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Império de Congue
1710 — 1898 
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Região Sudão
Capital Congue
Países atuais Costa do Marfim
Burkina Faso Burquina Fasso

Línguas oficiais diúla
senufô
Religiões islamismo
animismo

Forma de governo Monarquia

Período histórico
• 1710  Fundação por Secu Uatara
• 1898  Destruição de Congue por Samori

O Império de Congue[1] (1710–1898), também conhecido como Império Uatara (em francês: Ouattara) em honra a seu fundador, foi um Estado islâmico da África pré-colonial fundado no nordeste da Costa do Marfim, compreendendo boa parte da atual Burquina Fasso. Foi estabelecida cerca de 1710, com a conquista de Congue por Secu Uatara. Sua capital ascendeu à proeminência nos anos 1800 como centro comercial e de estudos islâmicos. Em 1898, Samori Turé atacou a cidade e incendiou-a. Embora tenha sido reconstruída, o Império de Congue dissipou e os franceses capturaram a zona.

Índice

HistóriaEditar

FundaçãoEditar

A cidade de Congue era originalmente habitada por povos falafalas, descrito na tradição oral como joalheiros, ferreiros e escultores em madeira, mas com o tempo começou a receber imigrantes de várias origens.[2] Suas cercanias começa a adquirir proeminente desde o século XV, quando mercadores mandingas imigram às regiões que hoje compõem o eixo Congue-Bobo Diulasso-Jené. Os mandingas também fundaram a cidade comercial de Bego nas margens da floresta perto do rio Volta, mas ao ser destruída tempos depois eles imigraram às cercanias de Congue. No século XVII, foi alvo de incursões do leste de exércitos de gonjas e dagombas.[3] Muitos chefes, além de sua ocupação no comércio, reuniam exércitos escravos que treinavam para conduzir raides às populações de agricultores das cercanias e fornecer ajuda em troca de pagamento às comunidades que estavam a passar por conturbação ou outros líderes. Em Congue especificamente, os líderes também atuavam em atividades artesanais como escultura e tecelagem.[4]

No tempo de Secu Uatara, importante fagama (chefete local) de Tenegala, Congue era governada por Lasiri Gbambele dos bagis, seu tio. Em decorrência da inimizade de seu pai e seu tio (que disputaram no passado a mão da mãe de Secu), Lasiri e Secu eram inimigos.[2] Secu alia-se ao campo militar de Patoni, a 70 quilômetros a sudeste de Congue, criado por um clérigo islâmico expulso da cidade por Lasiri e as várias personalidades seculares e clericais da região numa coalizão contra ele. Após reunir parceiros suficientes, declarou-se fagama e marchou contra Congue, derrotando e capturando em fuga seu tio. Ele foi executado junto de seus parentes imediatos e ao entrar em Congue ca. 1710, Secu destruiu o culto do tio.[5]

FagamasEditar

Referências

  1. Almanaque 1986, p. 1984.
  2. a b Şaul 1998, p. 545.
  3. a b Şaul 1998, p. 544.
  4. Şaul 1998, p. 544-545.
  5. Şaul 1998, p. 546.
  6. Şaul 1998, p. 544; 546.
  7. a b Izard 2010, p. 425.
  8. a b Arhin 2010, p. 788.
  9. a b c d e f g Universidade de Viena 1989, p. 43.

BibliografiaEditar

  • Almanaque Abril. São Paulo: Editora Abril. 1986 
  • Arhin, Kwame; Ki‑Zerbo, Joseph (2010). «Capítulo 25 Estados e povos do Arco do Níger e do Volta». In: Yi, J. F. Ade Aja. História Geral da África – Vol. VI – África do século XIX à década de 1880. São Carlos: Universidade de São Carlos; UNESCO 
  • Izard, M.; Ki-Zerbo, J. (2010). «Cap. XII - Do Níger ao Volta». In: Ogot, Bet Hwell Allan. História Geral da África – Vol. V – África do século XVI ao XVIII. São Carlos; Brasília: Universidade Federal de São Carlos 
  • Şaul, Mahir (1998). «The War Houses of the Watara in West Africa». The International Journal of African Historical Studies. 31 (3): 537-570 
  • «Wiener ethnohistorische Blätter». Universidade de Viena. 34. 1989