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Parlamento Europeu

Parlamento Europeu
União Europeia
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Tipo Instituição europeia
Composição
Membros Comissão Junker
Presidente Antonio Tajani
Administração
Funcionários 751
Localização
Cidade Bruxelas e Estrasburgo
País  Bélgica e  França
Coordenadas 50° 50' 37" N 4° 22' 58" E
Sítio oficial
Instituições da União Europeia União Europeia

O Parlamento Europeu (também conhecido como Eurocâmara ou Europarlamento) é uma das três principais instituições da União Europeia, dirigida por Antonio Tajani, defende o interesse comum da UE. O Conselho representa os Estados e o Parlamento Europeu representa os povos da Europa; constituem o segundo maior eleitorado democrático do mundo. É a única instituição diretamente eleita pelos cidadãos europeus, acontecem de cinco em cinco anos.

Geralmente no plenário e nas punições os deputados falam na sua própria língua. Existe um vasto corpo de tradutores e intérpretes que asseguram que documentos e intervenções sejam compreendidos nas 24 línguas oficiais da União Europeia.

Seus trabalhos essenciais se concentram em Bruxelas, na Bélgica e outros em Estrasburgo, na França.

O presidente do Parlamento Europeu é o italiano Antonio Tajani, eleito em 17 de janeiro de 2017.

Índice

História[1]Editar

O Parlamento Europeu (PE) obteve sua base com o Tratado de Paris, que instituiu a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), posteriormente, a assembleia adquiriu a denominação de Parlamento Europeu. Assinado em 1951, faziam parte Alemanha, França, Itália, Países Baixos e Luxemburgo, com o objetivo de iniciar a livre circulação de carvão e aço, para que esses países tivessem acesso às fontes de produção. Nessa assembleia haviam 78 parlamentares, representando os Estados membros.

O surgimento da Comunidade Econômica Europeia (CEE) data de 25 de março de 1957, com o Tratado de Roma, alterando-se posteriormente. A Comunidade Europeia se mostrava no momento muito mais do que uma simples organização internacional, “sem, contudo, ter ainda alcançado uma união ‘federativa’ total, mas orientada, no sentido de consolidar (...) a defesa da paz e da liberdade, e apelando para os outros povos da Europa que partilham dos seus ideais para que se associem ao seu esforço” (NUGENT, 1989).

[2]“O aspecto principal, que a distingue das demais organizações internacionais, é o fato de que os Estados membros cederam parcela substancial de suas soberanias às instituições comunitárias.” (CASELLA. 1994. p. 74)

O crescimento do Parlamento ao longo dos anos é visto como um ponto positivo para a União Europeia (UE), podemos ressaltar isso em:

[3]"[...] Durante grande parte da sua vida, o Parlamento Europeu poderia ter sido justamente rotulado como 'falatório multilíngue'. Mas este não é mais o caso: o PE é hoje uma das legislaturas mais poderosas do mundo, tanto em termos de poderes legislativos como de supervisão executiva.” (FARRELL. 2007. p. 1)

O Tratado de Lisboa entrou em vigor em 1º de dezembro de 2009, dando resolução a vários anos de negociações no âmbito institucional. Esse tratado altera os tratados da UE e da CE, e confere à União Europeia o quadro jurídico e os instrumentos necessários para fazer face a desafios futuros e responder às expectativas dos cidadãos.

Houve significativas mudanças para o Parlamento, diretamente eleito pelos cidadãos da União Europeia, com grandes poderes no que se refere à legislação e ao orçamento da União Europeia, bem como aos acordos internacionais. Em especial, em relação à maior parte da legislação da União Europeia, obtendo o recurso mais frequente de codecisão no processo de decisão política coloca o Parlamento Europeu em igualdade com o Conselho.  

Poderes e FunçõesEditar

A divisão dos trabalhos se faz por semanas. Semanas vermelhas correspondem a ações penais, semanas rosas às reuniões das comissões, as semanas azuis às reuniões dos políticos, e as semanas verdes às missões internacionais e outros trabalhos parlamentares.  

