançamento simultâneo em toda america latina prometia resgatar o Rock nacional que sofria vendo músicas sertanejas e axé dominarem o mercado fonográfico o RPM que resurgia pela terceira vez vinha com uma missão difícel. A música "Pérola" chegou rapidamente em primeiro lugar nas paradas das rádios por todo o Brasil a música "Genese" tema de abertura de novela global foram muito bem aceitas pelo grande público, outros grandes sucessos como "Surfista Prateado" e "Veneno" também tiveram destaques. No próximo ano a banda começou a produzir músicas novas que acabaram não sendo finalizadas mas o que seria as músicas do novo álbum se encontra na internet com o nome de "Noturno". Fernando Deluqui resolve sair do grupo e o grupo ainda faz uns shows com outro guitarrista mas logo encerra as atividades. O Deluqui em 1995 foi convidado a integrar os Engenheiros do Hawaii gravando o disco "Simples de Coração" e entrando em turnê com banda. Paulo Ricardo, por sua vez, trilharia os caminhos da MPB.

2002: MTV RPM 2002Editar

Em 2001, os quatro músicos do RPM se encontraram novamente para ensaiar, sem maiores pretensões, os antigos sucessos. Percebendo o entrosamento perfeito e a vontade de todos de estarem juntos novamente nos palcos, deram início ao retorno do RPM, inclusive com o retorno do empresário Manoel Poladian, considerado o "quinto coiote".

Em 2001 é lançado o single "Vida Real", uma versão em português (composta por Paulo Ricardo) da canção "Leef" do holandês Han van Eijk, o tema oficial da primeira edição do mundo do reality show Big Brother, que fora encomendado pela produção da Rede Globo para ser o tema de abertura da edição brasileira do mesmo.

A banda voltou à mídia com o CD e DVD MTV RPM 2002, gravado no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, nos dias 26 e 27 de março de 2002. Além dos grandes sucessos, a banda apresenta canções inéditas, como Fatal, Carbono 14, Rainha, Vem Pra Mim e Onde Está o Meu Amor (gravada em estúdio e incluída na trilha sonora da novela Esperança, da (Rede Globo). Destacam-se também as participações do músico pernambucano Otto, no instrumental Naja (incluído apenas no DVD); de Roberto Frejat, do Barão Vermelho, na regravação de Exagerado, sucesso de Cazuza; e a participação virtual de Renato Russo na canção A Cruz e a Espada. O CD vendeu mais de 700.000 mil cópias e DVD 300.000 . Levando em consideração que a pirataria dominavam todas as esquinas e camelôs daquela época, essa obra foi bem comercializada superando as expectativas da gravadora sendo o disco mais vendido no ano de 2002 entre todos os gêneros .

Em 2003, novamente com a MTV, participaram do projeto Luau MTV.

2003: Nova separaçãoEditar

Ao final da tour do Mtv ao vivo a banda começa a trabalhar um disco de inéditas mas acabam novamente se separando. Especulações dizem que a banda se separou após os outros integrantes descobrirem que Paulo Ricardo havia registrado todos os direitos em seu nome, iniciando uma disputa judicial pela marca RPM. Outros dizem que houve divergências quanto à sonoridade da banda.

Luiz Schiavon e Fernando Deluqui, juntamente com André Lazzarotto, lançaram o álbum LS&D (Viagem na Realidade) (2000 cópias foram lançadas). A canção "Madrigal", que foi tema de abertura da telenovela Cabocla, foi bem executada.

Paulo Ricardo e o baterista Paulo P.A. Pagni formaram a banda PR.5. Mesmo com o fracasso do cd Zum Zum, Paulo Ricardo lançou a canção Eu Quero Te Levar.

2007: A voltaEditar

Em 2007, Paulo lança o CD Prisma, com uma pegada pop rock com as faixas "Diz" e "A Chegada", contando com os membros do PR.5 como músicos de apoio, inclusive o baterista Paulo P.A. Pagni e a participação de Luiz Schiavon na canção "O dia D, A hora H".

