Progressistas

partido político brasileiro
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o partido político brasileiro. Para a ideologia política, veja Progressismo.

O Progressistas (PP) é um partido político brasileiro de alinhamento entre a centro-direita e a direita. Fundado e registrado definitivamente em 1995, surgiu a partir de fusões entre grupos que tiveram ligação com a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), o partido governista da ditadura militar (1964-1985).[11] Desde sua fundação até 2003 foi denominado Partido Progressista Brasileiro (PPB) e entre 2003 e 2017 foi denominado Partido Progressista (PP). Em maio de 2021 o partido possuía 1.320.616 filiados, sendo o quarto maior do país.[5] Atualmente também é o quarto com mais senadores (junto com o PSDB),[8] o quarto com mais deputados federais,[9] o segundo com mais prefeitos[7] e o segundo com mais vereadores.[10] Ao longo da história, o PP deu apoio aos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso,[12] Luiz Inácio Lula da Silva,[13] Dilma Rousseff[14] e Michel Temer.[15] Durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, o PP apresentou alinhamento de 93% com o mesmo nas votações da câmara (até junho de 2021).[16]

Progressistas
Número eleitoral 11[1]
Presidente Ciro Nogueira[1]
Fundação 14 de abril de 1995
Registro 16 de novembro de 1995 (25 anos)[1]
Sede Brasília, DF
Ideologia Nacionalismo brasileiro
Liberalismo clássico
Espectro político Centro-direita à Direita[2][3]
Publicação Revista Gestão Progressista
Think tank Fundação Milton Campos
Ala jovem Juventude Progressista[4]
Fusão entre PPR e PP (1995)
Membros (2021) 1.320.616 filiados[5]
Governadores (2020)[6]
2 / 27
Prefeitos (2020)[7]
690 / 5 568
Senadores (2020)[8]
7 / 81
Deputados federais (2020)[9]
41 / 513
Deputados Estaduais (2018)
70 / 1 060
Vereadores (2020)[10]
6 346 / 56 810
Cores      Azul
     Branco
Página oficial
progressistas.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

História

O partido remonta a uma série de processos de fusão que resultam no partido atual, cujo pedido de renomeação foi deferido na sessão do dia 29 de maio de 2003.[17] O Partido Progressista Brasileiro (PPB) foi um partido político brasileiro formado em 14 de setembro de 1995, com a fusão entre o Partido Progressista (1993–1995) e o Partido Progressista Reformador.

Nas eleições presidenciais de 1998, não lançou candidato à presidência da República, apoiando formalmente a pré candidatura de Fernando Henrique Cardoso à reeleição, tendo como apoiadores Paulo Maluf, Epitácio Cafeteira e Esperidião Amin.[18][19]

 
Logotipo utilizado entre 1995 e 2003.

Em 2002, não lançou candidato à presidência da República, apoiando informalmente a pré-candidatura de Ciro Gomes à presidência.[20] No segundo turno, o partido apoiou formalmente José Serra.[21]

Findo o governo FHC e completado mais um ciclo na vida política do país, a Convenção Nacional do PPB, buscando inspiração nas transformações políticas internacionais, decidiu, em 4 de abril de 2003, alterar sua denominação para Partido Progressista (PP).[12] Com a eleição do presidente Lula em 2002, o PP passou a integrar a base de apoio ao novo presidente no Congresso Nacional.[22]

Nas eleições de 2010, as alianças entre os partidos moderados e de tendências pela esquerda acontecem em vários lugares, como na Bahia, onde o PP fez parte da coligação do candidato petista, tendo inclusive indicado o seu vice.[23] Sobre esse tipo de coligações, a ex-prefeita de São Paulo e ex-petista Luísa Erundina declarou, ainda em maio de 2010, que "Dá uma tristeza, uma agonia ver o PP do Maluf com o PCdoB. Está tudo igual."[24]

 
Logotipo utilizado entre 2003 e 2017

A partir de 2010 o PP começou a fazer parte da base aliada do governo Dilma Rousseff, tendo seus filiados Mário Negromonte pelo período de 1 de janeiro de 2011 até 2 de fevereiro de 2012[25] e Aguinaldo Ribeiro pelo período de 7 de fevereiro de 2012 até 17 de março de 2014 que assumiram o Ministério das Cidades, sendo este último substituído por Gilberto Occhi.[26]

Assim como muitos grandes partidos em 2012, o PP perdeu prefeituras, caiu de 551 em 2008 para 467 em 2012 e saiu das eleições como quinto partido com maior número de prefeituras. Nas capitais, o partido conseguiu eleger os prefeitos de Palmas e Campo Grande. Em São Paulo apoiou Haddad, do PT.[27]

