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Franz Marc
Nascimento 8 de fevereiro de 1880
Munique
Morte 4 de março de 1916 (36 anos)
Braquis
Residência Munique
Sepultamento Baviera
Cidadania Império Alemão, Alemanha
Progenitores Pai:Wilhelm Marc
Cônjuge Marie Schnür, Maria Marc
Irmão(s) Paul Marc
Alma mater Academia de Belas Artes de Munique
Ocupação pintor
Movimento estético expressionismo
Causa da morte morto em combate
Assinatura
Marc autograph.png

Franz Marc, nascido Franz Moritz Wilhelm Marc (Munique, Reino da Baviera, Império Alemão, 8 de fevereiro de 1880 - Braquis, França, 4 de março de 1916), foi um dos mais influentes pintores representantes do movimento expressionista na Alemanha.

Filho de Wilhelm Marc, um pintor profissional de paisagens, e de Sophie Marc, uma estrita calvinista, descendente dos huguenotes que se estabeleceram na Alsácia, decidiu iniciar seus estudos na Academia de Belas Artes de Munique, em 1900, depois de passar pela filosofia e pela teologia. Suas primeiras criações foram paisagens, de estilo naturalista. Graças ao seu excelente domínio do francês, que lhe fora transmitido pela mãe, durante duas temporadas que passou em Paris (1903 e 1907), descobriu o impressionismo e sobretudo uma grande afinidade com a obra de Vincent Van Gogh.

Em 1910, fez amizade com os pintores August Macke, Gabriele Münter e Wassily Kandinsky. Com eles e outros pintores dissidentes do movimento Neue Künstlervereinigung, fundou o grupo Der Blaue Reiter ("O cavaleiro azul"), em 1911.

Franz Marc entendia a religião como um componente importante do processo criativo e assumia a arte como um meio para representar, de forma quase onírica, a verdade oculta e íntima da realidade. Assim, a sua pintura foi-se gradualmente libertando da referência cromática naturalista ou realista e passou a imprimir à cor uma forte conotação espiritual: vermelho representa a matéria, o azul é o elemento masculino e o amarelo é o elemento feminino.

Nas telas "Grandes Cavalos Azuis", de 1911, e "Pequenos Cavalos Amarelos", de 1912, percebe-se a dupla temática presente no seu trabalho: o cavalo, símbolo de força, e a cor intensa e luminosa utilizada como metáfora sexual. A maior parte das suas obras retrata animais[1].

Influenciado pelo uso da cor de Robert Delaunay, gradativamente sua obra se aproxima do futurismo e do cubismo e para a crescente abstração, até culminar na abstração expressiva. O tema é a força vital da natureza, o bem, a beleza e a verdade do animal, que o autor não vê no homem.

No ano seguinte, abandonou qualquer referência figurativa realizando a sua primeira tela inteiramente abstrata.

Na Primeira Guerra Mundial, Franz Marc apresentou-se como voluntário. Em 1916, em Gussainville, durante a Batalha de Verdun, foi atropelado por um ônibus, quando realizava missão de reconhecimento. Morreu aos 36 anos.

Seleção de obrasEditar

Obra Ano Nome Transliteração Técnica Coleção
  1911 Blaues Pferd I Cabalo azul Óleo sobre tela
112 cm. × 84,5 cm.
Lenbachhaus
  1911 Liegender Hund im Schnee Cachorro caído na neve
105 cm. * 62,5 cm.
Instituto Städel
  1911 Nudes under Trees Nudez sob as árvores Óleo sobre tela
1100 mm. * 1800 mm.
Museu do Palácio de Arte de Düsseldorf
  1912 Der Traum O sonho Óleo sobre tela
100,5 cm. * 135,5 cm.
Museu Thyssen-Bornemisza
  1912 Der Tiger O tigre Xilografía
24 cm. × 20 cm.
Lenbachhaus
  1912 Deer in a Monastery Garden Cervo no jardim do monastério Óleo sobre tela
101 cm. × 75,5 cm.
Lenbachhaus
  1913 Deer in the Forest I Cervo no bosque I Óleo sobre tela
39,75 mm. * 41,25 mm.
Coleção Phillips
  1914 Das Schaf O cordeiro Óleo sobre tela
545 mm. * 770 mm.
Museu Boymans Van Beuningen
  1916 Ruhen Pferde Cabalos descansando Xilografía en papel japonés
28,6 mm. * 40 mm.
Museu de Belas Artes de Houston
  • Dois Gatos, Azul e roxo (1912)
  • Cachorro caído na neve (1910-1911) e umas da mais famosas
  • Vaca amarela (1911)
  • Cavalo azul (1911)
  • Cervos na neve (1911)
  • O tigre (1912)
  • O destino dos animais (1913)
  • Raposas (1913)
  • Três gatos (1913)
  • Tirol (1913-1914)
  • O cordeiro (1913-1914)
  • Combate de formas (1914)

Referências

  1. Cooper, Philip. Cubism. London: Phaidon, 1995, p. 98. ISBN 0714832502

Ligações externasEditar

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