As principais competências do Parlamento Europeu na União Europeia consistem em:

  • O controle do executivo: o Parlamento exerce o controle democrático, sobre a totalidade da atividade comunitária, desempenha um papel essencial no processo de designação do presidente da Comissão Europeia e do colégio de comissários e se o Parlamento aprovar uma moção de censura à Comissão, todos os seus membros deverão demitir-se, incluindo o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, que deve demitir-se das funções que exerce no seio da Comissão;
  • O poder orçamental: não há orçamento da União sem o voto favorável do Parlamento, juntamente com o do Conselho. O Parlamento recusou-se a aprovar o orçamento apenas duas vezes, em 1984 e em 1998. Na última ocasião, levou à demissão da Comissão Santer, realçando como o poder orçamental confere ao Parlamento um grande poder sobre a Comissão;
  • O poder legislativo: o Parlamento partilha com o Conselho a capacidade de aprovar as leis europeias.  

Ao exercer as competências legislativas, o Parlamento, em função dos assuntos, usa um dos três poderes:

  • O mecanismo de consulta: o voto do Parlamento tem apenas um valor moral e pode não seguir pelo Conselho;
  • O mecanismo de aprovação: no caso dos atos dos acordos internacionais, o Parlamento pode aprovar ou recusar a proposta na votação final, mas não pode alterar o seu conteúdo;
  • O processo de codecisão que o tratado designa por procedimento o legislativo ordinário e onde provavelmente consegue em igualdade de condições têm de se entender para aprovar uma lei.

MembrosEditar

O Parlamento Europeu é único entre as assembleias supranacionais, em que os seus membros se organizam em grupos ideológicos, como nas legislaturas nacionais tradicionais. Os grupos políticos do Parlamento Europeu são por vezes a representação formal de um partido político europeu no Parlamento. Esses grupos não são partidos, e sim coalizões, não são permitidas campanhas eleitorais.

Segundo o Tratado de Lisboa, os assentos são atribuídos de acordo com a população de cada país, sendo assim, a Alemanha é o que possui maior quantidade de membros. O Parlamento Europeu tem um total de 751 membros, um terço deles são mulheres, porém são somente 750 votos, já que o presidente não vota.

Os membros do Parlamento Europeu são eleitos de cinco em cinco anos por sufrágio universal, em que todos os adultos têm o direito ao voto. Os membros sentam-se de acordo com a filiação política.  

Os assentos são escolhidos de acordo com o tamanho do Estado, quanto maior o Estado, mais cidadãos são representados por deputado. Desde 2014 a Alemanha lidera o ranking com 96 assentos, sendo um por 843.000 habitantes (em seu total, a Alemanha tem uma população de 80,9 milhões).

Com o novo Estatuto, criado em 2009, os deputados com mais de 62 anos têm direito a uma remuneração paga pelo Parlamento. Além disso, os deputados têm direito a subsídios para os gastos com escritório, despesas de viagens, e uma série de privilégios, mais o salário.

Existem sete grupos parlamentares no Parlamento, mais trinta membros não inscritos, os dois maiores são o Partido Popular Europeu e Socialistas e Democratas, os dois grupos dominam o Parlamento durante toda a sua história e obtêm cerca de 50 a 70% dos assentos. De acordo com site oficial do Parlamento, para que um grupo seja reconhecido, precisa de 25 deputados europeus de sete países diferentes, os grupos recebem subsídios, logo, à um incentivo para que esses grupos existam.

Há uma crítica para com os grupos do Parlamento Europeu, em que, estudiosos e afins dizem que os votos estão cada vez mais divididos em direita e esquerda.

Grupos políticosEditar

Na legislatura eleita em 2014 os grupos políticos são:[4]

Deputados por paísEditar

Divisão proporcional no Parlamento Europeu - Mudanças entre o Tratado de Nice e o Tratado de Lisboa
(calculada de acordo com as Eleições europeias parlamentares de 2009)
Estado-membro 2007 2009
Nice
2009
Lisboa
     Estado-membro 2007 2009
Nice
2009
Lisboa
     Estado-membro 2007 2009
Nice
2009
Lisboa
  Alemanha 99 99 96   República Checa 24 22 22   Eslováquia 14 13 13
  França 78 72 74   Grécia 24 22 22   Irlanda 13 12 12
  Reino Unido1 78 72 73   Hungria 24 22 22   Lituânia 13 12 12
  Itália 78 72 73   Portugal 24 22 22   Letônia 9 8 9
  Espanha 54 50 54   Suécia 19 18 20   Eslovênia 7 7 8
  Polónia 54 50 51   Áustria 18 17 19   Chipre 6 6 6
  Roménia 35 33 33   Bulgária 18 17 18   Estónia 6 6 6
  Países Baixos 27 25 26   Finlândia 14 13 13   Luxemburgo 6 6 6
  Bélgica 24 22 22   Dinamarca 14 13 13   Malta 5 5 6
1Inclui Gibraltar, mas não qualquer outro território ultramarino britânico, áreas de soberania ou dependências da Coroa.
2 O orador não é contado oficialmente, deixando assim o total de 750 deputados.
Itálico - Países que são divididos por círculos sub-nacionais.
Total: 785 736 7512