Ainda em 2007, o grupo RPM tocou junto com todos os seus integrantes em São Paulo, com grande sucesso.

A banda anunciou o lançamento de uma caixa com os 3 primeiros álbuns da banda e mais um CD com remixes, covers e faixas não lançadas, junto com o DVD Rádio Pirata - O Show, contendo o registro de um show realizado em Dezembro de 1986, em São Paulo, filmado pela Rede Globo.

Em 2007 Fernando Deluqui lança o seu segundo disco solo intitulado de DELUX, um disco bem elaborado que conta com participação de Schiavon na composição da canção "Chuva".

Luiz Schiavon foi tecladista, maestro e diretor musical do programa Domingão do Faustão da Rede Globo de 2004 até 2011.

2011: ElektraEditar

No final do ano de 2010, Paulo Ricardo postou em seu Twitter que a banda iria se reunir para gravar um novo álbum em 2011[1][2]. Schiavon também confirmou a pretensão de retornarem, afirmando estarem vendo possibilidades para a volta aos palcos, já que sua banda no Domingão do Faustão não iria continuar em 2011.

Dias após aos boatos, Schiavon confirma em seu twitter que a banda já estava compondo para o novo álbum. Segundo Paulo Ricardo, a banda queria fazer um som que lembrasse bandas atuais que misturam rock com música eletrônica como Muse, The Killers, Blur, entre outros[3]. Houve alguns boatos em relação ao produtor Liminha, que foi responsável pela produção de grande parte das bandas da década de 80 e 90, como Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Ira!, Kid Abelha, Cidade Negra, Chico Science & Nação Zumbi, O Rappa, entre outros. Mas o álbum foi produzido por Paulo e Schiavon. Além disso, os shows da turnê de divulgação do álbum contaram com a direção de Ulysses Cruz.

A pré-estreia da Tour 2011, aconteceu no honrado evento de São Paulo "Virada Cultural". Um mês após esta apresentação, foi divulgado o título do álbum, chamado Elektra e foi disponibilizado quatro músicas para download no site oficial da banda.[4] As canções, "Muito Tudo", "Crepúsculo" e "Ela é demais (pra mim)" apresentavam o tom do disco, mais voltado para a música eletrônica. A quarta canção, "Dois Olhos Verdes" é mais familiar ao som do RPM dos anos 80, e foi escolhida para ser o primeiro single.

Inicialmente a banda liberaria 4 faixas mensalmente no site oficial e lançaria o disco no meio do ano, mas a promessa não foi cumprida, e o álbum (junto com as canções até então desconhecidas) foi lançado apenas no dia 6 de dezembro. O álbum foi lançado pela Building Records em um formato duplo, sendo o segundo CD formado por remixes de algumas das faixas do álbum.

O disco Elektra, além do flerte com a música eletrônica, também se apoia bastante nos arranjos de Luis Schiavon, que junto com os sintetizadores eletrônicos praticamente monopoliza a condução das canções. As letras são as mais leves de toda a discografia da banda, priorizando temas como amor e diversão - apenas duas canções, "Muito Tudo" e "Problema Seu" carregam um tema mais reflexivo.

A estreia da nova turnê foi no dia 20 de maio de 2011, no Credicard Hall, em São Paulo. No entanto, no dia 15 de maio de 2011 a banda se apresentou no programa Domingão do Faustão.

2014-2017: Deus Ex MachinaEditar

No final de 2014, o RPM anuncia a gravação de um novo álbum, intitulado Deus ex Machina, com produção de Lucas Silveira, da banda Fresno. O disco fica pronto no ano seguinte, mas é descartado. No mesmo período, Paulo Ricardo é convidado a ser jurado do talent show Superstar, da Rede Globo e por estar novamente em evidência, lança um disco solo em 2016, alegando que a banda continuaria paralelamente, algo que não aconteceu. Após cumprir a agenda de shows até o início de 2017, a banda anunciou hiato e posteriormente, foi revelado que Paulo não tinha mais interesse em prosseguir com a banda.

