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Hibiscus sabdariffa


Hibiscus sabdariffa, conhecido popularmente como caruru-azedo, azedinha, quiabo-azedo, quiabo-róseo, quiabo-roxo, rosélia e vinagreira,[1][2][3]

Como ler uma caixa taxonómicaHibiscus sabdariffa
vinagreira
H. sabdariffa

H. sabdariffa
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malvales
Família: Malvaceae
Género: Hibiscus
Espécie: H. sabdariffa
Nome binomial
Hibiscus sabdariffa
L.

Na Angola é chamada tetia (ganguela) ou se (kimbundu).[4]

Índice

DescriçãoEditar

É uma erva ereta, anual de cerca de 2 metros de altura com folhas lobadas e flores brancas ou amarelas com o centro escuro. As sépalas carnosas e vermelhas são rodeadas por uma camada de brácteas (epicálice).[2]

Dispersas ao ano, são solitárias, sésseis, axilares, de cor rosa ou purpúrea, com máculas escuras e cálice muito carnoso.[3]

SinônimosEditar

A espécie Hibiscus sabdariffa possui 6 sinônimos reconhecidos atualmente.[5]

  • Abelmoschus cruentus (Bertol.) Walp.
  • Furcaria sabdariffa Ulbr.
  • Hibiscus cruentus Bertol.
  • Hibiscus fraternus L.
  • Hibiscus palmatilobus Baill.
  • Sabdariffa rubra Kostel.


OrigemEditar

Nativa da África, tem sido cultivada no Sudão há cerca de 6 mil anos. Foi introduzida na Ásia e nas Américas no século 17 atualmente ocorrendo em todas as regiões quentes do mundo. Os maiores produtores são Sudão e Egito seguidos da Tailândia e China.[2]

H. sabdariffaé cultivada para consumo local em muitas regiões da África, Ásia (Índia, Indonésia e Filipinas) e nas Américas (México, Brasil e Índias Ocidentais). As folhas são um vegetal popular em Burma e as fibras são um produto importante na Índia e Tailândia.[2]

Uso culinárioEditar

É às vezes usado como condimento para temperar carne vermelha e peixes mas principalmente para colorir e dar sabor agridoce a chás e bebidas alcoólicas e não-alcoólicas. Chá e bebidas geladas como karkadé, da bilenni, Agua de flor de Jamaica são comuns em países africanos e latino-americanos. Por conter pectina naturalmente é ideal para geleias, chutneys, molhos e conservas. As folhas jovens são importantes como erva culinária por exemplo em Burma para o prato de curry chin baung kyaw e para o prato senegalês thiéboudieune (peixe acompanhado de arroz).[2]

É cultivada no Brasil na região da Amazônia onde suas folhas compõem a receita do arroz de cuxá da culinária do Maranhão.[1]

As sépalas curtidas em água e sal foi uma adaptação dos imigrantes japoneses no Brasil para substituir o umeboshi da culinária japonesa, o hanaume (do japonês, hana, "flor" e ume, "ameixa") é uma invenção dos imigrantes e não existe no Japão.[6]

ComponentesEditar

O sabor azedo é devido a ácidos orgânicos como o ácido de hibisco (ácido hidrocítrico), ácido ascórbico, ácido cítrico, ácido málico e ácido tartárico.[2]

O composto aromâtico mais intenso são 1-octeno-3-1 e nonanal. No hibisco fresco o aroma intenso e os aromas florais e cítricos são devidos aos Linalol e Octanal.A cor vermelha intensa provém de antocianinas (0.15%) dos quais os principais componentes são 3-sambubiosides de cianidina e delfinidina. Também é rico em mucilagem polissacarídeo (15%).[2]

Propriedades medicinaisEditar

GaleriaEditar

Referências

  1. a b Corrêa, Myrna. Dicionário de Gastronomia. Matrix Editora. p. 266. ISBN 978-85-8230-251-4.
  2. a b c d e f g h Ben-Erik van Wyk (2014). Culinary Herbs and Spices of the World. University of Chicago Press. p. 146. ISBN 978-0-226-09183-9.
  3. a b FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 361.
  4. T. K. Lim (2014). Edible Medicinal and Non Medicinal Plants: Volume 8, Flowers. Springer Science & Business. p. 324. ISBN 978-94-017-8748-2.
  5. «Hibiscus sabdariffa» (em inglês). The Plant List. 2010. Consultado em 21 de abril de 2017 
  6. Karin Kimura, Hanaume: uma criação da culinária nipo-brasileira , Hashitag, 12 de novembro de 2013