Regimento do Parlamento EuropeuEditar

Internamente o funcionamento jurídico, legislativo e administrativo do Parlamento Europeu, nos termos dos tratados constitutivos da União Europeia, é regido pelo Regimento do Parlamento Europeu[5],que explicita os procedimentos legislativos, orçamentais, orçamentais internos, em comissão e outros.

Procedimentos legislativosEditar

Procedimento Legislativo Ordinário (PLO, ou de codecisão)[6]Editar

É realizado com o Conselho de Ministros da União Europeia (representando os governos dos Estados-membro), que consiste na aprovação e alteração de propostas legislativas (Tratados de Maastricht, 1993; Tratado de Amsterdã, 1999), ocorre desde 1 de dezembro de 2009 (Tratado de Lisboa), quando passou a ser o principal processo de deliberação.  

O PLO está disponível nas 23 línguas dos Estados-membro desde novembro de 2017 (última atualização), no Manual do Processo Legislativo Ordinário, de autoria da Unidade da Conciliação e da Codecisão, CODE.  

Tal processo trata de áreas como agricultura, ambiente, apoio à indústria, asilo, coesão econômica e social, combate às fraudes lesivas dos interesses da UE, combate à discriminação, cultura, estatuto dos partidos políticos europeus, exclusão social, governança econômica, investigação, justiça e assuntos internos, livre circulação dos trabalhadores, mercado único, migração, pesca, política dos consumidores, redes transeuropeias, saúde pública, segurança energética, serviços, serviços financeiros e vistos.

Procedimentos EspeciaisEditar

Nestes procedimentos o Parlamento age de forma consultiva (Tratado de Roma, 1957), enquanto o Conselho possui o papel decisório; porém por conta da questão de jurisprudência (Tribunal de Justiça) para que as decisões sejam tomadas é necessário que o Parlamento participe com seu parecer, para então o Conselho agir. Tais processos tratam de áreas específicas, com destaque para a área fiscal.

Procedimentos Orçamentais[7]Editar

As decisões de orçamentos anuais da UE ocorrem em conjunto com o Conselho, com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu. As decisões são tomadas com base no cumprimento das obrigações dos Estados-membro.

Outros Procedimentos[8]Editar

A fiscalização dos órgãos da UE ocorre por meio da parceria do Parlamento com o Conselho, a Comissão, o Tribunal de Justiça, Banco Central Europeu, Tribunal de Contas, o Provedor de Justiça, e Petições e Comissões de Inquérito. Dessa forma, por meio da observação e da ampliação da legislação existente, os órgãos se policiam.  

A comunicação com os parlamentos nacionais dos Estados-membro ocorre por meio da correlação existente entre a legislação da UE e a legislação de cada Estado-membro, assim juntamente com o Conselho, o Parlamento adota leis em todo o domínio da UE.

Bases do Parlamento EuropeuEditar

Em 1992, os governos nacionais da União Europeia, decidiram por unanimidade fixar de forma permanente as sedes das instituições da UE, sendo: a sede oficial em Estrasburgo, na França, onde se realizariam a maioria das sessões plenárias, as comissões parlamentares se reuniriam em Bruxelas e o Secretariado do Parlamento Europeu ficaria instalado em Luxemburgo. Qualquer mudança nesse sistema exigiria um novo tratado, que necessitaria o acordo por unanimidade dos 28 Estados-membros e a ratificação pelos parlamentos nacionais.

Após se passarem 21 anos da incorporação desse Tratado, em novembro de 2013, numa resolução aprovada, os eurodeputados pediram por uma revisão dos Tratados que permitisse que o Parlamento Europeu pudesse decidir o local de sua sede. Tal apelação se motivou devido à crise financeira que implicou cortes profundos e graves nas despesas dos Estados-membros. Segundo os eurodeputados, “ o Parlamento Europeu seria mais eficaz, racional em termos de custos e mais respeitador do ambiente, se estivesse localizado num único lugar”. Essa migração mensal entre Bruxelas e Estrasburgo transformou-se numa questão negativa para a maioria dos cidadãos da UE e se acentuou devido à crise.

