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Francisco Augusto Metrass
Nome completo Francisco Augusto Metrass
Nascimento 7 de fevereiro de 1825
Lisboa, Portugal
Morte 14 de fevereiro de 1861 (36 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Reino de Portugal Portuguesa
Área Pintor
Movimento(s) Romantismo em Portugal

Francisco Augusto Metrass (Lisboa, 7 de Fevereiro de 1825 - Madeira, 14 de Fevereiro de 1861) foi um pintor português da época romântica.

Índice

BiografiaEditar

Filho de uma família abastada de origem alemã, que se dedicava ao comércio de importação. Os seus primeiros estudos foram feitos na Academia das Belas Artes de Lisboa como aluno voluntário, para onde entrou em 1836, tendo como mestres Joaquim Rafael e António Manuel da Fonseca e como colegas Anunciação, João Cristino da Silva e Manuel Maria Bordalo Pinheiro.

Estudou também em Roma a partir de 1844, com os pintores de origem alemã Johann Friedrich Overbeck e Peter von Cornelius do Grupo dos Nazarenos e tendo tido como companheiro de estudos outro artista português, Luís Pereira de Meneses.

 
Camões na Gruta de Macau, Museu de Arte Contemporânea, (Lisboa).

De volta a Portugal, deixou a pintura de retrato e começou a dedicar-se à pintura histórica. Como a sua obra não era muito apreciada, tendo mesmo vendido toda a sua obra a um corretor de leilões, foi para França, tendo regressado novamente em 1853 com a sua técnica mais aperfeiçoada (estudou Rubens, Rembrandt e Van Dyck), sendo então a sua obra já admirada pelo grande público e pelo rei D. Fernando que lhe comprou o quadro Camões e o Jau.

Foi professor de pintura histórica em 1854, na Academia de Belas-Artes e colaborou na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil [1] (1859-1865).

Metrass morreu com trinta e seis anos de idade, vítima de tuberculose[2][3].

ExposiçõesEditar

  • Palácio dos condes de Lumiares
  • Exposição filantrópica da Sala do Risco
  • Exposição trienal de 1856
  • Exposição Universal de Paris (1855)

ObrasEditar

  • Jesus acolhendo as crianças
  • Família Sagrada
  • Camões e o Jau
  • Caravana atravessando o deserto
  • Viúva junto do cadáver do esposo
  • A Menina e a Pomba
  • Inês de Castro Pressentindo os Assassinos (1885)
  • Só Deus! (1856) (óleo sobre tela 120 cm x 154 cm)
  • Leitura do romance
  • A Rola dormindo
  • Camões lendo "Os Lusíadas"
  • Porta Estandarte (inacabado)
  • Camões na gruta de Macau (1880) (óleo sobre tela 163 cm x 132 cm)
  • O Juízo de Salomão (1850)
  • Enterro de Cristo (1850)
  • Nu de costas (1855)
  • Últimos momentos de Camões[4]
 
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Ver tambémEditar

Referências

  1. Pedro Mesquita (06 de dezembro de 2013). «Ficha histórica:Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 13 de abril de 2014  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. Francisco Metrass na Infopedia.
  3. Francisco Metrass no Dicionário Histórico.
  4. Obras digitalizadas de Francisco Metrass na Biblioteca Nacional de Portugal.