Em Abril de 2016, o PP rompeu oficialmente com o governo Dilma Rousseff e declarou o seu posicionamento a favor do impeachment da mesma.[14][28] Após o impeachment, o PP apoiou o governo Michel Temer, tendo dois ministérios: o senador Blairo Maggi no Ministério da Agricultura e o deputado Ricardo Barros no Ministério da Saúde.[29]

Em 16 de agosto de 2017, a sigla anunciou que seria rebatizada de Progressistas, em meio a uma tentativa de atrair novos eleitores devido ao desgaste provocado pela crise político-econômica de 2014.[30][31] O pedido de renomeação foi deferido em 11 de setembro de 2018 por Edson Fachin.[32]

Em 2020 nas eleições municipais deste ano o partido elegeu dois prefeitos em capitais: Tião Bocalon em Rio Branco e Cícero Lucena em João Pessoa.

Diagrama da origem histórica do partido
Aliança Renovadora Nacional
(ARENA) 1966–1979
Partido Democrático Social
(PDS) 1980–1993
Partido Democrata Cristão
(PDC) 1985–1993
Partido Social Trabalhista
(PST) 1988–1993
Partido Trabalhista Renovador
(PTR) 1985–1993
Partido Progressista Reformador
(PPR) 1993–1995
Partido Progressista
(PP) 1993–1995
Frente Liberal
(FL)

Partido da Frente Liberal
(PFL) 1985–2007

Democratas
(DEM) 2007–presente
Partido Progressista Brasileiro
(PPB) 1995–2003

Partido Progressista
(PP) 2003–2017

Progressistas
(PP) 2017–presente
Fonte: [17][33]

Organização

Mandatos relevantes atuais

Outras lideranças notáveis

Nome Posição de destaque Estado
Paulo Maluf[34] ex-Governador e ex-Prefeito   São Paulo
Roberto Campos
(Falecido)[35]
ex-Ministro e ex-Senador   Rio de Janeiro
Ana Amélia Lemos[36] ex-Senadora   Rio Grande do Sul
Antônio Delfim Netto[37] ex-Ministro e ex-Deputado Federal   São Paulo
Benedito de Lira[38] ex-Senador   Alagoas
Jair Soares[39] ex-Governador   Rio Grande do Sul
João Leão[40] atual Vice-Governador   Bahia
Blairo Maggi[41] ex-Ministro, ex-Governador e ex-Senador   Mato Grosso
Alcides Bernal[42] ex-Prefeito   Mato Grosso do Sul
Cida Borghetti[43] ex-Governadora   Paraná
Francisco Dornelles[44] ex-Governador e ex-Senador   Rio de Janeiro
Ivo Cassol[45] ex-Governador e ex-Senador   Rondônia
Neudo Campos[46] ex-Governador   Roraima
Suely Campos[47] ex-Governadora   Roraima
Severino Cavalcanti
Falecido[48]
ex-Presidente da Câmara dos Deputados   Pernambuco
Antônio Salim Curiati[49] ex-Prefeito e ex-Deputado Federal   São Paulo
Jarbas Passarinho
Falecido[50]
ex-Ministro, ex-Governador e ex-Senador   Pará
Pratini de Moraes[51] ex-Ministro   Rio Grande do Sul

Número de filiados

Data Filiados[5] Crescimento anual
dez./2006 1.267.497
dez./2007 1.280.537   13.0040 +1,0%
dez./2008 1.262.287   18.250 -1,4%
dez./2009 1.204.117   58.170 -4,8%
dez./2010 1.369.299   165.182 +13%
dez./2011 1.409.247   39.948 +2,9%
dez./2012 1.415.451   6.204 +0,4%
dez./2013 1.415.634   183 +0,0%
dez./2014 1.413.977   1.657 -0,1%
dez./2015 1.419.386   5.409 +0,3%
dez./2016 1.437.887   18.501 +1,3%
dez./2017 1.439.691   1.804 +0,1%
dez./2018 1.444.626   4.935 +0,3%
dez./2019 1.276.421   168.205 -13%
dez./2020 1.348.335   71.914 +5,6%