A resolução foi aprovada por 483 votos a favor, 141 contra e 34 abstenções.           

Em um estudo realizado pelo Parlamento Europeu em 2013, se todas as atividades do Parlamento fossem transferidas de Estrasburgo para Bruxelas poderiam ser economizados 103,8 milhões de euros por ano. Mesmo sendo um montante significativo, esse valor representa apenas 6% do orçamento do Parlamento, ou 1% das despesas administrativas da UE ou 0,1% do orçamento total da UE. Em 2014 o Tribunal de Contas Europeu confirmou o estudo de 2013 feito pelo PE, mas chegou a um montante de 109 milhões de euros por ano com a sede em Estrasburgo, cinco milhões de euros poderiam ser poupados das missões a Estrasburgo que saem dos orçamentos da Comissão Europeia e do Conselho.    

Porém a França reagiu e o prefeito de Estrasburgo afirmou que “vamos contra-atacar revirando a força do adversário para nosso próprio lucro, como um judoca faria”. Como a sede do Parlamento é fixada pelos tratados, só pode ser alterada pelo Conselho por unanimidade, o que significa que a França poderia vetar qualquer medida. O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou que a sede de Estrasburgo é inegociável e que a França não tem intenção de entregar a única instituição da UE em solo francês. Em resposta a intenção declarada da França de vetar qualquer recolocação em Bruxelas, alguns deputados defenderam a desobediência civil, recusando-se a participar do êxodo mensal para Estrasburgo.

TransparênciaEditar

Uma de suas cláusulas mais importantes, e que as Instituições Europeias levam mais à risca, é o comprometimento com a transparência, abertura e acessibilidade a informação da população sobre seu trabalho. À medida que o Parlamento Europeu ganha importância e influência, torna-se crucial assegurar a representatividade dos cidadãos europeus de uma forma totalmente aberta e transparente.

Dessa forma os cidadãos europeus têm o direito de acompanhar de perto as atividades de seus membros eleitos, comprovando se estão ou não cumprindo os rígidos princípios de conduta e por sua vez mantendo relações equilibradas com os representantes de interesses. É garantido aos cidadãos o direito de acesso aos documentos das instituições europeias, dentro dos limites pré-estabelecidos no Regulamento.

Todos os instrumentos de transparência visam facilitar o controle pelos cidadãos das atividades do Parlamento.

Diálogo com Organizações Religiosas e não ConfessionaisEditar

O artigo 17 do Tratado sobre o funcionamento da União Europeia estabelece que haja um diálogo aberto e transparente entre instituições e igrejas europeias, associações religiosas e organizações não confessionais e filosóficas.

Esse tipo de diálogo permite uma aberta troca de perspectivas entre as instituições europeias e importantes partes da sociedade europeia a respeito de suas políticas.

Criado no início dos anos 90 pelo presidente da Comissão da UE Jacques Delors, oferece uma oportunidade para essas instituições participarem dos processos de formulação das políticas na Europa, criando um espaço de representatividade muito importante e respeitado tanto para as instituições religiosas e as não-religiosas.

Atualmente, esse diálogo é de responsabilidade do Primeiro Vice PresidenteTimmermans.     

O Parlamento Europeu como Mediador de Raptos Internacionais de Crianças por seus PaisEditar

O Parlamento Europeu como mediador para o rapto internacional de crianças por seus pais está pronto para fornecer informações e ajudar as crianças vítimas de rapto e seus pais em conflitos familiares na Europa e fora dela.

Os litígios transfronteiriços quando se fala de família continuam aumentando na UE, à medida que o número de famílias internacionais aumenta. Ao longo dos anos, a mediação evoluiu para se tornar uma profissão bem estabelecida e um meio reconhecido para resolver disputas familiares. O Parlamento Europeu está bastante empenhado em promover o uso da mediação em litígios familiares internacionais e em proteger os direitos das crianças em toda a Europa.

A posição foi criada em 1987 pelo então Presidente do Parlamento Europeu, Lord Plumb, e teve como mediadora Marie-Claude Vayssade (1987-1994). A atual mediadora é Elisabeth Morin-Chatier.  