2018-atualmente: Nova formação com novas músicas e a morte de P.A.Editar

Após os integrantes tentarem voltar com a banda e Paulo Ricardo declarar que queria seguir em carreira solo, Schiavon, Deluqui e P.A. decidem dar continuidade a banda e chamam o baixista e vocalista Dioy Pallone para substituir Paulo. Na nova formação do grupo, ele está revezando os vocais com Deluqui, com a banda produzindo novas músicas para um vindouro álbum.

No final de 2018, foram disponibilizadas nas plataformas digitais os singles Ah! Onde Está Você? e Escravo da Estrada, interpretadas por Pallone e Deluqui [5]

A nova turnê iniciou-se em 2019[6], com Schiavon, Deluqui, Dioy e o baterista Kiko Zara, substituindo Paulo P.A. Pagni que já enfrentava sérios problemas de saúde. A banda também realizou um show acústico em abril do mesmo ano em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, sendo esta, a última vez que o grupo se apresentou com P.A.[7]

Em 22 de junho, após 34 dias em coma no Hospital São Camilo, localizado em Salto, interior de São Paulo, Pagni faleceu aos 61 anos, vitima de broncopneumonia e complicações decorrentes da fibrose pulmonar, doença que o músico enfrentava nos últimos meses.[8] P.A. foi sepultado ao lado de seus pais, no município de Araçariguama, onde residia desde 2004.[9] [10]

Livro: Revelações Por MinutoEditar

Em dezembro de 2007, o livro "Revelações Por Minuto" foi lançado, contando os detalhes da trajetória da banda, desde seu início (1984) até o seu suposto fim (1989). O livro foi promovido em uma grande coletiva de imprensa em São Paulo, contando com a presença do autor, Marcelo Leite de Moraes, e os quatro integrantes da banda.

FormaçãoEditar

Músico convidadoEditar

  • Kiko Zara - bateria (2019-atualmente)

Linha do tempoEditar

 

DiscografiaEditar

EstúdioEditar

EPEditar

  • 1987: RPM & MILTON (EP)

ColetâneasEditar

Álbuns ao vivoEditar

DVDs ao vivoEditar

  • 2002: MTV RPM 2002
  • 2008: Rádio Pirata - O Show (inicialmente lançado como parte integrante do box Revolução! RPM 25 Anos, foi posteriormente lançado separadamente)

Compactos SimplesEditar

  • 1985: Louras Geladas/ Revoluções Por Minuto.
  • 1985: Rádio Pirata/ Olhar 43.
  • 1985: A Cruz e a Espada/ Juvenilia.'
  • 1986: London, London/ Alvorada Voraz.
  • 1986: A Cruz e a Espada (ao vivo) / Olhar 43 (ao vivo).
  • 1986: Flores Astrais./ Naja.
  • 1987: Homo Sapiens (versão cantada)/ Homo Sapiens (instrumental).
  • 1988: Quatro Coiotes
  • 1988: Sete Mares
  • 1988: Partners
  • 1991: Gita
  • 1993: Gênese
  • 1993: Surfista Prateado
  • 1993: Pérola
  • 2002: Vida Real
  • 2002: Onde Está o Meu Amor?
  • 2002: Fatal
  • 2002: Rainha
  • 2011: Dois Olhos Verdes
  • 2011: Muito Tudo
  • 2012: Ela é demais (Pra mim)
  • 2012: Ninfa (Remix) ''
  • 2013: Vidro e Cola
  • 2013: Primavera Tropical
  • 2018: Ah! Onde Está Você?
  • 2018: Escravo da Estrada
  • 2019: Beijos Sinceros
  • 2019: Conflitos

Participações especiaisEditar

  • 1989: Cais (Regravação do RPM da música "A página do relâmpago elétrico")
  • 1991: O Início, O Fim e o Meio (Tributo a Raul Seixas)

Referências

Ligações externasEditar