Desempenho eleitoral

Eleições parlamentares

Câmara dos Deputados[52]
Legislatura Bancada % ±
50.ª (1995–1999)
72 / 513
14,03   30
51.ª (1999–2003)
60 / 513
11,69   12
52.ª (2003–2007)
49 / 513
9,55   11
53.ª (2007–2011)
42 / 513
8,18   7
54.ª (2011–2015)
44 / 513
8,57   2
55.ª (2015–2019)
47 / 513
9,16   3
56.ª (2019–2023)
37 / 513
7,21   10
Senado Federal[53]
Legislatura Bancada % ±
50.ª (1995–1999)
7 / 81
8,64   5
51.ª (1999–2003)
5 / 81
6,17   2
52.ª (2003–2007)
1 / 81
1,23   4
53.ª (2007–2011)
1 / 81
1,23   0
54.ª (2011–2015)
5 / 81
6,17   4
55.ª (2015–2019)
6 / 81
7,41   1
56.ª (2019–2023)
6 / 81
7,41   0

Eleições presidenciais

Ano Imagem Candidato(a) a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos Posição
1998 Fernando Henrique Cardoso
(PSDB)
Marco Maciel
(PFL)
União, Trabalho e Progresso
(PSDB, PFL, PPB, PTB e PSD)
35.936.540
(53,06%)
2010 Dilma Rousseff
(PT)
Michel Temer
(PMDB)
Para o Brasil Seguir Mudando
(PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN)
apoio informal de 22 diretórios estaduais do PP[54]
55.752.529 (56,05%)
Observação: os diretórios estaduais de MG, PR e RS apoiaram José Serra (PSDB) e os diretorios de SP e SC ficaram neutros.[54]
2014 Dilma Rousseff
(PT)
Michel Temer
(PMDB)
Com a Força do Povo
(PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB)
54.495.459 (51,64%)
2018 Geraldo Alckmin
(PSDB)
Ana Amélia
(PP)
Para Unir o Brasil
(PSDB, PP, PTB, PSD, PRB, PR, DEM, Solidariedade e PPS)
5.096.349
(4,76%)
Segundo turno: neutralidade e liberação de diretórios e filiados.[55]

Controvérsias

Corrupção

 Ver artigos principais: Escândalo do Mensalão e Operação Lava Jato

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de bancadas dos parlamentares cassados por corrupção desde os anos 2000. O PP, segundo maior partido do Brasil a época, ocupa a quarta colocação no ranking, com 26 cassações.[56]

Dos 45 representantes do partido no Congresso, 21 estão sendo investigados na Operação Lava Jato.[57] Outros 11 ex-parlamentares do partido também estão sob suspeita. Entre eles, dois condenados no Escândalo do Mensalão.

Políticos diversos do PP, estão envolvidos e investigados no esquema conhecido como Petrolão. Os políticos foram citados pelos delatores, ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, pelo doleiro Alberto Youssef, além de outros delatores. O esquema de corrupção da estatal está sendo investigado por uma operação da Polícia Federal de nome Operação Lava Jato.[58][59][60][61]

Improbidade administrativa

Em 30 de março de 2017, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o PP por desvios ocorridos na Petrobras, sendo a primeira contra um partido na Operação Lava Jato. Além do PP, são citados na ação um ex-assessor parlamentar e dez políticos, sendo quatro ex-deputados e seis parlamentares com mandato. Os políticos recebiam entre 30 e 300 mil reais de mesada. O MPF ainda pede o ressarcimento de mais de 2 bilhões e 300 milhões de reais equivalentes à propina paga ao partido, além de multa e danos morais coletivos. Entre as consequências da ação para os políticos, caso sejam condenados, está a perda do cargo, suspensão de direitos políticos, perda da aposentadoria especial e devolução do dinheiro fruto de irregularidades.[62][63][64] Em abril de 2017, a justiça bloqueou 9,8 milhões de reais do partido e outros 466 milhões de reais de políticos da legenda.[65][66]

Referências

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  4. http://www.progressistas.org.br/2056/Documentos/OPresidente_261677/
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  19. «"Eu não apoio FH, mas meu voto é no dr. Enéas", diz Bolsonaro.». Folha de S.Paulo. Março de 1998 
  20. Bragon, Ranier; Ulhôa, Raquel (13 de julho de 2002). «PPS de Ciro fecha aliança com Collor em AL». Folha de S. Paulo. Os partidos da chapa majoritária são o PRTB, de Collor, o PPS, o PTB (partido da Frente Trabalhista de Ciro), que indicou o vice, Antônio Carlos Rezende, o PPB e o PFL. 
  21. «PPB fica com Serra». Folha de S.Paulo. 8 de outubro de 2002 
  22. «Há 20 anos Maluf reveza apoios a PT e PSDB». Uol. 30 de maio de 2014. Consultado em 8 de janeiro de 2016 
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Ligações externas