Comissões do ParlamentoEditar

 
Sala das Comissões no Parlamento

O Parlamento possui 20 comissões permanentes constituídas por 28 a 86 deputados cada uma (o que reflecte a composição política do conjunto do Parlamento), incluindo uma cadeira, uma mesa e secretariado. Reúnem-se duas vezes por mês em público a elaborar, alterar e adoptar as propostas legislativas e relatórios a serem apresentados ao plenário. Os relatores de um comité são supostamente para apresentar o ponto de vista da comissão, nomeadamente, embora este não tenha sido sempre o caso. Nos acontecimentos que conduziram à demissão da Comissão de Santer, o relator foi contra a Comissão do Controlo Orçamental em votar o orçamento, e instou o Parlamento a rejeitá-la.[9]

Comités podem igualmente criar sub-comissões (por exemplo, a Sub-comissão dos Direitos do Homem) e comissões temporárias para tratar de um tema específico (por exemplo, sobre a entrega extraordinária). Os presidentes das Comissões coordenam os seus trabalhos por meio da "Conferência dos Presidentes das Comissões." Com a co-decisão foi introduzido um aumento das competências do Parlamento em várias áreas, mas principalmente os que integram a Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar. Anteriormente esta comissão foi considerada pelos deputados como uma "Comissão Cinderella", no entanto, uma vez que ganhou uma nova importância, tornou-se mais profissional e rigorosa, atraindo mais e mais a atenção para os seus trabalhos.

As delegações do Parlamento são formadas de forma semelhante e é responsável pelas relações com os parlamentos fora da UE. Existem 34 delegações compostas por cerca de 15 deputados, e também pelos presidentes das delegações para cooperarem nas conferências. Elas incluem "Delegações interparlamentares" (manter relações com o Parlamento fora da UE), "das comissões parlamentares mistas" (mantendo relações com os parlamentos de países que são candidatos ou associados da UE), a delegação à Assembleia Parlamentar Paritária e a delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Mediterrânica. Os deputados também participam em outras atividades internacionais, como a assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana, o Diálogo Transatlântico de Legisladores e através de observação eleitoral nos países terceiros.

Segue-se uma lista das Comissões do Parlamento Europeu (Dados de Outubro de 2007) [10]

Comissão Sigla Presidente Grupo
Assuntos Externos AFET Jacek Saryusz-Wolski PPE-DE
Desenvolvimento DEVE Josep Borrell Fontelles PSE
Comércio Internacional INTA Helmuth Markov NGL
Orçamento BUDG Reimer Böge PPE-DE
Controlo Orçamental CONT Herbert Bösch PSE
Assuntos Económicos e Monetários ECON Pervenche Berès PSE
Emprego e Assuntos Sociais EMPL Jan Andersson PSE
Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar ENVI Miroslav Ouzky PPE-DE
Indústria, Investigação e Energia ITRE Angelika Niebler PPE-DE
Mercado Interno e Protecção dos Consumidores IMCO Ariene McCarthy PSE
Transportes e Turismo TRAN Paolo Costa ALDE
Desenvolvimento Regional REGI Gerardo Galeote PPE-DE
Agricultura e Desenvolvimento Rural AGRI Neil Parish PPE-DE
Pescas PECH Philippe Morillon ALDE
Cultura e Educação CULT vacante
assuntos Jurídicos JURI Giuseppe Gargani PPE-DE
Comissão das Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos LIBE Jean-Marie Cavada ALDE
Assuntos Constitucionais AFCO Jo Leinen PSE
Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade dos Géneros FEMM Anna Záborská PPE-DE
Petições PETI Marcin Libicki UEN
Direitos Humanos (Sub-comissão) DROI Hélène Flautre G-EFA
Segurança e Defesa (Sub-comissão) SEDE Karl von Wogau PPE-DE

PresidenteEditar

 Ver artigo principal: Presidente do Parlamento Europeu
Presidente: Antonio Tajani
Vice-Presidentes: Giovanni Pittella
Rodi Kratsa-Tsagaropoulou
Stavros Lambrinidis
Miguel Angel Martínez Martínez
Alejo Vidal-Quadras
Dagmar Roth-Behrendt
Libor Rouček
Isabelle Durant
Roberta Angelilli
Diana Wallis
Pál Schmitt
Edward McMillan-Scott
Rainer Wieland
Silvana Koch-Mehrin

O Presidente, atualmente Antonio Tajani, eurodeputado italiano pertencente ao grupo do Partido Popular Europeu e membro do partido direitista Força Itália (fundado e liderado por Silvio Berlusconi), é essencialmente o orador do Parlamento. Ele preside às sessões da assembleia e a sua assinatura é necessária para todos os atos aprovados pelo processo de co-decisão, incluindo o orçamento da UE. O Presidente também é responsável pela representação do Parlamento externamente, inclusive em questões jurídicas, bem como para a aplicação das regras de procedimento. O presidente é eleito por dois anos e meio, o que significa que há duas eleições por legislatura.

