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Guy Maurice Marie Louise Verhofstadt
Guy Maurice Marie Louise Verhofstadt
Primeiro ministro da Bélgica
Período 12 de julho de 1999 - 20 de março de 2008
Antecessor Jean-Luc Dehaene
Sucessor Yves Leterme
Dados pessoais
Nascimento 11 de abril de 1953 (66 anos)
Dendermonde, Flandres, Bélgica
Primeira-dama Dominique Verkinderen
Partido Vlaamse Liberalen en Democraten - VLD
Profissão político

Guy Maurice Marie Louise Verhofstadt (Dendermonde, 11 de Abril de 1953) é um político flamengo. Foi primeiro-ministro da Bélgica entre 1999 e 2008.

Início de carreiraEditar

Estudou direito na Universidade de Gante onde deu os primeiros passos na sua carreira política ao integrar o clube de estudantes LVSV. Mais tarde travou conhecimento com Willy De Clercq, figura destacada do Partido para a Liberdade e Progresso (PVV) em Gante e tornou-se "pupilo" deste o que lhe permitiu ascensão dentro do partido.

Em 1976 foi eleito membro da assembleia municipal, e em 1979 fez a sua entrada na política nacional como líder do partido PVV, aquando da nomeação de De Clercq para ministro das Finanças.

Em 1985, Verhofstadt foi eleito como deputado pela primeira vez. A 28 de Novembro desse mesmo ano, aos 32 anos de idade, juntou-se ao governo Martens VI como ministro do Orçamento e da Investigação Científica. Este governo caiu a 19 de Outubro de 1987.

Nas eleições de 13 de Dezembro de 1987 alcança um excelente resultado ao conseguir ultrapassar o então primeiro-ministro Wilfried Martens, e assim uma forte vitória para o seu partido liberal, o PVV. Contudo, e apesar dessa vitória, o PVV não foi escolhido para fazer parte do governo nacional, tendo Martens optado por formar coligação com os socialistas.

Esta experiência leva-o a escrever o seu "Burgermanifesten", no qual ele expõe como na democracia belga a governação não é determinada pela decisão popular, mas sim por grupos de pressão intangíveis. É com base nesse manifesto que em 1992 procede à remodelação do PVV no partido Liberais e Democratas Flamengos (VLD). Nas eleição de 1995 o VLD acolhe novo aumento de popularidade. A tentativa de Verhofstadt de formar governo de coligação com os socialistas após esta vitória eleitoral gorou-se - a falta de confiança na sua pessoa talvez tenha sido insuperável.

Governo Verhofstadt IEditar

Em 1999 surge enfim oportunidade de ascender ao poder em governo de coligação que incluiu, entre outros, os socialistas e o partido ecologista Agalev (actual Groen!).

Este governo Verhofstadt I marcou o início de uma nova era na política belga, marcada por maior abertura de debate. Diversos temas controversos foram então legislados, tais como a eutanásia, a lei da nacionalidade belga, legalização das drogas leves, e a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Nas eleições de 2003 o VLD e os socialistas SP.A conseguem uma vitória firme, enquanto que os ecologistas Agalev e Ecolo são fortemente penalizados.

Governo Verhofstadt IIEditar

Após estas eleições em que os partidos ecologistas foram penalizados, Verhofstadt forma o seu segundo governo, Verhofstadt II, sem os partidos ecologistas. O foco principal de governação foram as condições de trabalho.

Em 2004 ocorre a crise em redor dos direitos de voto para os imigrantes. De um lado o pacto de regime com os socialistas que lhe impõe que dê seguimento à votação do parlamento, do outro a opinião de grande parte dos militantes do seu partido que se opõem ao direito de voto para os imigrantes e lhe pedem que não dê seguimento.

Nas eleições de 13 de Junho de 2004 o VLD é severamente castigado. Com menos de 20% dos votos, torna-se apenas no quarto partido da Flandres.

Em Julho de 2004 tenta passar da política belga para o plano internacional ao apresentar-se candidato a presidente da Comissão Europeia. Para tal, conta com o apoio de Gerhard Schröder e de Jacques Chirac. A sua candidatura esbarra no veto de Tony Blair. O escolha consensual foi então a de nomear Durão Barroso para o cargo.

Entretanto Verhofstadt viu a sua posição na política belga enfraquecer. Importantes figuras dos seus dois governos, Frank Vandenbroucke e Louis Michel passam nomeadamente para o governo regional da Flandres e para a Comissão Europeia. O partido francófono MR, também ele parte da coligação governamental, perde o poder nos governos regionais de Bruxelas e da Valónia. No seguimento de tais resultados eleitorais, a relação entre o governo federal e o governo dessas regiões deteora-se e complica a resolução de alguns temas como o da expansão da actividade da companhia de correio DHL no aeroporto de Bruxelas, Zaventem.

Ligações externasEditar