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Giovanni Battista della Porta
Nascimento 1 de Novembro de 1535
Vico Equense
Morte 4 de fevereiro de 1615
Nápoles
Nacionalidade Flag of Italy.svg Italiano
Principais interesses Filosofia, Cosmologia, Alquimia, Dramaturgia

Índice

OrigensEditar

Terceiro filho de Nardo Antonio e de uma patrícia da família Spadafora, Giovanni Battista Della Porta recebeu as bases de sua formação cultural em casa, onde se costumava discutir questões científicas, e demonstrou imediatamente suas notáveis capacidades inatas, que pode desenvolver por meio de estudos graças às boas condições de sua família: seu pai era proprietário de terras e armador naval. A família tinha uma casa em Nápoles, na Via Toledo, uma mansão em Due Porte, nas colinas nos arredores da cidade, e a "villa delle Pradelle" (Vico Equense). Entre seus mestres estiveram o classicista e alquimista Domenico Pizzimenti, e os filósofos e médicos Donato Antonio Altomare e Giovanni Antonio Pisano.

O Magiae naturalis sive de miraculis rerum naturaliumEditar

Em 1558 publicou o Magiae naturalis sive de miraculis rerum naturalium: No prefácio, o autor alega ter escrito a obra, originalmente em quatro volumes, com a idade de quinze anos. Sucessivamente teve nove edições, nas quais foi crescendo até um total de vinte volumes, afinal compendiados num volume único em 1584: este compêndio foi largamente difundido e traduzido do latim para as principais línguas europeias.

A obra trata da ciência popular, cosmologia, geologia, óptica, produtos vegetais, medicamentos, venenos, culinária, transformações químicas dos metais, destilação, coloração do vidro, esmaltes e materiais cerâmicos, propriedades magnéticas, cosméticos, pólvora, criptografia. São citados autores antigos, como Aristóteles e Teofrasto, mas igualmente os conhecimentos contemporâneos. Trata-se entretanto de uma compilação escolástica, não baseada em sua atividade própria de pesquisa, mas no estudo dos autores antigos e modernos. Em uma das edições descreveu uma câmera escura dotada de uma lente convexa. Embora não fosse seu inventor, contribuiu para divulgá-la através de sua obra.

As viagens e a Accademia secretorum naturaeEditar

 
Fontispício do De aeris transmutationibus

Em 1563 publicou uma obra de criptografia, o De Furtivis Literarum Notis, na qual descreve o primeiro exemplo de substituição poligráfica cifrada, acenando para o conceito de substituição polialfabética.[1] Por esta obra é considerado o maior criptógrafo do Renascimento.

Neste período, quando sua fama já estava consolidada, apresentou seu livro sobre criptografia ao rei Felipe II da Espanha e viajou também pela França e pela Itália.

De 1566 é uma publicação sobre Arte del ricordare, republicada posteriormente em latim, em 1602.

Della Porta havia fundado a Accademia Secretorum Naturae (Academia dos Segredos). Para pertencer a esta academia era necessário demonstrar ter efetuado uma nova descoberta cientifica, desconhecida do resto da humanidade, no âmbito das Ciências Naturais. Entretanto não era propriamente o método científico que era valorizado, mas o caráter "maravilhoso" da descoberta. Com a suspeita de envolvimento da Academia com ocultismo Della Porta foi questionado pela Inquisição em 1579 e a Academia foi fechada por ordem papal: sem entretanto serem criadas objeções aos seus estudos de ciências naturais. Entre 1579 e 1581 foi hospedado em Roma e então em Veneza e Ferrara pelo cardinale Luigi d'Este.

Em 1583 publicou o tratado Pomarium sobre o cultivo de árvores frutíferas e no ano seguinte o Olivetum, mais tarde incluídos em sua enciclopédia sobre agricultura. Em 1586 publicou com o editor J. Cacchi di Vico Equense a obra De humana physiognomonia em 4 livros sobre a Fisionomia, dedicado ao cardeal Luigi d'Este, que influenciará posteriormente a obra do suiço Johann Kaspar Lavater (1741-1801). Em 1599 com o editor Tarquinio Longo de Nápoles publicou uma segunda edição ampliada. Sua obra Fitognomica (1588) elenca as plantas segundo sua localização geográfica.

Em 1589 sua casa foi frequentada por Tommaso Campanella e em 1592 reatou, numa nova estadia em Veneza a amizade com Paolo Sarpi . Teria conhecido também Giordano Bruno antes de seu encarceramento. A partir desta data, por ordem do inquisidor veneziano, Della Porta deveria requerer permissão para suas publicações em Roma. Em 1593 encontrou-se em Pádua com Paolo Sarpi e com Galileu. Em 1601 recebeu em Nápoles o fidalgo francês Nicolas-Claude Fabri de Peiresc. Em 1603 encontrou o jovem Federico Cesi e foi convidado a Praga pelo imperador Rodolfo II, ao qual dedicou o tratado sobre Taumatologia, atualmente perdido.

Escreveu ainda sobre óptica (De refractione optices, em 1589), agricultura (Villae, em 1592), astronomia (Coelestis physiognomoniae em 1601), hidráulica e matemática (Pneumaticorum, em 1602), arte militar (De munitione, em 1606), meteorologia (De aeris transmutationibus, em 1609), e química (De distillatione em1610). Sua obra sobre a leitura da mão (Chirofisonomia), escrita em 1581 será publicada somente muito depois da sua morte, em 1677.

 
Pneumaticorum libri tres (1606)

Os últimos anosEditar

Em 1610 foi convidado a fazer parte da Accademia dei Lincei, recentemente fundada po Federico Cesi. Reivindicou sem muita convicção a paternidade da invenção do telescópio, tornada notória naqueles anos por Galileu, também membro da Academia a partir de 1611. Teria participado também de uma academia literária dedicada à literatura dialetal napolitana (Schirchiate de lo Mandracchio e Mprovesante de lo Cerriglio), que estava em plena atividade em 1614, e da Accademia degli Oziosi, de dramaturgos, iniciada oficialmente em 1611, da qual fazia parte também o vicerrei espanhol (Pedro Fernando de Castro, conde de Lemos).

Nos seus anos tardios colecionou exemplares raros do mundo natural e cultivou plantas exóticas. Seu museu privado era visitado por viajantes e foi um dos primeiros exemplos de Museu de história natural, inspirando o jesuita Athanasius Kircher a reunir uma coleção semelhante em Roma. Também seu irmão Gian Vincenzo havia organizado uma coleção de livros, mármores e estátuas, enquanto o outro irmão Gian Ferrante, morto ainda jovem, havia deixado uma coleção de cristais e exemplares geologicos, mais tarde vendida.

Foi também comediógrafo e escreveu 14 comédias em prosa, uma tragicomédia, uma tragédia e um drama litúrgico, que tornaram-se fonte de numerosas obras no século XVII. Seis títulos de Della Porta estavam presentes na biblioteca de Sir Thomas Browne.

Ligações externasEditar

NotasEditar

  1. Foi por isto acusado de plágio por Giovan Battista Bellaso, que reivindicava ser o primeiro a ter proposto este tipo de cifratura