Na maioria dos países, o protocolo do Chefe de Estado vem antes de todos os outros, no entanto na UE, o Parlamento está listado como a primeira instituição e, portanto, o protocolo de seu Presidente vem antes de qualquer outro protocolo europeu ou nacional.

Uma série de notáveis figuras foram Presidentes do Parlamento. O primeiro presidente foi Paul-Henri Spaak, deputado e um dos fundadores da União Europeia. Outros fundadores incluem Alcide de Gasperi e Robert Schuman. Dois eram do sexo feminino: Simone Veil eleita em 1979 (primeira Presidente do Parlamento eleita) e Nicole Fontaine, deputada, em 1999.

Durante a eleição de um Presidente, a sessão é presidida pelo mais antigo membro do Parlamento. Em 2004 e 2007, esta foi presidida por Giovanni Berlinguer. Enquanto o membro mais idoso está na cadeira presidencial, detém todos os poderes do Presidente, mas a única empresa que pode ser abordada é a eleição do novo Presidente.

Além do Presidente, há 14 vice-presidentes, que presidem a debates, quando o presidente não está na Câmara. Há uma série de outros órgãos e cargos responsáveis pela gestão do Parlamento para além destes. Os dois principais organismos são a Mesa, que é responsável pelas questões orçamentais e de gestão, e a Conferência dos Presidentes, que é um órgão composto pelos presidentes de cada um dos grupos políticos do parlamento.

Lista de presidênciasEditar

A tabela seguinte apresenta todas as presidências das instituições da União Europeia, incluindo os presidentes do Parlamento Europeu.


