Gerônimo Ciqueira

Gerônimo Ciqueira
Nascimento 12 de agosto de 1956
Mar Vermelho
Morte 11 de março de 2007 (50 anos)
Brasília
Cidadania Brasil
Ocupação político
Causa da morte pneumonia

Gerônimo Ciqueira da Silva (Mar Vermelho, 12 de agosto de 1956Brasília, 11 de março de 2007) foi um político brasileiro com base em seu estado de nascimento, Alagoas. Havia sido recentemente eleito deputado federal para o mandato 2007-2011 pelo PFL.

Ciqueira tinha formação como técnico em Edificações. Iniciou a vida profissional como funcionário público municipal, na função de técnico em edificações, em 1979.

Carreira políticaEditar

Entrou para a vida política em 1996, quando se filiou no PPS. Em 2001 foi eleito vereador por aquele partido, sendo reeleito para o exercício 2005-2008 pelo PSB. Acabava de ser eleito deputado federal, para o mandato 2007-2011, pelo PFL. O recém-eleito deputado era, inclusivé, alvo de disputa entre duas grandes lendas em Alagoas, o Partido Progressista (PP) de Benedito de Lira, e o Partido da Frente Liberal (PFL) ao qual pertencia.

Foi o primeiro deficiente físico a chegar à Câmara Federal. Foi o idealizador de diversos projectos para as pessoas com necessidades especiais, como a criação da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), que hoje é referência no Nordeste, e à qual presidiu por oito mandatos, de 1986 a 2006. Foi com esse projecto que ficou conhecido como "Gerônimo da Adefal". Chegou a receber por esta obra o Prémio Direitos Humanos, em 2004, concedido pela presidência da República. Na Câmara dos Deputados, havia sido eleito membro titular da Comissão Permamente de Direitos Humanos e Minorias.

Doença e morteEditar

Em consequência de uma grave pneumonia, estava internado no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, a qual o levaria à morte na madrugada do dia 11 de março de 2007, aos 50 anos de idade. O corpo foi transportado para Maceió por um avião da Força Aérea Brasileira, indo o féretro a inumar no Cemitério Parque das Flores, daquela cidade.

Vítima da talidomidaEditar

Gerônimo foi uma das crianças vítimas da talidomida, medicamento usado na década de 1950 para controlar ansiedade, tensão e náuseas. Em decorrência disso, Gerônimo nasceu com uma série de deficiências físicas.

Quando consumido nos três primeiros meses de gestação, o medicamento causa a deformação do feto, provocando o encurtamento dos membros junto ao tronco. Em 1967, onze anos após o nascimento do deputado, a talidomida foi proibida no Brasil.