Conservador Socialista Liberal Independente Verde
Year Presidente da
Comissão Europeia
Presidente do
Conselho Europeu
Presidência do
Conselho da União Europeia
Presidente do
Parlamento Europeu
Estado-membro Presidente
1958 1: Walter Hallstein (I)     Bélgica Victor Larock 1: Robert Schuman
  Alemanha Ocidental Siegfried Balke
1959   França Maurice Couve de Murville
  Itália Giuseppe Pella
1960   Luxemburgo Eugène Schaus 2: Hans Furler
  Países Baixos Joseph Luns
1961   Bélgica Paul-Henri Spaak
  Alemanha Ocidental Gerhard Schröder
1962 1: Walter Hallstein (II)   França Maurice Couve de Murville 3: Gaetano Martino
  Itália Emilio Colombo
1963   Luxemburgo Eugène Schaus
  Países Baixos Joseph Luns
1964   Bélgica Hendrik Fayat 4: Jean Pierre Duvieusart
  Alemanha Ocidental Gerhard Schröder
1965   França Maurice Couve de Murville 5: Victor Leemans
  Itália Amintore Fanfani
1966   Luxemburgo Pierre Werner 6: Alain Poher
  Países Baixos Barend Biesheuvel
1967   Bélgica Renaat Van Elslande
2: Jean Rey   Alemanha Ocidental Willy Brandt
1968   França Maurice Couve de Murville
  Itália Giuseppe Medici
1969   Luxemburgo Pierre Grégoire 7: Mario Scelba
  Países Baixos Joseph Luns
1970   Bélgica Pierre Harmel
3: Franco Maria Malfatti   Alemanha Ocidental Walter Scheel
1971   França Maurice Schumann 8: Walter Behrendt
  Itália Aldo Moro
1972 4: Sicco Mansholt   Luxemburgo Gaston Thorn
  Países Baixos Norbert Schmelzer
1973 5: François-Xavier Ortoli   Bélgica Pierre Harmel 9: Cornelis Berkhouwer
  Dinamarca Ivar Nørgaard
1974   Alemanha Ocidental Walter Scheel
  França Jean Sauvagnargues
1975 Liam Cosgrave   Irlanda Garret FitzGerald 10: Georges Spénale
Aldo Moro   Itália Mariano Rumor
1976 Gaston Thorn   Luxemburgo Gaston Thorn
Joop den Uyl   Países Baixos Max van der Stoel
1977 6: Roy Jenkins James Callaghan   Reino Unido Anthony Crosland 11: Emilio Colombo
David Owen
Jack Lynch   Bélgica Henri Simonet
1978 Anker Jørgensen   Dinamarca Knud Børge Andersen
Helmut Schmidt   Alemanha Ocidental Hans-Dietrich Genscher
1979 Valéry Giscard d'Estaing   França Jean François-Poncet
Jack Lynch   Irlanda Michael O'Kennedy 1: Simone Veil
1980 Francesco Cossiga   Itália Attilio Ruffini
Pierre Werner   Luxemburgo Colette Flesch
1981 7: Gaston Thorn Dries van Agt   Países Baixos Chris van der Klaauw
Margaret Thatcher   Reino Unido Peter Carrington
1982 Wilfried Martens   Bélgica Leo Tindemans 2: Piet Dankert
Poul Schlüter   Dinamarca Uffe Ellemann-Jensen
1983 Helmut Kohl   Alemanha Ocidental Hans-Dietrich Genscher
Andreas Papandreou   Grécia Grigoris Varfis
1984 François Mitterrand   França Roland Dumas 3: Pierre Pflimlin
Garret FitzGerald   Irlanda Peter Barry
1985 Bettino Craxi   Itália Giulio Andreotti
Jacques Santer   Luxemburgo Jacques Poos
1986 8: Jacques Delors (I) Ruud Lubbers   Países Baixos Leo Tindemans
Margaret Thatcher   Reino Unido Geoffrey Howe
1987 Wilfried Martens   Bélgica Leo Tindemans 4: Henry Plumb
Poul Schlüter   Dinamarca Uffe Ellemann-Jensen
1988 Helmut Kohl   Alemanha Ocidental Hans-Dietrich Genscher
Andreas Papandreou   Grécia Theodoros Pangalos
1989 8: Jacques Delors (II) Felipe González   Espanha Francisco Fernández Ordóñez
François Mitterrand   França Roland Dumas 5: Enrique Barón Crespo
1990 Charles Haughey   Irlanda Gerry Collins
Giulio Andreotti   Itália Gianni De Michelis
1991 Jacques Santer   Luxemburgo Jacques Poos
Ruud Lubbers   Países Baixos Hans van den Broek
1992 Aníbal Cavaco Silva   Portugal João de Deus Pinheiro 6: Egon Klepsch
John Major   Reino Unido Douglas Hurd
1993 8: Jacques Delors (III) Poul Nyrup Rasmussen   Dinamarca Poul Nyrup Rasmussen
Jean-Luc Dehaene   Bélgica Willy Claes
1994 Andreas Papandreou   Grécia Karolos Papoulias
Helmut Kohl   Alemanha Klaus Kinkel 7: Klaus Hänsch
1995 9: Jacques Santer Jacques Chirac   França Alain Juppé
Felipe González   Espanha Javier Solana
1996 Romano Prodi   Itália Lamberto Dini
John Bruton   Irlanda Dick Spring
1997 Wim Kok   Países Baixos Hans van Mierlo 8: José María Gil-Robles
Jean-Claude Juncker   Luxemburgo Jacques Poos
1998 Tony Blair   Reino Unido Robin Cook
Viktor Klima   Áustria Wolfgang Schüssel
1999 Gerhard Schröder   Alemanha Joschka Fischer
10: Manuel Marín
11: Romano Prodi Paavo Lipponen   Finlândia Tarja Halonen 9: Nicole Fontaine
2000 António Guterres   Portugal Jaime Gama
Jacques Chirac   França Hubert Védrine
2001 Göran Persson   Suécia Anna Lindh
Guy Verhofstadt   Bélgica Louis Michel
2002 José María Aznar López   Espanha Josep Piqué i Camps 10: Pat Cox
Anders Fogh Rasmussen   Dinamarca Per Stig Møller
2003 Costas Simitis   Grécia George Papandreou
Silvio Berlusconi   Itália Franco Frattini
2004 Bertie Ahern   Irlanda Bertie Ahern
12: José Manuel Barroso (I) Jan Peter Balkenende   Países Baixos Bernard Bot 11: Josep Borrell
2005 Jean-Claude Juncker   Luxemburgo Jean Asselborn
Tony Blair   Reino Unido Jack Straw
2006 Wolfgang Schüssel   Áustria Ursula Plassnik
Matti Vanhanen   Finlândia Matti Vanhanen
2007 Angela Merkel T1   Alemanha Frank-Walter Steinmeier 12: Hans-Gert Pöttering
José Sócrates   Portugal Luís Amado
2008 Janez Janša   Eslovénia Dimitrij Rupel
Nicolas Sarkozy T2   França Bernard Kouchner
2009 Mirek Topolánek   República Checa Karel Schwarzenberg
Jan Fischer Jan Kohout
Fredrik Reinfeldt   Suécia Cecilia Malmström 13: Jerzy Buzek
12: José Manuel Barroso (II) 1. Herman van Rompuy


Serviço de Estudos do Parlamento EuropeuEditar

Departamento interno de pesquisa do Parlamento Europeu, é responsável por auxiliar os deputados com análises e estudos, de forma que esses obtenham informações atualizadas, concisas e abrangentes. No ambiente da União Europeia, os funcionários desse departamento obterão quaisquer informações necessárias aos trabalhos dos deputados, sejam elas políticas, legislativas ou de outros temas.

O departamento também é responsável por administrar a biblioteca, os arquivos históricos do Parlamento Europeu, os pedidos de informação dos cidadãos, o acesso a documentos e o registro de transparência.

EstruturaEditar

A estrutura do departamento consiste na diversificação dos serviços, possuindo seções que se responsabilizam por:

Biblioteca[11]Editar

Composta por 100 livros sobre o projeto europeu, publicados de 1930 a 2014, contando com 125 resultados de pesquisa, tem como origem a solicitação da criação da biblioteca pelo ex-presidente do Parlamento, Martin Schulz;

Arquivos históricos[12]Editar

Com acervo de cerca de 5 milhões de registros eletrônicos, a partir de 1952 (Assembleia Comum da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço), que conta com documentos, vídeos, fotografias e áudios, acerca de assuntos políticos, legislativos e administrativos, cruzando dados dos diferentes componentes da UE. Os cidadãos podem solicitar os registros por escrito e até mesmo participar de visitas às instalações em Luxemburgo.

Pedidos de informação dos cidadãos[13]Editar

A Unidade de Pedidos de Informação dos Cidadãos, AskEP, possui um formulário disponível pelo site, sendo possível esclarecer dúvidas acerca de quaisquer temas, sejam relativos a cibercriminalidade ou a hora de inverno.

Acesso aos documentos[14]Editar

Regido a partir do artigo 15º, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia; por meio de um formulário de pesquisa, disponibiliza documentos do Parlamento, do Conselho e da Comissão; constituindo em um registro eletrônico dos diversos documentos datados a partir de 2001, enquanto que documentos anteriores a 2001 ou de acesso restrito podem ser solicitados, com os pedidos sendo respondidos em até 15 dias.

Registro de transparência[15]Editar

Em parceria com o Conselho e com a Comissão, há como o cidadão pesquisar no registro, inscrever organizações e atualizar dados.

Referências

  1. CASELLA, Paulo (1994). Comunidade europeia e seu ordenamento jurídico. São Paulo: LTr 
  2. CASELLA, Paulo (1994). Comunidade europeia e seu ordenamento jurídico. São Paulo: LTr. 74 páginas 
  3. FARRELL, David (2007). «Professor Farrell: "The EP is now one of the most powerful legislatures in the world"». Consultado em 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. «MEPs by Member State and political group». Parlamento Europeu. Consultado em 17 de junho de 2015 
  5. Regimento do Parlamento Europeu 2014 - 2019. www.europarl.europa.eu. Acesso realizado em 19 de janeiro de 2018.
  6. «Manual do Processo Legislativo Ordinário» (PDF) 
  7. «Orçamento» 
  8. «Poderes de Fiscalização» 
  9. A Comissão de Santer resigna
  10. europarl.europa.eu/activities/expert/committees
  11. «100 Livros Memoráveis sobre a Europa» 
  12. «Arquivos Históricos» 
  13. «Serviço de Informação aos Cidadãos» 
  14. [www.europarl.europa.eu/atyourservice/pt/20150201PVL00028/Acesso-aos-documentos «Acesso aos Documentos»] Verifique valor |url= (ajuda) 
  15. «Registro de Transparência» 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar